Esta aula em 100 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Geometria Analítica da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
05:37:00Apresentação: quatro questões de geometria analítica para a FUVEST
05:38:00Questão 1: sistema de coordenadas com eixos não perpendiculares
05:42:00O ponto é absoluto, as coordenadas dependem do sistema
05:50:00Fórmula da distância no sistema oblíquo (lei dos cossenos)
05:55:00Resultado: cos θ = -1/2 e distância entre C e D = √19
06:02:00Questão 2: reta perpendicular e tangente à circunferência
06:05:00Completar quadrados: centro (3, -1) e raio √5
06:14:00Força bruta: discriminante igual a zero dá k = 0 ou 10
06:25:00A sacada: andar um raio na direção da reta S
06:30:00Terceira via: distância de ponto a reta
06:37:00Questão 3: câmera sobre o trilho e PA perpendicular a PB
06:52:00Questão 4: laser no espelho e simétrico do ponto

Sistema de coordenadas oblíquo: o ponto é absoluto, as coordenadas dependem do sistema

A primeira questão do capítulo, que o professor chama de aquecimento, usa um sistema de coordenadas cujos eixos x e y não são perpendiculares: eles formam um ângulo θ. O padrão é o mesmo do plano cartesiano comum. Para representar um ponto, informam-se duas coordenadas, e cada uma é medida caminhando paralelamente ao outro eixo: a coordenada x vem de uma paralela ao eixo y, e a coordenada y vem de uma paralela ao eixo x.

O professor explica que o ângulo de 90∘ é adotado apenas por simplicidade. O objetivo de um sistema de coordenadas é localizar um ponto, e qualquer sistema que faça isso com duas informações é válido. Como curiosidade, cita as coordenadas polares: em vez de (x,y), dá-se a distância r até a origem e o ângulo θ; por exemplo, r=3 e 60∘ localizam um ponto, e r=3 e 180∘ localizam outro.

Uma distinção central: o ponto é algo absoluto, mas as suas coordenadas dependem do sistema escolhido. O mesmo ponto B pode ser (0,1) no sistema oblíquo xy e ter outros valores no sistema cartesiano x′y′. O professor faz a analogia com a física: o movimento de um carro é um só, mas referenciais diferentes enxergam velocidades diferentes e escrevem equações diferentes. Ele comenta que muita gente trava justamente por confundir o ponto com as suas coordenadas.

O enunciado da primeira parte dá A=(1,0) e B=(0,1) nesse sistema e informa que a distância entre eles é 3. Se o sistema fosse perpendicular, a distância seria 2, a diagonal de um quadrado de lado 1. O valor maior, 3, indica que o eixo y está inclinado de modo a afastar os pontos, e a tarefa é descobrir o ângulo (na verdade, o seu cosseno).

▶ Ver este trecho no vídeo (05:37:00)

Distância entre dois pontos no sistema oblíquo: Pitágoras dá lugar à lei dos cossenos

Para chegar à fórmula, o professor primeiro recorda de onde vem a distância no plano cartesiano. Com dois pontos A(xA,yA) e B(xB,yB), a paralela horizontal e a vertical formam um triângulo retângulo de catetos Δx e Δy, e Pitágoras dá d=Δx2+Δy2. Ele insiste que isso não é uma verdade absoluta: vale apenas se os eixos forem perpendiculares. É essa a grande vantagem de adotar eixos perpendiculares.

No sistema oblíquo, desenha-se o mesmo esquema. O Δx é transportado paralelamente ao eixo x e o Δy paralelamente ao eixo y, o que forma um paralelogramo em vez de um retângulo. O triângulo que contém a distância procurada tem os lados Δx e Δy e o ângulo entre eles igual a 180∘−θ (o ângulo externo do triângulo é θ, igual ao ângulo entre os eixos). Como o triângulo já não é retângulo, usa-se a lei dos cossenos:

d2=Δx2+Δy2−2 Δx Δycos⁡(180∘−θ).

Como cos⁡(180∘−θ)=−cos⁡θ, a fórmula final fica d2=Δx2+Δy2+2 Δx Δycos⁡θ. O professor sugere, na dúvida, desenhar o ciclo ou abrir cos⁡(180∘−θ) pela fórmula do cosseno da diferença.

Ele observa que o único ângulo que zera o termo extra é 90∘, pois cos⁡90∘=0, e a fórmula volta a ser a de Pitágoras. Os dois sistemas são igualmente válidos; o perpendicular é apenas mais simples.

