Esta aula em 81 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Exponencial e Logaritmos da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
08:57:00Tema do bloco: exponenciais e logaritmos
08:58:00Logaritmo como operação inversa da exponenciação
09:02:00Equação versus função
09:04:00Equações exponenciais: mesma base e soma de potências
09:10:00Mudança de variável: 25^x - 6·5^x + 5 = 0
09:12:00Equação de bases 3 e 4 (nível FUVEST)
09:27:00Segundo caminho: 4^α = 3^α só vale com α = 0
09:31:00Terceiro caminho: log dos dois lados
09:36:00Questão de log na base 15 em função de a e b
09:39:00Fórmula da mudança de base
09:52:00Inequação exponencial e log: base maior ou menor que 1
10:10:00Condição de existência e discriminante negativo

Logaritmo como operação inversa e a diferença entre equação e função

O capítulo é dedicado exclusivamente a exponenciais e logaritmos, dividido em equações e, depois, funções. Antes de começar, o professor propõe uma reflexão: quando se define uma operação, quase sempre existe outra que a desfaz. A subtração desfaz a soma, a divisão desfaz a multiplicação e o logaritmo desfaz a exponenciação. Se 2x é a exponenciação, extrair log⁡2 é o caminho de volta.

O professor observa que desfazer costuma dar mais trabalho do que fazer, o que ajuda a entender por que logaritmo assusta mais do que potência. A mesma ideia vale para derivada e integral.

Em seguida, esclarece uma confusão comum entre equação e função. Equação é uma igualdade em que se procura um valor: em x+2=3 o objetivo é descobrir quanto vale x (aqui, x=1). Função é uma regra que, para cada valor de x, gera um resultado: em f(x)=x+2 não há um valor de x a descobrir, qualquer x serve e cada um produz um f(x). O professor lembra que a notação f(x) é atribuída a Euler e significa o valor resultante de colocar x dentro da função f.

O bloco começa pelas equações, e as funções ficam para o capítulo seguinte.

▶ Ver este trecho no vídeo (08:58:00)

Equações exponenciais: soma de potências de mesma base e mudança de variável

O primeiro nível é a equação com uma única potência de cada lado. Em 4x=32, reescreve-se tudo na base 2: (22)x=25, logo 22x=25. Com bases iguais, os expoentes são iguais: 2x=5 e x=5/2.

O segundo nível aparece quando há soma de potências de mesma base com expoentes diferentes: 2x+3+2x+2+2x+1=28. A dificuldade é que agora há três termos somados de um lado, e não um de cada lado. O professor observa que os expoentes com soma vêm do produto de potências de mesma base, e que essa ideia é a mesma por trás da propriedade do logaritmo que transforma produto em soma.

Reescreve-se cada termo separando o fator comum: 2x⋅23+2x⋅22+2x⋅21=28. Coloca-se 2x em evidência: 2x(8+4+2)=28, ou seja, 14⋅2x=28. Dividindo por 14, 2x=2 e x=1.

O professor chama a atenção para um fato curioso: muitos alunos não colocam 2x em evidência, embora somassem sem hesitar se o termo fosse y (oito y mais quatro y mais dois y dá catorze y). A potência 2x deve ser tratada como uma única "coisa", exatamente como y.

O terceiro nível é 25x−6⋅5x+5=0. As bases 25 e 5 são diferentes, mas 25 é potência de 5. Escreve-se 25x=(52)x=(5x)2. Chamando y=5x, a equação vira y2−6y+5=0.

É uma equação do segundo grau com soma das raízes 6 e produto 5, portanto y=1 ou y=5.

O professor alerta para um erro frequente: parar em y. A variável y foi inventada na resolução e a pergunta é sobre x, por isso é preciso voltar à variável original. Com y=5x: se 5x=1, então x=0; se 5x=5, então x=1. O conjunto solução é x∈{0,1}.

O professor situa os três níveis: o primeiro e o segundo estão abaixo do ENEM, a mudança de variável é nível ENEM, a equação seguinte seria FUVEST do ano anterior (essa classificação é falada rápido na gravação, ver dúvidas) e o último exercício é o nível da FUVEST atual.

▶ Ver este trecho no vídeo (09:04:00)

A equação de bases 3 e 4: reorganizar até chegar em 2^(2x+3) = 3^(x+3/2)

A equação apresentada tem bases diferentes (potências de 3 e de 4, com expoentes que envolvem ±1/2 e 2x−1). A reconstrução, conferida com a resolução do professor, é 4x−6⋅3x−1/2=3x+1/2−14⋅22x−1 (confirmar na tela). O que mais incomoda são os expoentes somados e subtraídos.

