Esta aula em 95 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Funções da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
07:19:00Questão 1: mínimo da soma |x-1|+|x-2|+...+|x-5|
07:27:00Gráfico de |x-2| e simetria em torno do 2
07:32:00Método do barbante: estacas em 1,2,3,4,5 e mínimo 6 em x = 3
07:44:00Com quatro estacas, o mínimo vira um degrau (valor 4)
07:47:00Questão 2: módulo no expoente e inversão da base
07:58:00Deslocar o gráfico para x = 1 e subtrair 1/2
08:02:00Módulo por fora reflete o que está abaixo do eixo
08:08:00Questão 3: transformações g(x) = a + b·f(cx + d)
08:22:00Fator horizontal c = 2 pela distância entre as raízes
08:30:00Resultado a = 1, b = -1, c = 2, d = -6 e o deslocamento d/c
08:37:00Questão 4: h = g∘f⁻¹ com exponenciais
08:49:00Sem precisar de logaritmo: h(1/2) = √3

Soma de módulos: o módulo como distância e o primeiro mínimo

A primeira questão pede o valor mínimo de f(x)=∣x−1∣+∣x−2∣+∣x−3∣+∣x−4∣+∣x−5∣, escrita no enunciado como o somatório ∑k=15∣x−k∣. O professor lembra que, ao ver um somatório, o primeiro passo é abrir: trocar k por 1,2,…,5 e escrever a soma por extenso.

A chave é a interpretação geométrica do módulo: ∣x−a∣ é a distância entre o número x e o número a. O próprio ∣x∣ é ∣x−0∣, a distância até a origem; por isso ∣3∣ e ∣−3∣ valem 3, já que os dois estão a três unidades do zero. Na reta real, ∣x−2∣ vale 3 tanto para x=5 quanto para x=−1, pois os dois pontos estão a três unidades do 2. Distância nunca é negativa (deslocamento pode ter sinal, distância não), e é por isso que o módulo nunca é negativo. Assim, o menor valor de g(x)=∣x−2∣ é zero, atingido em x=2: o número que está a distância zero do 2 é o próprio 2.

Com essa leitura, f(x) é a soma das distâncias de x até os pontos 1,2,3,4 e 5. Máximo não existe: quanto mais x se afasta (um milhão, dois milhões, ...), maior a soma. Para o mínimo, a intuição é ficar no meio do caminho, em x=3, o ponto central dos cinco. Substituindo: 2+1+0+1+2=6. O professor chegou a x=3 de cabeça e propôs justificar com o desenho, porque quem enxerga a distância resolve geometricamente, sem abrir cada módulo em casos.

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Gráfico de |x-2|, simetria e a definição de módulo por partes

Para visualizar a função, o professor desenha g(x)=∣x−2∣ usando apenas a ideia de distância. Em x=2 a distância é zero, então y=0 nesse ponto, e nada fica abaixo do eixo x, porque distância não é negativa. Andando para a direita, a distância cresce; para a esquerda, também. Pontos simétricos em relação ao 2, como −1 e 5, ficam à mesma distância (três unidades) e dão o mesmo valor de y: o gráfico é simétrico em relação à reta vertical x=2. O professor chama a função de "quase par" (é par em relação a essa reta, não ao eixo y), e diz que o conceito será reaproveitado em outra questão.

Para quem prefere o caminho algébrico, vale a definição: se o número dentro do módulo é positivo ou zero, o módulo é o próprio número; se é negativo, troca-se o sinal (multiplica-se por −1). Logo ∣x−2∣=x−2 para x≥2 e ∣x−2∣=−x+2 para x<2. Cada pedaço é uma reta: y=x−2, crescente, que cortaria o eixo y em −2, mas só vale à direita do 2; e y=−x+2, decrescente, passando por 2 no eixo y, válida só à esquerda. As duas se encontram em x=2 e formam um V.

Para a soma de cinco módulos, esse caminho exige dividir a reta em vários pedaços (um para cada ponto de quebra), montar um quadro de sinais e escrever a expressão de cada região. O professor considera que isso não vale a pena e que quem não tem a visão geométrica gasta muito mais tempo e erra mais. Por isso a leitura por distância e o método do barbante.

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Método do barbante: onde a soma de distâncias é mínima

Imagine estacas fixadas em 1,2,3,4 e 5 na reta e um barbante infinito amarrado em cada uma, todos presos a uma pessoa na posição x. O comprimento do barbante da estaca k é ∣x−k∣, e f(x) é o comprimento total desenrolado. Com x=8, por exemplo, o barbante da estaca 5 mede 3 e o da estaca 4 mede 4.