Um cuidado importante: com o termo Δx Δy presente, a ordem da subtração importa. Trocar o sinal de apenas um dos deltas muda o resultado. O correto é manter a mesma ordem nos dois, de A para B ou de B para A, como no cálculo do coeficiente angular.

▶ Ver este trecho no vídeo (05:44:00)

Aplicando a fórmula: cos θ = -1/2 e a distância entre C e D

Com a fórmula pronta, o professor volta à questão. Para A(1,0) e B(0,1), a ordem de A para B dá Δx=−1 e Δy=1 (ou Δx=1 e Δy=−1, se invertida a ordem dos dois). O produto Δx Δy vale −1 de qualquer modo. A distância é 3, então:

3=1+1+2 (−1)cos⁡θ, ou seja, cos⁡θ=−12.

O ângulo entre os eixos seria 120∘, mas o professor lembra que o ângulo em si é dispensável: o que a fórmula de distância pede é o cosseno. Ele comenta que o desenho que fez não está condizente com 120∘, e que isso não prejudica a resolução.

A segunda parte pede a distância entre dois outros pontos, C e D, no mesmo sistema. Os pontos são D(−1,3) e C(2,1), segundo a leitura mais coerente da legenda; o resultado final confirma essa leitura. Mantendo a ordem de D para C: Δx=3 e Δy=−2. Então:

d2=32+(−2)2+2⋅3⋅(−2)⋅(−12)=9+4+6=19.

A distância vale 19.

O professor comenta ainda que a distância independe do sistema de coordenadas: a posição dos pontos é absoluta e só as coordenadas mudam. Em qualquer sistema bem calculado, o resultado seria 19. Um caminho alternativo, que ele considera infinitamente mais trabalhoso, seria converter as coordenadas para o sistema cartesiano usando o ângulo de 120∘ e aplicar Pitágoras.

Ele avalia que a dificuldade da questão está na abstração: perceber que as coordenadas pertencem a um sistema não perpendicular e entender que a fórmula da distância vem de Pitágoras, que deixa de valer e dá lugar à lei dos cossenos.

▶ Ver este trecho no vídeo (05:51:00)

Segunda questão: reconhecer a circunferência e completar quadrados

A segunda questão tem contexto de jardim circular em um sistema cartesiano comum, e a circunferência λ é dada por uma equação com os produtos notáveis abertos: x2−6x+y2+2y+5=0 (leitura dos coeficientes feita a partir do que o professor escreve e do resultado final). Existe uma parede representada por uma reta S, e o enunciado pede a reta T (um caminho) que seja perpendicular a S, tangente à circunferência e que não passe pela origem. A reta S aparece na forma x−2y+4=0, que o professor reescreve como y=x2+2.

O professor lembra que, numa live da véspera da prova do ano anterior, uma questão quase igual (achar o centro de uma circunferência dada na forma geral) foi tachada pelo chat como assunto de prova militar. Ele defende que a mudança da FUVEST tem justamente o efeito de punir quem se acha livre de estudar certos assuntos.

O primeiro passo é completar quadrados, desfazendo os produtos notáveis para chegar à forma reduzida (x−xC)2+(y−yC)2=R2. Para o termo em x: o coeficiente −6 é −2⋅3⋅x, então soma-se e subtrai-se 9 para formar (x−3)2. Para o termo em y: o coeficiente 2 é 2⋅1⋅y, então soma-se e subtrai-se 1 para formar (y+1)2. A conta fica (x−3)2+(y+1)2−9−1+5=0, isto é:

(x−3)2+(y+1)2=5.

Daí saem o centro C(3,−1) e o raio R=5. O professor alerta para o sinal: o centro tem yC=−1, porque a forma reduzida traz y−yC. Ele faz um esboço aproximado do centro e do raio (pouco maior que 2) apenas para ter noção da figura.

▶ Ver este trecho no vídeo (06:02:00)

Reta perpendicular e tangente: o método da força bruta com o discriminante

Reescrita, a reta é y=x2+2, com coeficiente angular 12. Duas retas perpendiculares têm produto dos coeficientes angulares igual a −1, então a reta T tem coeficiente angular −2 e equação y=−2x+k, sendo k o coeficiente linear (onde corta o eixo y). Existem infinitas retas com esse coeficiente angular; a que também tangencia a circunferência dá duas possibilidades, uma de cada lado. Pelo esboço, o professor desconfia de que uma delas passa pela origem, e é por isso que o enunciado exige que o caminho não passe por ela.