O primeiro passo é separar as potências com a mesma base. Escreve-se 3x−1/2=3x/3, 3x+1/2=3x3 e 22x−1=4x/2, de modo que 14⋅22x−1=7⋅4x. Todo mundo de base 4 vai para um lado e todo mundo de base 3 para o outro: 4x+7⋅4x=3x3+6⋅3x3.

O professor comenta que quem não é veterano precisa apenas "ter fé" e dar o primeiro passo: a lógica de separar 3x de 4x é natural. À esquerda, (1+7)⋅4x=8⋅4x. À direita, racionalizando 6/3=23, obtém-se 3x(3+23)=33⋅3x. Assim: 8⋅4x=33⋅3x.

Escrevendo tudo como potência: 8=23, 4x=22x e 33=33/2. A equação fica 22x+3=3x+3/2.

Passar tudo para a mesma base não funciona, porque 2 e 3 não são potências um do outro. Dividindo por 3x e por 8, obtém-se (4/3)x=33/8, que pode ser escrito como (3/4)−x=(3/4)3/2, de onde −x=3/2 e x=−3/2. Essa é a única solução.

▶ Ver este trecho no vídeo (09:12:00)

Dois caminhos finais para x = -3/2: expoentes iguais e logaritmo nos dois lados

Depois da forma 22x+3=3x+3/2, surge uma discussão sobre a justificativa. Uma ideia é igualar separadamente os expoentes de 2 e de 3: 2x+3=0 e x+3/2=0. O professor admite que essa justificativa seria clara com números naturais (pela fatoração em primos), mas não é um argumento rigoroso para expoentes reais. Funciona aqui porque as duas equações dão o mesmo resultado, x=−3/2. Se dessem valores diferentes, a solução seria menos trivial e exigiria logaritmo.

O professor propõe um argumento mais sólido. Escreve 22x+3=4x+3/2, já que 22x+3=(22)x+3/2. Chamando α=x+3/2, a equação é 4α=3α. Pelos gráficos, 4t e 3t só se encontram em t=0: toda exponencial passa por (0,1), a de base 4 cresce mais depressa para t>0 e decresce mais depressa para t<0, de modo que o único cruzamento é em t=0. Logo α=0 e x=−3/2.

A solução "ignorante", nas palavras do professor, é aplicar logaritmo nos dois lados de 22x+3=3x+3/2. A propriedade usada é a de que o expoente "cai multiplicando": (2x+3)log⁡2=(x+32)log⁡3.

O problema é que log⁡2 e log⁡3 são números que não se sabe calcular de cabeça, então a resposta ficará em função deles. O professor trata esses logaritmos como constantes e isola x. Expandindo: 2xlog⁡2+3log⁡2=xlog⁡3+32log⁡3. Reunindo o que tem x: x(2log⁡2−log⁡3)=32log⁡3−3log⁡2.

Dividindo, x=32log⁡3−3log⁡22log⁡2−log⁡3. Em uma prova de múltipla escolha, a expressão com logaritmos pode não aparecer nas alternativas. É preciso massagear: no numerador, coloca-se 32 em evidência, ficando 32(log⁡3−2log⁡2). Esse parêntese é exatamente o denominador multiplicado por −1. Cortando, sobra x=−32.

O professor conta que são três jeitos de finalizar a mesma questão e reforça que a aula de "massageamento" algébrico é o que permite ver que os logaritmos se anulam. Quem apenas calcula na calculadora pode não perceber que o resultado é exato.

▶ Ver este trecho no vídeo (09:21:00)

Logaritmo na base 15 em função de a = log 2 e b = log 3

A questão pede o logaritmo, na base 15, de 11,255, dados log⁡2=a e log⁡3=b (logaritmos decimais, base 10). O enunciado exato é parcialmente lido pelo professor; ver dúvidas. Chamando de x o valor pedido, o primeiro passo é passar a raiz para expoente fracionário: x=log⁡15 ⁣(11,251/5)=15log⁡1511,25.

O professor dá uma regra prática: se foram dados logaritmos em uma determinada base, é preciso ir para essa base, sem inventar outra. A mudança de base usada é log⁡1511,25=log⁡11,25log⁡15. Ele alerta contra três erros: tratar log⁡(11,25/15) como se fosse o quociente, transformar a divisão de logaritmos em diferença, ou cancelar os logaritmos.

