Esta aula em 105 minutos: o índice
Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Geometria Espacial da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.
| No vídeo | O que acontece |
|---|---|
| 00:06:00 | Questão 1: pirâmide com esferas inscrita e circunscrita |
| 00:08:00 | Onde a esfera inscrita toca a pirâmide: simetria e corte plano |
| 00:17:00 | Esfera inscrita: raio 3 por semelhança e por tangentes |
| 00:20:00 | Esfera circunscrita: R = 17/2 e razão de áreas 36/289 |
| 00:28:00 | Questão 2: caixa de base quadrada inclinada, 12,5% derramado |
| 00:36:00 | Digressão: por que o nível da água é horizontal |
| 00:46:00 | Prisma triangular e volume de 1/8 |
| 00:56:00 | tan θ = 1/2 e sen θ = 1/√5 (dois métodos) |
| 01:06:00 | Questão 3: tetraedro regular e sólidos de Platão |
| 01:10:00 | Cortes em terços: área final = 7/9 da inicial |
| 01:21:00 | Questão 4: poliedro de 62 faces e a relação de Euler |
| 01:42:00 | Sistema: V = 60, A = 120, F3 = 20, F4 = 30, F5 = 12 |
Pirâmide com duas esferas: visualizar, desenhar e reduzir ao plano
A primeira questão traz uma pirâmide regular de base quadrada, com aresta da base e altura , e pede a razão entre a área da esfera inscrita e a área da esfera circunscrita. O enunciado vem sem figura, e o professor aponta isso como a maior dificuldade dos alunos em geometria espacial: é preciso visualizar e fazer ao menos um esboço, que não precisa ser bonito, só mostrar o que acontece. Ele defende que o tempo gasto no desenho não é perda, faz parte do processo.
Os dois conceitos precisam estar claros. A esfera inscrita está dentro do sólido e toca todas as faces; se fosse um pouco maior, estouraria as faces. A circunscrita passa por todos os vértices; se a pirâmide crescesse um pouco, sairia da esfera. Uma dica de método é nunca começar o desenho pelas esferas: elas ficam por último, e muitas vezes nem precisam ser desenhadas.
Para a esfera inscrita, a pergunta é onde ela toca as faces. Na base quadrada, a simetria obriga o contato no centro do quadrado, pois não há razão para tocar um lado e não o outro. Nas faces triangulares, o ponto de contato não é o baricentro nem o ortocentro, porque depende do formato da pirâmide (se for muito alta, toca mais embaixo; se for aberta, mais em cima). Mas, como o triângulo da face é isósceles, a simetria exige que o contato esteja sobre a altura da face.
Chamando de o vértice e de o ponto médio de uma aresta da base, e de o ponto médio da aresta oposta, o plano que passa por , e corta a pirâmide e a esfera exatamente ao meio. O problema se reduz a geometria plana: um triângulo com uma circunferência dentro. O professor lembra que questões de geometria espacial normalmente trabalham muito com geometria plana, e que esse triângulo do corte não é uma face da pirâmide, é um triângulo novo, resultante de partir o sólido ao meio.
Esfera inscrita: o triângulo 6-8-10 e o raio r = 3
No corte, o triângulo tem base (a aresta da base) e altura (a altura da pirâmide). Uma pirâmide regular tem duas propriedades: a base é um polígono regular (aqui, um quadrado) e todas as arestas laterais são iguais, de modo que a projeção do vértice cai no centro da base e as faces laterais são triângulos isósceles congruentes. Por isso a altura do corte coincide com a altura de uma face lateral. Metade da base vale , a altura vale e a hipotenusa vale : aparece o triplo pitagórico --, múltiplo de --, que o professor considera sinal de que o caminho está certo.
O centro da circunferência inscrita é o encontro das bissetrizes do triângulo e o raio é a distância do centro à base e à face. Há dois jeitos de achar .
O primeiro é por semelhança. O triângulo retângulo pequeno, formado por , pelo ponto de contato na face e pelo centro, é semelhante ao triângulo grande (, , ): ambos têm o ângulo em e um ângulo reto (no pequeno, o raio é perpendicular à tangente). No pequeno, o cateto oposto a é e a hipotenusa é ; no grande, são e . Logo , o que dá e .
O segundo, que o professor chama de elegante, usa a propriedade de que dois segmentos tangentes traçados de um mesmo ponto externo à circunferência são iguais. De , o segmento até a base mede (metade de ), então o segmento até a face também mede , e sobram a partir de . No triângulo retângulo com catetos e e hipotenusa , aparece de novo o --: e .
Esfera circunscrita: centro na altura, R = 17/2 e razão 36/289
Na esfera circunscrita, o raio é a distância do centro a qualquer vértice. O professor avisa que é fácil errar aqui: no corte pelo ponto médio das arestas, os pontos e não são vértices da pirâmide (são pontos médios de arestas), então a circunferência do corte não passa por eles, e usar o mesmo desenho da inscrita para a circunscrita leva ao erro. É preciso procurar um ponto, sobre a altura da pirâmide, que esteja à mesma distância do vértice e dos vértices da base. Também não se pode presumir que esse centro seja o da esfera inscrita: eles podem coincidir em casos particulares, mas nada garante isso.