O primeiro caminho, que ele chama de força bruta (e o que o "aluno médio" faria), é substituir a equação da reta na da circunferência para achar a interseção. Substituindo y=−2x+k em x2+y2−6x+2y+5=0 e arrumando, obtém-se uma equação do segundo grau em x:

5x2−(10+4k)x+(k2+2k+5)=0.

Uma reta pode ter dois pontos, nenhum ou um ponto em comum com a circunferência, o que corresponde a Δ>0, Δ<0 ou Δ=0. A tangência exige um único ponto, logo Δ=0. Não se resolve a equação em x; impõe-se a condição para achar k:

(4k+10)2−4⋅5 (k2+2k+5)=0, que se simplifica em −4k2+40k=0, ou seja, −4k(k−10)=0.

Os valores são k=0 ou k=10. O professor destaca que obter dois valores de k era esperado: existem duas retas tangentes com esse coeficiente angular. Com k=0 a reta passa pela origem, que o enunciado exclui. A reta pedida é y=−2x+10. Ele reconhece que o método é trabalhoso, mas sempre funciona para qualquer tangência.

▶ Ver este trecho no vídeo (06:10:00)

A sacada do raio e o caminho alternativo com distância de ponto a reta

O segundo caminho que o professor mostra é mais elegante e dispensa a conta do discriminante. Como a reta é tangente, o raio que chega ao ponto de tangência é perpendicular a T. Se T é perpendicular a S, o raio tem a direção de S (é paralelo a ela). Basta então caminhar do centro C(3,−1) a distância do raio, 5, na direção de S.

O coeficiente angular de S é 12=ΔyΔx, então andar 2 unidades em x e 1 em y percorre exatamente 22+12=5 sobre a direção de S. Do centro, o ponto de tangência é (3+2, −1+1)=(5,0). Caminhando no sentido oposto (−2 em x e −1 em y) chega-se ao outro ponto de tangência, (1,−2), que corresponde à reta que passa pela origem. Com o ponto (5,0) na reta y=−2x+k: 0=−10+k, logo k=10 e y=−2x+10.

O professor comenta que a sacada substitui toda a conta anterior, que pode ser feita de cabeça em poucos passos, e que muita gente não pensaria nisso.

Ele apresenta ainda uma terceira via, que considera pesada para a FUVEST, mas a faz para completar o quadro: a distância de ponto a reta. Escrevendo T na forma geral 2x+y−k=0, a distância do centro (3,−1) à reta deve ser igual ao raio 5:

∣2⋅3+1⋅(−1)−k∣22+12=5⇒∣5−k∣=5.

Os números a cinco unidades de distância do 5 são 0 e 10, os mesmos valores achados pelo discriminante. O professor lembra que esse conteúdo costuma ficar na trilha militar e que ele próprio o considera um pouco "aloprado" para a FUVEST.

▶ Ver este trecho no vídeo (06:24:00)

Terceira questão: o câmera, a perpendicularidade e a circunferência de diâmetro AB

A terceira questão tem como contexto um câmera filmando uma cena de ação em um trilho. Há dois pontos, A(−5,0) e B(5,0), e o trilho está sobre a reta y=x+1 (a reta é inferida do desenvolvimento do professor). O câmera deve filmar de um ponto P do trilho tal que PA seja perpendicular a PB. Existem dois pontos assim, e pergunta-se a distância entre eles.

Pela geometria plana, o professor mostra que o problema tem uma leitura imediata: todo ângulo reto está inscrito em uma semicircunferência de diâmetro igual à hipotenusa. Logo, qualquer ponto P sobre a circunferência de diâmetro AB forma com A e B um triângulo retângulo em P. Ele pondera, porém, que quem não enxerga isso de cara pode chegar lá pela geometria analítica.

O caminho analítico usa a condição de perpendicularidade. Com P(x,y), os coeficientes angulares são mPA=y−0x+5 e mPB=y−0x−5. O produto deve ser −1:

yx+5⋅yx−5=−1⇒y2=−(x2−25)⇒x2+y2=25.

Este é o lugar geométrico: a circunferência de centro na origem e raio 5, o mesmo resultado da geometria plana. O professor chama a atenção para a beleza dessa dedução, que reúne definição de coeficiente angular, perpendicularidade e equação de circunferência, e diz que a parte mais difícil da questão é essa.