Fora do intervalo das estacas, andar para longe aumenta todos os barbantes: por isso não há máximo. No meio, é preciso comparar. A partir de x=3, andar um pouco para a esquerda diminui os barbantes das estacas 1 e 2, mas aumenta os das estacas 3, 4 e 5. Como as estacas são simétricas em torno do 3, dois que diminuem cancelam dois que aumentam, e sobra um barbante crescendo. Assim, o ponto x=3, exatamente o central, é onde a soma é mínima e f(3)=6. O formato do gráfico sai da mesma contagem: à direita do 5, todos os cinco crescem (inclinação 5); entre 4 e 5, quatro crescem e um diminui (inclinação 3); entre 3 e 4, inclinação 1; e o lado esquerdo é o espelho. A função é decrescente até x=3 e crescente depois.

O professor testa a ideia retirando o último termo: a função G(x)=∣x−1∣+∣x−2∣+∣x−3∣+∣x−4∣, com estacas em 1,2,3,4 (a legenda diz "o somatório até quatro"). O ponto de simetria passa a ser x=2,5, no meio entre as estacas 2 e 3. Em qualquer ponto entre 2 e 3, andar um pouco para um lado diminui um barbante e aumenta o simétrico, então a variação é zero e a função é constante. Em x=2: 1+0+1+2=4. Em x=3: 2+1+0+1=4. O mínimo é 4, atingido em todo o intervalo [2,3] (um degrau de mínimo, e não um único ponto). O professor comenta que nunca viu essa variação em prova e sugere questões desse tipo para o simulado.

▶ Ver este trecho no vídeo (07:32:00)

Módulo no expoente: inverter a base e construir o gráfico por camadas

A segunda questão pergunta em que intervalo a função é crescente. Reconstruída da fala, a função é f(x)=∣ 2−∣x−1∣−12 ∣: tem módulo no expoente, um sinal de menos e um módulo por fora. O professor diz que a escolheu justamente porque o módulo, a essa altura, já não assusta.

Primeiro passo: eliminar o sinal negativo do expoente. Como 2−u=(12)u para qualquer u (o menos inverte a base, seja u um número ou um módulo), a função vira ∣(12)∣x−1∣−12∣. O professor aconselha deixar o módulo sempre positivo e inverter a base, em vez de lidar com um módulo negativo, e diz que isso já resolve a maior parte da dificuldade.

Segundo passo: construir o gráfico por camadas. Começa-se com y=2∣x∣. O módulo não altera x positivo, então para x≥0 o gráfico é o de 2x; para x<0 ele é a reflexão da parte direita no eixo vertical, porque ∣x∣ é uma função par. Em x=0 vale 20=1 e cresce para os dois lados. A dica geral é que, com módulo no expoente, basta trabalhar com metade do gráfico e refletir.

Agora a base 12. A exponencial (12)x é decrescente (base entre 0 e 1); com o módulo, (12)∣x∣ vale 1 em x=0 e decai para os dois lados, aproximando-se de zero (assíntota no eixo x), formando um morro com pico em (0,1). Por fim, ∣x−1∣ é a distância até o 1, então o gráfico se desloca uma unidade para a direita: o pico fica em (1,1) e a simetria passa a ser em torno de x=1. Conferência: em x=0 o valor é (12)1=12.

▶ Ver este trecho no vídeo (07:47:00)

Subtrair 1/2 e módulo por fora: refletir o que está abaixo do eixo

Subtrair 12 desloca tudo meia unidade para baixo. O pico passa a (1,12) e a assíntota deixa de ser y=0 e passa a ser y=−12. A curva continua dentro de uma faixa de altura de uma unidade, agora entre −12 e 12. As raízes saem de (12)∣x−1∣=12, isto é, ∣x−1∣=1, logo x=0 e x=2. Em x=0 o valor é zero: a curva passa pela origem.

Resta o módulo de fora. Regra geral, válida para qualquer função: onde o valor é positivo ou zero, o módulo não muda nada; onde é negativo, troca o sinal, o que no gráfico equivale a refletir o trecho que está abaixo do eixo x para cima (−3 vira 3, −10 vira 10, −1 milhão vira 1 milhão). O professor ilustra com y=x2−4: em x=±3 vale 5 e o módulo mantém 5; em x=1 vale −3, e o módulo dá 3. A parte da parábola entre as raízes −2 e 2, que ficava embaixo, é refletida e vira um "morrinho"; o trecho antigo abaixo do eixo deixa de existir.