Depois, cada um é escrito em termos de a e b. Para o denominador: log⁡15=log⁡5+log⁡3, com log⁡5=log⁡102=1−a. Logo log⁡15=1−a+b.

O professor chama a atenção para a parte criativa: em vez de pensar 5=2+3, que não leva a nenhuma propriedade, escreve-se 5=10/2, aproveitando que a base é 10. Para o numerador, 11,25=45/4, e log⁡454=log⁡45−log⁡4=(log⁡15+log⁡3)−2log⁡2=(1−a+b)+b−2a=1+2b−3a.

O resultado é x=15⋅1+2b−3a1+b−a.

▶ Ver este trecho no vídeo (09:36:00)

Fórmula da mudança de base e como lembrar dela

A mudança de base de log⁡ba para uma base c é log⁡ba=log⁡calog⁡cb: o logaritmando e a base passam a ser logaritmados na base nova, o de cima dividido pelo de baixo. O professor considera essa a propriedade menos trivial do logaritmo e diz que, no ano anterior, a FUVEST não cobrou mudança de base, mas pode cobrar.

Para não esquecer, ele escreve de um jeito que lembra a notação de Leibniz do cálculo, com aspecto de fração que cancela: log⁡ba=log⁡ca⋅1log⁡cb, ou melhor, log⁡ba⋅log⁡cb=log⁡ca. A leitura mnemônica é: o b de dentro do primeiro logaritmo "corta" com o b da base do segundo, sobrando a em cima e c embaixo. De forma geral, log⁡yx=log⁡wx⋅log⁡yw para qualquer base w válida, escolhida de forma que sobre x em cima e y embaixo.

O professor se mostra satisfeito com esse jeito de enxergar e diz que o colega, que o apresentou, fez com que ele aprendesse algo de novo. A escolha da base nova é livre, respeitando as condições de existência. Na prática, o preço de mudar de base é que aparece outro logaritmo, mas na base conveniente, que costuma ser a 10 quando os dados do problema são log⁡2 e log⁡3.

▶ Ver este trecho no vídeo (09:39:00)

Inequação exponencial: quando o sinal se inverte, e a resolução de 16 < (1/4)^α

A última questão mistura exponencial e logaritmo em uma inequação. O professor aproveita para revisar o conceito central: ao comparar expoentes, o sentido da desigualdade depende da base.

Com base maior que 1, como em 2x>8, a função é crescente: o resultado só cresce se o expoente cresce, então x>3 e o sinal se mantém. Com base entre 0 e 1, como em (12)x>18, a função é decrescente: quanto maior o expoente, menor o resultado. Para o resultado ser maior que 1/8, o expoente precisa ser menor que 3, então x<3 e o sinal se inverte.

O professor destaca que o "aluno médio" tende a trocar tudo por maior sem pensar, e que o jeito de entender é com o gráfico: em 2x, estar acima de 8 significa estar à direita de x=3. Em (1/2)x, que é decrescente, estar acima de 1/8 significa estar à esquerda de x=3.

A regra geral: ao isolar a incógnita em uma inequação exponencial de base entre 0 e 1, inverte-se o sinal. Em base maior que 1, mantém-se. Para não depender da regra, ele sugere levar tudo para a mesma base (a base 2) e conferir pelo gráfico.

A inequação da aula é 16<(14)α, onde α=log⁡1/5(x2−x+19) é o logaritmo que incomodava; o professor o substitui por α para simplificar.

Para resolver 16<(1/4)α, escolhe-se a base 2: 16=24 e 14=2−2, então (1/4)α=2−2α. A inequação fica 24<2−2α. Como a base 2 é maior que 1, mantém-se o sinal: 4<−2α. Passando 2α para a esquerda e 4 para a direita, evita-se dividir por número negativo: 2α<−4, logo α<−2. O professor recomenda, como dica geral, evitar passar dividindo em inequações, para não esquecer de inverter.

É possível usar outra base. Escrevendo 16=(1/4)−2, tem-se (1/4)−2<(1/4)α. Agora a base está entre 0 e 1, o sinal se inverte e −2>α, isto é, α<−2. Os dois caminhos dão o mesmo resultado.