Resta achar a interseção com a reta do trilho. Substitui-se y=x+1: x2+(x+1)2=25, que dá 2x2+2x−24=0, ou x2+x−12=0. As raízes são x=3 e x=−4 (produto −12 e soma −1). Os pontos são P1(−4,−3) e P2(3,4). A distância é 72+72=72. Se a reta passasse pela origem, a distância seria o diâmetro, mas aqui é preciso calcular os dois pontos.

▶ Ver este trecho no vídeo (06:37:00)

Quarta questão: o laser no espelho, o princípio de Fermat e o simétrico

A saideira é uma questão que mistura geometria plana, física e geometria analítica. Há um espelho representado por uma reta, um laser em um ponto A e um ponto de destino. O raio sai de A, bate no espelho, reflete e chega ao outro ponto. Pergunta-se a distância total percorrida pela luz. O professor diz que o aluno precisa de um pouco de conhecimento de física: a lei da reflexão, segundo a qual o ângulo de incidência é igual ao de reflexão.

Ele aproveita para comentar o princípio de Fermat: a luz sempre percorre o caminho de menor tempo. A refração (lei de Snell) também sai desse princípio, e ele ilustra com um salva-vidas que corre mais rápido do que nada e por isso não segue a reta até o afogado. No caso da reflexão, o meio não muda, a velocidade é constante, e o caminho de menor tempo é o de menor distância.

A estratégia é refletir o ponto de destino pelo espelho, obtendo o simétrico B′. A distância de A até B′ em linha reta, que corta o espelho no ponto onde a luz de fato bate, é igual à soma dos dois trechos do caminho real, porque o trecho do espelho a B é o espelhado do trecho do espelho a B′. Assim, em vez de achar o ponto de reflexão e somar duas distâncias, calcula-se uma só: AB′. O professor deduz de passagem a própria lei da reflexão a partir dessa simetria, usando ângulos alternos internos e complementares.

Falta achar B′. O segmento BB′ é perpendicular ao espelho, e o ponto médio M do segmento está sobre o espelho. Os dados, segundo o desenvolvimento, são espelho y=2x, B(5,4) e A(5,0) (a reta do espelho e as coordenadas de A são inferidas).

▶ Ver este trecho no vídeo (06:52:00)

As fórmulas desta aula

Distância entre dois pontos (eixos perpendiculares)
d=Δx2+Δy2

Quando os eixos são perpendiculares; vem de Pitágoras com os catetos $\Delta x$ e $\Delta y$.

Distância entre dois pontos (eixos formando ângulo θ)
d2=Δx2+Δy2+2 Δx Δycos⁡θ

Quando o sistema de coordenadas é oblíquo; manter a mesma ordem de subtração em $\Delta x$ e $\Delta y$.

Lei dos cossenos
a2=b2+c2−2bccos⁡A^

Origem da fórmula oblíqua, com ângulo $180^\circ-\theta$ entre $\Delta x$ e $\Delta y$.

Cosseno do suplemento
cos⁡(180∘−θ)=−cos⁡θ

Para converter o ângulo externo do paralelogramo no ângulo entre os eixos.

Equação reduzida da circunferência
(x−xC)2+(y−yC)2=R2

Para ler centro e raio; a forma geral vira reduzida completando quadrados.

Completar quadrados
x2+bx=(x+b2)2−b24

Para desfazer produtos notáveis abertos na equação da circunferência.

Coeficiente angular
m=ΔyΔx=yB−yAxB−xA

Para retas e para o passo de caminhar na direção de uma reta; trocar o sinal de só um dos deltas inverte $m$.

Perpendicularidade de retas
m1⋅m2=−1

Para achar o coeficiente angular de uma reta perpendicular a outra (inverte e troca o sinal).

Tangência pelo discriminante
Δ=b2−4ac=0

Ao substituir a reta na circunferência; $\Delta>0$ (secante), $\Delta=0$ (tangente), $\Delta<0$ (sem ponto comum).

Distância de ponto a reta
d=∣axP+byP+c∣a2+b2

Para a distância do centro à reta tangente, igualada ao raio.

Ponto médio
xM=xA+xB2,yM=yA+yB2

Para achar o simétrico de um ponto em relação a uma reta, a partir do ponto médio.

Circunferência de diâmetro AB
PA⊥PB ⇒ P∈circunfereˆncia de diaˆmetro AB

Lugar geométrico dos pontos que enxergam $AB$ sob ângulo reto; com $A(-5,0)$ e $B(5,0)$ dá $x^2+y^2=25$.