Na função da questão, o trecho com x<0 (onde a curva ia de −12 até 0) e o trecho com x>2 (também abaixo do eixo) são refletidos para cima. A leitura final: a função decresce para x<0, cresce de 0 a 1 (até o pico 12), decresce de 1 a 2 (até zero) e volta a crescer para x>2, aproximando-se de 12 por baixo. Resposta: crescente em 0<x<1 e em x>2.

O professor deixa um alerta: se aparecer outro módulo por fora, nada muda, pois o resultado já é sempre não negativo. Pode colocar 30 módulos que a função é a mesma.

▶ Ver este trecho no vídeo (07:59:00)

Transformações de gráfico: o papel de a, b, c e d em a + b·f(cx + d)

A terceira questão trata de transformações de gráficos. O professor lembra que a FUVEST cobrou o tema de forma totalmente conceitual (e literal) em simulado: dava uma função f e escrevia g(x)=a+b f(cx+d), e as alternativas diziam coisas como "a função subiu a unidades" ou "foi esticada verticalmente". Para a aula ele faz a versão numérica, pois acha que, quanto mais conceitual a questão, mais difícil ela é.

O papel de cada letra, tomando como referência o seno: a (soma fora da função) desloca na vertical, para cima se positivo e para baixo se negativo. b (multiplica fora) estica ou comprime na vertical: com ∣b∣>1 estica, com 0<∣b∣<1 comprime, e b negativo reflete o gráfico em relação ao eixo horizontal; no seno, passa-se de valores entre −1 e 1 para valores entre −b e b. c (multiplica dentro) estica ou comprime na horizontal; em ondas, equivale à frequência angular ω, e aumentá-la comprime o gráfico. d (soma dentro) desloca na horizontal.

A regra de bolso do professor: o que acontece fora da função é intuitivo (soma desloca, multiplicação estica); o que acontece dentro é contraintuitivo. Um c positivo maior que 1 comprime, em vez de esticar, e um d positivo desloca para a esquerda, em vez de direita.

Exemplo de reflexão: multiplicar f(x)=x2−4 por −1 dá −x2+4, a parábola de concavidade para baixo e máximo 4. O que estava para cima vai para baixo e vice-versa, espelhado no eixo horizontal. Esse raciocínio mostra que, com b=−1, o gráfico apenas inverte, sem esticar nem comprimir.

▶ Ver este trecho no vídeo (08:08:00)

Achando a, b, c e d: distância entre raízes, igualdade de polinômios e o deslocamento d/c

Os dados: f(x)=x2−4, g(x)=a+b f(cx+d), a informação de que "os pontos de g vindos das raízes de f distam duas unidades" e a lei g(x)=−4x2+24x−31. Pede-se a,b,c e d.

Primeiro o c, pelo raciocínio geométrico: as raízes de f (x=±2) distavam 4, e os pontos correspondentes em g distam 2. A distância horizontal foi dividida por 2, logo c=2. Sem essa informação, a igualdade de polinômios deixaria incógnitas demais.

Depois, g(x)=a+b[(2x+d)2−4]=4b x2+4bd x+(a+bd2−4b). Igualando os coeficientes a −4x2+24x−31: 4b=−4, logo b=−1; 4bd=24, logo d=−6; e a−36+4=−31, logo a=1. Resposta: a=1, b=−1, c=2, d=−6. O gráfico sobe uma unidade, é refletido em relação ao eixo horizontal sem esticar e é comprimido pela metade na horizontal (dobra a frequência).

O passo em que o aluno toma o tombo é perguntar quantas unidades o gráfico se deslocou na horizontal. Quem vê d=−6 responde "6 para a direita" (ou, pior, "6 para a esquerda"). Mas o deslocamento só aparece quando o c é posto em evidência: cx+d=c(x+dc), ou seja, deslocamento −dc. Aqui, 2x−6=2(x−3): são 3 unidades para a direita. Conferência: o argumento vale 0 em x=3. O professor reforça com a raiz quadrada: x−1 começa em x=1, e para o argumento valer 3 é preciso x=4. Ele fecha lembrando que o bloco cobre todas as transformações: translação vertical e horizontal, dilatação e compressão vertical e horizontal, e reflexão.