Tomando um corte que passe por e por dois vértices opostos da base, aparece um triângulo retângulo com: hipotenusa (do centro a um vértice da base), um cateto igual à metade da diagonal da base, e o outro cateto igual a (da altura, descontado o raio que sobe do centro até ). Como a diagonal do quadrado de lado vale , a metade é . Por Pitágoras, , isto é, , e então . Simplificando por , .
A razão pedida é a das áreas e . O se cancela e sobra , e é melhor calcular a razão antes de elevar ao quadrado, para elevar um número só: , de modo que a razão é .
O professor resume o que torna a questão difícil: ela só usa Pitágoras e semelhança, as ferramentas mais básicas, mas exige construir o desenho. Se a prova entregasse a figura, o acerto subiria bastante.
Caixa inclinada: modelo em 2D e a figura que sai
A segunda questão é um caso clássico, parecido com uma do simulado oficial da FUVEST (aquela que teve problema de enunciado). Há um paralelepípedo reto de base quadrada, uma caixa de sapato sem tampa, cheia de água até a borda, com aresta da base e diagonal do paralelepípedo conhecidas. A caixa é inclinada sobre uma aresta até derramar da água, e pede-se o seno do ângulo de inclinação. O professor comenta que, se pedissem a tangente ou o cosseno, a conta seria mais fácil: o seno é o ponto de dificuldade.
A saída é desenhar em 2D. Visto de frente, o sólido é um retângulo cheio de água, e a inclinação sobre uma aresta aparece como uma rotação do retângulo em torno de um vértice (a aresta é uma reta que entra no quadro). Ao girar, a água vaza pela aresta superior; o nível da água fica na horizontal e, na posição final, a parte do retângulo que perdeu água é um triângulo retângulo, enquanto a água que fica ocupa o resto.
Por que o nível é horizontal? O professor dá o argumento da física: em equilíbrio, a superfície livre é uma superfície equipotencial, e a superfície equipotencial é perpendicular às linhas de campo, que na gravidade apontam para baixo. Ilustra com o potencial elétrico de uma carga, cujas equipotenciais são circunferências perpendiculares às linhas radiais. Na sequência, mostra que em um cilindro cheio que gira com velocidade angular constante a superfície vira um paraboloide de revolução. Esse trecho, e a conversa sobre Galileu e o “argumento galilaico” (“há de ser assim porque não poderia ser de outra forma”), são digressões que não entram na resolução.
Em 3D, a parte que sai não é um triângulo, é um prisma de base triangular: basta “puxar” o triângulo para fora na profundidade da caixa, que é a outra aresta da base. Essa figura é, segundo o professor, o ponto mais difícil de enxergar.
Volume derramado = 1/8, altura 12, tan θ = 1/2 e sen θ = 1/√5
Um paralelepípedo pode se apoiar em qualquer face, então qualquer par de faces opostas serve de base (o professor liga isso à origem grega de “poliedro”, que remete a “assento”). Para o prisma triangular que sai da caixa, a base é o triângulo da vista frontal e a altura é a profundidade da caixa, que não muda e vale . Como com fixo, perder do volume equivale a o triângulo ter da área da face frontal.
Falta a altura da caixa. A diagonal da base mede e a diagonal do paralelepípedo mede . A aresta vertical é perpendicular ao plano da base e, por teorema, a toda reta desse plano que a encontra; por isso o triângulo é retângulo e . Dividindo por , , e .
O volume inicial é . Com o ângulo de inclinação, o cateto vertical do triângulo é , e o volume derramado é . Igualando a , vem . Pelo método por proporção: , logo e .
Para o seno, o método algébrico divide por e dá . Com , , então e (ângulo agudo, seno positivo). No método do triângulo auxiliar, catetos e dão hipotenusa e o mesmo seno; vale também fora do primeiro quadrante, ajustando o sinal. O professor lembra que a questão do simulado oficial tinha base triangular e não dizia em torno de qual aresta se girava, o que a tornava impossível.
Tetraedro regular, sólidos de Platão e o corte em terços: área final 7/9
A terceira questão parte de um tetraedro regular de aresta . O professor aproveita para definir sólido de Platão: um poliedro em que (1) todas as faces têm o mesmo número de lados e (2) de todos os vértices parte o mesmo número de arestas. Só existem cinco: tetraedro, hexaedro (o cubo), octaedro, dodecaedro e icosaedro (a prova de que são só cinco fica prometida para o fim do vídeo). Um poliedro regular é o de faces regulares e iguais; um tetraedro qualquer ainda é sólido de Platão pelas duas condições, mas só o de quatro triângulos equiláteros é regular.