Reflexão no espelho
menor caminho A→espelho→B = AB′, B′=simeˊtrico de B

Em reflexão num espelho plano: ângulo de incidência igual ao de reflexão.

Fichas completas: lei dos cossenos pitagoras bhaskara produtos notaveis lei de snell

As 4 questões resolvidas na aula

Questão 01 · FUVEST? (ano não citado; o professor chama de nível FUVEST 2026/2027)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado; o professor chama de nível FUVEST 2026/2027)

Num sistema de coordenadas cujos eixos x e y formam um ângulo θ (não necessariamente 90∘), os pontos A(1,0) e B(0,1) distam 3. Calcular a distância entre C e D nesse mesmo sistema, com D(−1,3) e C(2,1) (coordenadas reconstruídas, ver dúvidas).

  1. Distância no sistema oblíquo: d2=Δx2+Δy2+2 Δx Δycos⁡θ (lei dos cossenos com ângulo 180∘−θ).
  2. De A a B: Δx=−1, Δy=1; 3=1+1+2(−1)cos⁡θ, logo cos⁡θ=−12 (ângulo de 120∘, dispensável).
  3. De D a C (mesma ordem nos dois deltas): Δx=3, Δy=−2.
  4. d2=9+4+2⋅3⋅(−2)⋅(−12)=9+4+6=19.
Resposta: d=19

Armadilha: Aplicar Pitágoras direto (dá 13) e trocar a ordem de apenas um dos deltas, o que muda o sinal do termo com o cosseno.

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Questão 02 · FUVEST? (ano não citado)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado)

Uma circunferência λ tem equação x2−6x+y2+2y+5=0 e uma reta S é y=x2+2. Determinar a reta T perpendicular a S, tangente a λ e que não passa pela origem.

  1. Completar quadrados: (x−3)2+(y+1)2=5; centro C(3,−1) e raio 5.
  2. Perpendicular a S (coeficiente 12): coeficiente angular −2, logo T: y=−2x+k.
  3. Caminho 1: substituir em λ, obter 5x2−(10+4k)x+k2+2k+5=0 e impor Δ=0: −4k(k−10)=0, com k=0 (passa pela origem, descartar) ou k=10.
  4. Caminho 2: o raio ao ponto de tangência tem a direção de S; de C, andar 2 em x e 1 em y (5) leva a (5,0); em y=−2x+k, k=10.
  5. Conferência: distância do centro a 2x+y−k=0 igual a 5 dá ∣5−k∣=5, logo k=0 ou 10.
Resposta: T: y=−2x+10

Armadilha: Esquecer de descartar k=0 (reta que passa pela origem) e errar o sinal do centro: o termo +2y dá yC=−1.

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Questão 03 · FUVEST? (ano não citado; contexto do câmera de cinema)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado; contexto do câmera de cinema)

Os pontos A(−5,0) e B(5,0) estão marcados e um câmera se desloca por um trilho sobre a reta y=x+1. Os pontos P do trilho em que PA⊥PB são dois. Calcular a distância entre eles.

  1. Perpendicularidade: mPA⋅mPB=−1, com mPA=yx+5 e mPB=yx−5.
  2. y2=−(x2−25), ou x2+y2=25 (circunferência de diâmetro AB, o que a geometria plana já indicava).
  3. Interseção com y=x+1: x2+(x+1)2=25, x2+x−12=0, x=3 ou x=−4.
  4. P1(−4,−3) e P2(3,4); d=72+72=72.
Resposta: 72

Armadilha: Errar o sinal do y do ponto com x=−4 (é −3, não 3) e supor que o diâmetro serve de resposta: a reta não passa pela origem, então os dois pontos precisam ser calculados.

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Questão 04 · FUVEST? (ano não citado; questão de reflexão num espelho)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado; questão de reflexão num espelho)

Um espelho está sobre a reta y=2x (inferido). Um raio de laser sai de A(5,0), reflete no espelho e chega ao ponto B(5,4) (coordenadas inferidas do desenvolvimento; o enunciado fala em ponto P de chegada). Calcular a distância percorrida pela luz.