▶ Ver este trecho no vídeo (08:15:00)

Função composta com inversa: h(x) = g(f⁻¹(x)) com exponenciais

A quarta questão trabalha função inversa. Reconstruída da fala: f(x)=ex−e−xex+e−x, g(x)=ex e h(x)=g(f−1(x)); pede-se h(12). O professor simplificou o enunciado original (que pedia a lei de h) para pedir apenas o valor.

O que é a inversa: a função que desfaz o que f fez, e desfazer costuma dar mais trabalho que fazer. A técnica é trocar x por y e isolar o novo y. Exemplo simples: y=2x+1 vira x=2y+1, de onde f−1(x)=x−12. Conferência: x=3 dá 7 em f, e x=7 dá 3 em f−1.

Aplicando a f: troca-se por x=ey−e−yey+e−y. Multiplicando numerador e denominador por ey (o professor recomenda tirar o expoente negativo assim), obtém-se x=e2y−1e2y+1. Multiplicando em cruz: x e2y+x=e2y−1; juntando os termos com y: e2y(1−x)=1+x; logo e2y=1+x1−x e, como ey>0, ey=1+x1−x.

O professor nota que não é necessário isolar y com logaritmo (que daria f−1(x)=ln⁡1+x1−x), porque g(x)=ex já "desfaz" o logaritmo: g(f−1(x))=ef−1(x), e ey com y=f−1(x) é exatamente a expressão encontrada. Portanto h(x)=1+x1−x e h(12)=3/21/2=3. Ele insiste também em um ponto conceitual: f de qualquer coisa é a regra aplicada a essa coisa (a f(△)=2△+1 do exemplo), não só ao x. Aplicar logaritmo seria "dar um nó para ter que desatar o nó".

▶ Ver este trecho no vídeo (08:37:00)

As fórmulas desta aula

Módulo como distância
∣x−a∣=distaˆncia entre x e a

Para interpretar geometricamente expressões com módulo e achar mínimos sem abrir em casos.

Definição de módulo por partes
∣u∣={u,u≥0−u,u<0

Para escrever uma função com módulo como duas expressões (duas retas, por exemplo).

Soma de distâncias mínima no ponto central
f(x)=∑i∣x−ai∣ eˊ mıˊnima no ponto central dos ai

Soma de módulos de x menos pontos fixos: com número ímpar de pontos, o mínimo está no do meio; com par, é constante entre os dois centrais.

Expoente negativo
2−u=(12)u

Para trocar o sinal negativo do expoente por inversão da base e evitar módulo negativo.

Módulo por fora da função
∣g(x)∣={g(x),g(x)≥0−g(x),g(x)<0

Para refletir para cima o trecho do gráfico que está abaixo do eixo x; módulos repetidos não mudam nada.

Transformação de gráfico
g(x)=a+b f(cx+d)

Para ler deslocamento vertical (a), esticar/refletir na vertical (b), comprimir na horizontal (c) e deslocar na horizontal (d).

Quadrado da soma (expansão de f(cx+d))
(cx+d)2=c2x2+2cd x+d2

Para expandir f(cx+d) quando f é um polinômio do segundo grau.

Igualdade de polinômios
p(x)=q(x) ⇔ coeficientes de mesmo grau iguais

Para comparar g(x) escrito em função de a, b, c, d com a lei dada de g.

Deslocamento horizontal em f(cx+d)
cx+d=c(x+dc) ⇒ deslocamento=−dc

Para responder quantas unidades o gráfico se deslocou na horizontal; o fator horizontal de compressão é c.

Função inversa
y=f(x) → x=f(y), isolar y=f−1(x)

Para achar a inversa trocando x por y e isolando o novo y.

Isolar e^{2y}
x=e2y−1e2y+1 ⇒ e2y=1+x1−x

Para inverter função com e^x e e^{-x} multiplicando por e^y e isolando a exponencial.

Composição g(f⁻¹(x))
h(x)=g(f−1(x))=ef−1(x)

Quando g é exponencial e f⁻¹ é um logaritmo: não é preciso calcular o logaritmo, basta a expressão de e^y.

Fichas completas: potencias de mesma base produtos notaveis radiciacao vertice da parabola

As 5 questões resolvidas na aula

Questão 01 · FUVEST? (ano não citado; professor associa o tema ao simulado)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado; professor associa o tema ao simulado)

Determinar o valor mínimo de f(x)=∑k=15∣x−k∣=∣x−1∣+∣x−2∣+∣x−3∣+∣x−4∣+∣x−5∣.