O professor usa um exemplo numérico simples para mostrar o perigo de multiplicar por um número negativo sem inverter: de −1/3<2, multiplicando por −3 sem inverter, chegaria ao absurdo 1<−6.

▶ Ver este trecho no vídeo (09:52:00)

Inequação logarítmica na base 1/5 e a condição de existência

Voltando ao logaritmo, a condição é log⁡1/5(x2−x+19)<−2. A regra é a mesma da exponencial: o logaritmo de base maior que 1 é crescente (mantém o sentido da desigualdade) e o de base entre 0 e 1 é decrescente (inverte).

Como a base é 1/5, o sinal inverte: x2−x+19>(15)−2=25. Assim, x2−x−6>0. As raízes pela soma e produto são x=3 e x=−2. A parábola tem concavidade para cima, portanto a desigualdade vale para x<−2 ou x>3. (Na gravação, o professor diz "x menor que 3" ao ler o lado direito; o correto é x>3.)

O professor insiste que, em toda questão de logaritmo, é preciso conferir a condição de existência: o logaritmando deve ser positivo e a base, positiva e diferente de 1. Como a base 1/5 já está dada, resta x2−x+19>0. O discriminante é 1−4⋅19=−75<0, então a parábola nunca toca o eixo e fica sempre acima dele, e a condição vale para qualquer x.

A resposta final é x<−2 ou x>3. O professor diz que foi "bondoso" ao escolher uma condição que não restringe nada, mas que, em geral, a conferência deve sempre ser feita porque pode eliminar parte do conjunto.

▶ Ver este trecho no vídeo (10:05:00)

As fórmulas desta aula

Operação inversa: definição de logaritmo
log⁡ba=c  ⟺  bc=a,a>0, b>0, b≠1

Para desfazer uma exponenciação e para converter uma igualdade ou desigualdade com logaritmo em potência.

Igualdade de potências de mesma base
am=an  ⟺  m=n,a>0, a≠1

Depois de reescrever os dois lados da equação exponencial na mesma base, iguala-se os expoentes.

Soma de expoentes
am+n=am⋅an

Para separar $2^{x+3}$ em $2^x\cdot 2^3$ e colocar a potência em evidência.

Mudança de variável
a2x=(ax)2,y=ax

Em equação exponencial com $a^{2x}$ e $a^x$, para virar equação do segundo grau em $y$; depois voltar a $x$.

Raiz como expoente fracionário
amn=am/n

Para escrever $\sqrt3 = 3^{1/2}$ e juntar expoentes, ou levar a raiz do logaritmando para fora do logaritmo.

Logaritmo da potência (expoente cai multiplicando)
log⁡(ak)=klog⁡a

Ao aplicar logaritmo nos dois lados de uma equação exponencial, ou para tirar a raiz quinta do logaritmando.

Logaritmo do produto e do quociente
log⁡(ab)=log⁡a+log⁡b,log⁡ab=log⁡a−log⁡b

Para escrever $\log 15$, $\log 45$ e $\log 5$ em função de $\log 2$ e $\log 3$.

Mudança de base
log⁡ba=log⁡calog⁡cb

Quando a base não é conveniente: passa-se para a base dos dados (aqui a base 10).

Cadeia de logaritmos (regra do corte)
log⁡ba⋅log⁡cb=log⁡ca

Como mnemônico da mudança de base: o $b$ "corta" e sobra $a$ em cima e $c$ embaixo.

Monotonia da exponencial
a>1: am<an  ⟺  m<n;0<a<1: am<an  ⟺  m>n

Para resolver inequação exponencial: mantém o sinal se a base é maior que 1 e inverte se está entre 0 e 1.

Monotonia do logaritmo
b>1: log⁡bu<k  ⟺  u<bk;0<b<1: log⁡bu<k  ⟺  u>bk

Para resolver inequação logarítmica: o logaritmo de base entre 0 e 1 é decrescente e inverte o sinal.

Condição de existência do logaritmo
log⁡ba: a>0, b>0, b≠1

Toda questão com logaritmo, para descartar valores de $x$ que tornam o logaritmando não positivo ou a base inválida.

Discriminante
Δ=b2−4ac

Para saber se $x^2-x+19$ tem raízes: se $\Delta<0$ e $a>0$, é sempre positivo.

Fichas completas: potencias de mesma base radiciacao bhaskara vertice da parabola

As 5 questões resolvidas na aula

Questão 01 · exemplo do professor (aquecimento)

Resolvida na aulaexemplo do professor (aquecimento)

Resolver 2x+3+2x+2+2x+1=28.