  1. Princípio de menor percurso e lei da reflexão: refletir B no espelho para obter B′; o caminho real tem o mesmo comprimento de AB′.
  2. A reta S por B perpendicular ao espelho tem coeficiente −12: y=−x2+132.
  3. Interseção com o espelho: 2x=−x2+132 dá x=135, y=265; ponto médio M(135,265).
  4. Ponto médio de BB′: 5+x′2=135⇒x′=15 e 4+y′2=265⇒y′=325; B′(15,325).
  5. Δx=15−5=−245, Δy=325; d=15242+322=15⋅8⋅5=8 (terno 3,4,5 vezes 8).
Resposta: 8 (valor reconstruído; a fala final tem tropeços de conta)

Armadilha: Achar o ponto de reflexão no espelho e somar duas distâncias, em vez de refletir o ponto; e errar a conta com frações (o professor se enrola ao simplificar 242+322, mas termina em 8).

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Erros que derrubam nota em geometria analítica

  1. 01

    Aplicar Pitágoras em sistema de coordenadas cujos eixos não

    Aplicar Pitágoras em sistema de coordenadas cujos eixos não são perpendiculares (cabe a lei dos cossenos).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Confundir o ponto com as suas coordenadas

    Confundir o ponto com as suas coordenadas: o ponto é absoluto, as coordenadas mudam com o sistema.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Trocar o sinal de apenas um dos deltas, o que muda o sinal

    Trocar o sinal de apenas um dos deltas, o que muda o sinal do termo com o cosseno ou do coeficiente angular.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  4. 04

    Errar o sinal do centro ao ler a circunferência

    Errar o sinal do centro ao ler a circunferência: (y+1)2 dá yC=−1.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  5. 05

    Não descartar o valor de $k$ que dá a reta pela origem

    Não descartar o valor de k que dá a reta pela origem quando o enunciado a proíbe.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  6. 06

    Fazer a força bruta com contas longas quando uma sacada

    Fazer a força bruta com contas longas quando uma sacada geométrica (andar um raio na direção de S) resolve de cabeça.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  7. 07

    Somar dois trechos de reflexão em vez de refletir o ponto

    Somar dois trechos de reflexão em vez de refletir o ponto e calcular uma só distância.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  8. 08

    Errar frações ao achar o simétrico $B'$; conferir o ponto

    Errar frações ao achar o simétrico B′; conferir o ponto médio de BB′ antes de seguir.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  9. 09

    Esquecer que $PA\perp PB$ define uma circunferência

    Esquecer que PA⊥PB define uma circunferência de diâmetro AB e tentar achar os pontos por tentativa.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Geometria Analítica na FUVEST

Por que se usa Pitágoras para a distância entre pontos no plano cartesiano?

Porque os eixos são perpendiculares: Δx e Δy formam os catetos de um triângulo retângulo. Se os eixos formarem outro ângulo, o triângulo deixa de ser retângulo e é preciso a lei dos cossenos.

Qual é a fórmula da distância num sistema de eixos com ângulo θ?

d2=Δx2+Δy2+2 Δx Δycos⁡θ. Com θ=90∘, o último termo some e volta a fórmula de Pitágoras.

A ordem da subtração dos pontos importa na distância oblíqua?

Importa para o produto Δx Δy. Pode-se ir de A para B ou de B para A, mas a mesma ordem deve valer para x e y, como no coeficiente angular.

Como transformar $x^2-6x+y^2+2y+5=0$ em uma circunferência reconhecível?

Completando quadrados: soma-se e subtrai-se 9 para formar (x−3)2 e 1 para formar (y+1)2. Resulta (x−3)2+(y+1)2=5, com centro (3,−1) e raio 5.

Como achar uma reta tangente a uma circunferência sabendo o coeficiente angular?

Escreve-se y=mx+k, substitui-se na circunferência e impõe-se Δ=0 na equação do segundo grau em x, obtendo k. Dá duas retas, uma de cada lado. Alternativas: caminhar o raio na direção perpendicular à tangente ou igualar a distância centro-reta ao raio.

Qual é o lugar geométrico dos pontos P com PA perpendicular a PB?

A circunferência de diâmetro AB (sem os pontos A e B). Pode-se ver pela geometria plana (ângulo inscrito em semicircunferência) ou impor mPA⋅mPB=−1.

Como resolver um problema de reflexão num espelho com geometria analítica?

Reflete-se o ponto de chegada no espelho: acha-se a perpendicular ao espelho por esse ponto, a interseção com o espelho, o ponto médio e o simétrico. A distância percorrida pela luz é a distância do ponto de saída até o simétrico.

O professor acha que a distância de ponto a reta cai na FUVEST?

Ele a considera pesada para a FUVEST e mais típica da trilha militar, mas a apresenta como alternativa. Em tangência com circunferência fora da origem, mostra que há caminhos mais curtos.

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