  1. Abrir o somatório e interpretar cada ∣x−k∣ como a distância de x até k.
  2. Não há máximo, pois as distâncias crescem sem limite quando x se afasta.
  3. O mínimo está no ponto central das cinco estacas, x=3, pois dos dois lados as variações se cancelam.
  4. f(3)=2+1+0+1+2=6.
Resposta: Valor mínimo 6, atingido em x=3.

Armadilha: Abrir os cinco módulos em seis regiões com quadro de sinais: demorado e propenso a erro; a leitura por distância resolve em segundos.

▶ Ver no vídeo (07:19:00)

Questão 02 · variação do professor (não é de prova conhecida)

Resolvida na aulavariação do professor (não é de prova conhecida)

Mesma função, sem o termo ∣x−5∣: G(x)=∣x−1∣+∣x−2∣+∣x−3∣+∣x−4∣. Qual o valor mínimo e onde ocorre?

  1. Estacas em 1,2,3,4: o ponto de simetria é x=2,5.
  2. Entre 2 e 3, o que um barbante diminui o simétrico aumenta, então G é constante nesse intervalo.
  3. G(2)=1+0+1+2=4 e G(3)=2+1+0+1=4.
Resposta: Valor mínimo 4, atingido em todo x∈[2,3].

Armadilha: Procurar um único ponto de mínimo: com número par de pontos, o mínimo é um intervalo (degrau).

▶ Ver no vídeo (07:44:00)

Questão 03 · FUVEST? (ano não citado; a lei da função foi reconstruída da fala)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado; a lei da função foi reconstruída da fala)

Em que intervalo é crescente a função f(x)=∣ 2−∣x−1∣−12 ∣ (lei reconstruída)?

  1. Inverter a base para tirar o sinal de menos do expoente: 2−∣x−1∣=(1/2)∣x−1∣.
  2. Gráfico de (1/2)∣x∣: morro com pico (0,1) e assíntota y=0; com ∣x−1∣, o pico vai para (1,1).
  3. Subtrair 12: pico em (1,12), assíntota y=−12, raízes em x=0 e x=2.
  4. Módulo por fora: refletir para cima os trechos abaixo do eixo (x<0 e x>2).
  5. Ler o gráfico: decresce para x<0, cresce em (0,1), decresce em (1,2), cresce para x>2.
Resposta: Crescente em 0<x<1 e em x>2.

Armadilha: Esquecer o módulo de fora e responder apenas 0<x<1 (ou x<1): é preciso refletir o trecho negativo de g.

▶ Ver no vídeo (07:47:00)

Questão 04 · FUVEST (simulado oficial?) — versão numérica adaptada pelo professor

Resolvida na aulaFUVEST (simulado oficial?) — versão numérica adaptada pelo professor

Seja f(x)=x2−4 e g(x)=a+b f(cx+d). Os pontos de g vindos das raízes de f distam duas unidades, e g(x)=−4x2+24x−31 (lei reconstruída). Determinar a,b,c,d.

  1. As raízes de f distam 4 e as de g distam 2: compressão horizontal por fator 2, logo c=2.
  2. g(x)=a+b[(2x+d)2−4]=4b x2+4bd x+(a+bd2−4b).
  3. Igualar os coeficientes: 4b=−4⇒b=−1; 4bd=24⇒d=−6.
  4. a+bd2−4b=−31⇒a−36+4=−31⇒a=1.
Resposta: a=1, b=−1, c=2, d=−6 (o gráfico sobe 1, reflete no eixo horizontal, comprime a metade na horizontal e se desloca 3 unidades para a direita).

Armadilha: Responder "6 unidades para a direita" (ou esquerda) para o deslocamento; o correto é −d/c=3 à direita.

▶ Ver no vídeo (08:08:00)

Questão 05 · FUVEST? (ano não citado; lei de f reconstruída da fala)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado; lei de f reconstruída da fala)

Sejam f(x)=ex−e−xex+e−x (?), g(x)=ex e h(x)=g(f−1(x)). Calcular h(12).

  1. Trocar x por y: x=ey−e−yey+e−y.
  2. Multiplicar numerador e denominador por ey: x=e2y−1e2y+1.
  3. Multiplicar em cruz e isolar: e2y(1−x)=1+x, logo e2y=1+x1−x.
  4. Como ey>0: ey=1+x1−x, e esse y é f−1(x).
  5. h(x)=g(f−1(x))=ef−1(x)=1+x1−x; em x=12: 3/21/2=3.
Resposta: h(12)=3

Armadilha: Tirar o logaritmo para escrever f−1 explicitamente: etapa desnecessária, pois g(x)=ex já a desfaz; e achar que f(△) só vale para a letra x.