  1. Separar o fator comum: 2x⋅23+2x⋅22+2x⋅21=28.
  2. Colocar 2x em evidência: 2x(8+4+2)=28, isto é, 14⋅2x=28.
  3. Dividir por 14: 2x=2, logo x=1.
Resposta: x=1

Armadilha: Não colocar 2x em evidência (tratá-lo como uma "coisa" única, como o y de 8y+4y+2y).

▶ Ver no vídeo (09:05:00)

Questão 02 · exemplo do professor (nível ENEM)

Resolvida na aulaexemplo do professor (nível ENEM)

Resolver 25x−6⋅5x+5=0.

  1. Escrever 25x=(52)x=(5x)2.
  2. Chamar y=5x: y2−6y+5=0, com soma 6 e produto 5, então y=1 ou y=5.
  3. Voltar para x: 5x=1⇒x=0 e 5x=5⇒x=1.
Resposta: x=0 ou x=1

Armadilha: Parar em y=1 e y=5: o y foi inventado na resolução e é preciso voltar para x.

▶ Ver no vídeo (09:09:00)

Questão 03 · FUVEST? (a aula diz que o exercício é de nível FUVEST; ano não citado com clareza)

Resolvida na aulaFUVEST? (a aula diz que o exercício é de nível FUVEST; ano não citado com clareza)

Reconstruído a partir da resolução (conferir na tela): resolver 4x−6⋅3x−1/2=3x+1/2−14⋅22x−1.

  1. Reescrever os termos: 3x−1/2=3x/3, 3x+1/2=3x3 e 14⋅22x−1=7⋅4x.
  2. Separar bases: 4x+7⋅4x=3x3+6⋅3x/3, isto é, 8⋅4x=33⋅3x (pois 6/3=23).
  3. Escrever como potências: 22x+3=3x+3/2.
  4. Caminho 1: 22x+3=4x+3/2; com α=x+3/2, 4α=3α só vale com α=0, logo x=−3/2.
  5. Caminho 2: dividir por 3x e por 8: (4/3)x=(3/4)3/2, isto é, −x=3/2.
  6. Caminho 3: logaritmo dos dois lados: x(2log⁡2−log⁡3)=32log⁡3−3log⁡2=−32(2log⁡2−log⁡3), logo x=−3/2.
Resposta: x=−32 (única solução)

Armadilha: Igualar separadamente os expoentes de 2 e de 3 sem justificar: funciona aqui porque ambos dão −3/2, mas em geral não é válido e exigiria logaritmo.

▶ Ver no vídeo (09:12:00)

Questão 04 · FUVEST? (ano não citado)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado)

Dados log⁡2=a e log⁡3=b (base 10), escrever log⁡1511,255 em função de a e b (enunciado reconstruído; ver dúvidas).

  1. Passar a raiz para expoente: log⁡1511,255=15log⁡1511,25.
  2. Mudar para a base 10: log⁡1511,25=log⁡11,25log⁡15.
  3. log⁡5=log⁡102=1−a, então log⁡15=log⁡5+log⁡3=1−a+b.
  4. 11,25=454, então log⁡11,25=log⁡15+log⁡3−2log⁡2=(1−a+b)+b−2a=1+2b−3a.
  5. Montar: 15⋅1+2b−3a1+b−a.
Resposta: 15⋅1+2b−3a1+b−a

Armadilha: Transformar log⁡(11,25/15) em quociente de logaritmos ou diferença; e escrever log⁡5=log⁡2+log⁡3 (não existe propriedade assim). O correto é 5=10/2.

▶ Ver no vídeo (09:36:00)

Questão 05 · FUVEST? (ano não citado)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado)

Resolver a inequação 16<(14)log⁡1/5(x2−x+19) (reconstruída a partir da resolução).

  1. Chamar α=log⁡1/5(x2−x+19): 16<(1/4)α.
  2. Base 2: 24<2−2α; base maior que 1 mantém o sinal: 4<−2α⇒α<−2.
  3. log⁡1/5(x2−x+19)<−2; base entre 0 e 1 inverte: x2−x+19>(1/5)−2=25.
  4. x2−x−6>0, com raízes −2 e 3 e concavidade para cima: x<−2 ou x>3.
  5. Condição de existência: x2−x+19>0; Δ=1−76=−75<0, sempre positivo, sem restrição adicional.
Resposta: x<−2 ou x>3

Armadilha: Manter o sinal ao passar de log⁡1/5 para a potência (a base está entre 0 e 1, o sinal inverte); esquecer a condição de existência; e dividir por número negativo sem inverter.