▶ Ver no vídeo (08:37:00)

Erros que derrubam nota em funções

  1. 01

    Abrir cada módulo em casos e montar quadro de sinais em soma

    Abrir cada módulo em casos e montar quadro de sinais em soma de vários módulos, em vez de usar a interpretação de distância.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Achar um único ponto de mínimo quando o número de estacas é

    Achar um único ponto de mínimo quando o número de estacas é par: o mínimo é constante entre as duas centrais.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Deixar módulo negativo no expoente em vez de inverter a base

    Deixar módulo negativo no expoente em vez de inverter a base.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  4. 04

    Esquecer o módulo por fora ao ler o crescimento

    Esquecer o módulo por fora ao ler o crescimento: o trecho abaixo do eixo é refletido e inverte o sentido.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  5. 05

    Achar que um módulo extra por fora altera a função; módulo

    Achar que um módulo extra por fora altera a função; módulo de módulo é o mesmo módulo.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  6. 06

    Inverter a regra do que acontece dentro da função

    Inverter a regra do que acontece dentro da função: c maior que 1 comprime e d positivo desloca para a esquerda.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  7. 07

    Dizer que o deslocamento horizontal de f

    Dizer que o deslocamento horizontal de f(cx+d) é d; o correto é -d/c.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  8. 08

    Achar que f

    Achar que f(x) = regra só vale para a letra x: f de qualquer coisa aplica a mesma regra a essa coisa.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  9. 09

    Isolar o logaritmo da inversa quando a composição com

    Isolar o logaritmo da inversa quando a composição com a exponencial já desfaz o passo.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  10. 10

    Tentar achar a, b, c e d só por igualdade de polinômios, sem

    Tentar achar a, b, c e d só por igualdade de polinômios, sem usar a informação geométrica que dá o fator c.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Funções na FUVEST

Como achar o mínimo de uma soma de módulos |x−a1| + |x−a2| + ... ?

Interprete cada ∣x−ai∣ como a distância de x até ai. A soma é mínima no ponto central: com número ímpar de pontos, é o ponto do meio; com número par, qualquer ponto entre os dois centrais. Para a=1,2,3,4,5 o mínimo é 6, em x=3.

Por que a soma de módulos não tem valor máximo?

Porque, quanto mais x se afasta dos pontos fixos, maior cada distância. Não existe teto: x=1 000 000 dá uma soma maior que x=1 000.

Como desenhar 2^{|x|} ou (1/2)^{|x|} sem abrir em casos?

Desenhe o gráfico da exponencial só para x≥0, onde o módulo não muda nada, e reflita no eixo vertical, pois ∣x∣ é função par. Com ∣x−1∣, o gráfico se desloca uma unidade para a direita.

O que o módulo por fora faz no gráfico de uma função?

Mantém o que está acima do eixo x e reflete para cima o que está abaixo (−3 vira 3). Colocar outro módulo por fora não altera nada, pois o resultado já é não negativo.

O que fazem a, b, c e d em g(x) = a + b·f(cx + d)?

a desloca na vertical; b estica (∣b∣>1) ou comprime (∣b∣<1) na vertical, e b<0 reflete no eixo horizontal; c comprime (c>1) ou estica (0<c<1) na horizontal; d desloca na horizontal, por −d/c. O que acontece dentro da função é contraintuitivo.

Por que o deslocamento horizontal é d/c, e não só d?

Porque cx+d=c(x+d/c): o que desloca o gráfico é o que aparece somado a x depois de colocar o c em evidência. Com c=2 e d=−6, 2x−6=2(x−3), e o deslocamento é de 3 unidades para a direita.

Como achar o fator c numa transformação?

Compare a distância entre dois pontos correspondentes (por exemplo, as raízes de f e as de g). Se a distância horizontal ficou dividida por 2, o gráfico foi comprimido por um fator 2 e c=2.

Preciso calcular o logaritmo para achar g(f⁻¹(x)) quando g é exponencial?

Não. Se g(x)=ex e f−1(x)=y, então g(f−1(x))=ey, e o ey já aparece ao isolar y em f. Aplicar logaritmo seria desfazer o passo que a exponencial desfaz.

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