▶ Ver no vídeo (09:52:00)

Erros que derrubam nota em exponencial e logaritmos

  1. 01

    Não colocar a potência $2^x$ em evidência em uma soma

    Não colocar a potência 2x em evidência em uma soma de potências de mesma base (tratar como "coisa" igual a y).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Parar na variável auxiliar

    Parar na variável auxiliar (y=5x) e esquecer de voltar para x.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Trocar "tudo por maior" sem pensar em inequação exponencial

    Trocar "tudo por maior" sem pensar em inequação exponencial ou logarítmica com base entre 0 e 1 (o sinal inverte).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  4. 04

    Multiplicar ou dividir por número negativo sem inverter

    Multiplicar ou dividir por número negativo sem inverter a desigualdade.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  5. 05

    Escrever $\log

    Escrever log⁡(a/b) como log⁡a/log⁡b ou log⁡a−log⁡b como quociente (e vice-versa).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  6. 06

    Fatorar $5 = 2+3$ em questão de logaritmo

    Fatorar 5=2+3 em questão de logaritmo: não há propriedade para a soma; usar 5=10/2 quando a base é 10.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  7. 07

    Inventar uma base nova quando os logaritmos dados estão

    Inventar uma base nova quando os logaritmos dados estão em outra base: é preciso ir para a base dos dados.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  8. 08

    Esquecer a condição de existência do logaritmo

    Esquecer a condição de existência do logaritmo (logaritmando positivo, base positiva e diferente de 1).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  9. 09

    Assumir que $4^x=3^x\cdot c$ pode ser quebrado em duas

    Assumir que 4x=3x⋅c pode ser quebrado em duas equações para os primos sem justificar.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Exponencial e Logaritmos na FUVEST

Como resolver uma equação exponencial com soma de potências de mesma base?

Separe cada termo com a propriedade am+n=aman, coloque a potência com x em evidência e some os números que sobram. Por exemplo, 2x+3+2x+2+2x+1=14⋅2x=28, logo 2x=2 e x=1.

Quando usar mudança de variável em equação exponencial?

Quando aparecem a2x e ax (ou bases que são potências uma da outra, como 25 e 5). Chame y=ax para obter uma equação do segundo grau e, depois de achar y, volte a x resolvendo ax=y.

Posso aplicar logaritmo nos dois lados de uma equação exponencial?

Sim. O expoente cai multiplicando, e x fica isolado em função de logaritmos de números como 2 e 3. O resultado pode precisar de manipulação para simplificar, pois a calculadora não revela se o valor é exato (como −3/2).

Como lembrar da fórmula da mudança de base?

Pense na cadeia log⁡ba⋅log⁡cb=log⁡ca: o b "corta" e sobram a em cima e c embaixo. Equivale a log⁡ba=log⁡ca/log⁡cb. A base nova pode ser qualquer uma válida; use a dos dados do problema.

Como escrever log 5 em função de log 2 e log 3 na base 10?

Não dá em função de log⁡3, mas pode ser escrito só em função de log⁡2: log⁡5=log⁡102=1−log⁡2. Isso funciona porque a base é 10. Tentar 5=2+3 não ajuda, pois não há propriedade para o logaritmo de uma soma.

Quando o sinal da desigualdade se inverte em uma inequação exponencial?

Quando a base está entre 0 e 1. Nesse caso a função é decrescente, e (1/2)x>1/8 vira x<3. Se a base é maior que 1, a função é crescente e o sinal se mantém: 2x>8 dá x>3.

E em uma inequação logarítmica?

A regra é a mesma. Com base maior que 1, o logaritmo é crescente e o sinal se mantém; com base entre 0 e 1, é decrescente e o sinal se inverte ao passar para a potência. Em log⁡1/5u<−2, obtém-se u>25.

Preciso sempre conferir a condição de existência do logaritmo?

Segundo o professor, via de regra sim. O logaritmando deve ser positivo e a base, positiva e diferente de 1. Na questão do capítulo, x2−x+19 tem Δ=−75<0 e é sempre positivo, então nada muda, mas em outras questões a condição pode cortar parte da resposta.

Continue a revisão de Matemática da FUVEST