A questão pede a razão entre a área da superfície do sólido obtido e a do tetraedro inicial, após retirar de cada vértice um tetraedro regular de aresta . Uma face do sólido original é um triângulo equilátero de lado , com ângulos de . O cantinho cortado em cada face é um triângulo isósceles com lados e ângulo de entre eles, logo também equilátero, semelhante ao da face com razão .
O raciocínio é por contagem de triângulos. Ao cortar um vértice, saem três triangulinhos (um de cada face que encontra o vértice), mas aparece uma face nova, também um triangulinho igual. Em cada vértice, portanto, a área líquida retirada equivale a dois triangulinhos. São vértices, logo triangulinhos.
Cada triangulinho tem razão de áreas igual ao quadrado da razão de semelhança, da área de uma face. E uma face é da área total . Então cada triangulinho vale . A área final é , e a razão pedida é .
O professor destaca que o raciocínio é puramente de proporção: nem a área do triângulo equilátero () é necessária, só o fato de a razão de corte ser .
O poliedro de 62 faces: relação de Euler e como contar arestas
A última questão descreve um poliedro convexo de faces (o professor o chama de “Bob”: lembra o sólido de dado de 62 faces, que ele identifica como um rombicosidodecaedro) com faces triangulares, quadradas e pentagonais. A razão entre o número de faces quadradas e triangulares é para , e de cada vértice saem arestas. Pede-se quantas faces de cada tipo, e as características do poliedro. Em geral, não se consegue desenhar um sólido assim, então é preciso contar de forma indireta.
A primeira ferramenta é a relação de Euler, , para poliedros convexos. O professor faz uma digressão sobre a característica de Euler: o número é um invariante topológico. Para qualquer poliedro convexo ou para a esfera dividida em meridianos e paralelos, dá ; para o toro (a rosquinha), dá . Ele chega a dizer, no início, que da esfera dava , e corrige depois: esfera , toro . A relação garante, ainda, que o sólido é possível de fechar.
A segunda ferramenta é a contagem de arestas somando os lados das faces. Para um cubo, são seis faces com quatro arestas cada, o que dá , mas cada aresta é contada duas vezes (pertence a duas faces), então são . Em geral, é a soma dos lados de todas as faces. A terceira é o mesmo raciocínio pelos vértices: se de cada vértice saem arestas, , pois cada aresta liga dois vértices. No cubo, de novo.
Entre as digressões do trecho, o professor conta a história de Galileu defendendo, nos diálogos, um experimento que ele “não fez e não precisa fazer” (“há de ser assim porque não poderia ser de outra forma”), e uma anedota de Einstein, Planck e o eclipse de Sobral. Não influem na resolução.
Resolvendo o sistema: 60 vértices, 120 arestas e as faces de cada tipo
Sejam , e os números de faces triangulares, quadradas e pentagonais. Contando as arestas pelas faces, . Contando pelos vértices, como de cada um saem arestas, , isto é, . A relação de Euler com fica , de onde e . Logo .
As três equações para as três incógnitas são:
1. ; 2. , ou seja, ; 3. .
O professor resolve “na unha”. Na terceira, troca por : . Na primeira, multiplica por e troca por de novo: . Multiplica a primeira por e a segunda por , para igualar o coeficiente de : e . Subtraindo, e . Ele comenta que, se o resultado fosse fracionário (por exemplo, faces), seria sinal de erro de conta. Da razão, , e de sai . Conferência: .
O poliedro tem então vértices, arestas, faces triangulares, quadradas e pentagonais. Como desafio, o professor pede o número de diagonais do sólido (segmentos entre vértices que não são ligados por aresta nem estão numa mesma face) e dá a resposta: . A conta não é mostrada de forma clara na transcrição.
O professor encerra o capítulo da geometria espacial lembrando que as questões foram escolhidas entre as mais difíceis (cerca de da prova teria esse nível, segundo a impressão dele pelo simulado) e emenda a abertura do bloco de trigonometria.
As fórmulas desta aula
Para saber que a projeção do vértice cai no centro da base e que as faces laterais são triângulos isósceles congruentes.
Para reconhecer o triângulo do corte e conferir que o caminho está certo.
Para achar o raio da esfera inscrita igualando razões entre o triângulo pequeno e o grande.
Para igualar os segmentos tangentes traçados de um mesmo ponto a uma circunferência e achar o raio por Pitágoras.
Para comparar esferas: o $4\pi$ se cancela na razão.
Para calcular primeiro $r/R$ e elevar um número só ao quadrado.
Para o raio da circunscrita, a altura da caixa e hipotenusas de triângulos auxiliares.
Para a metade da diagonal da base ($6\sqrt2$) e na caixa de base quadrada.
Para comparar o volume derramado ao total quando a altura (profundidade) não muda.
Para garantir o ângulo reto entre a aresta vertical e a diagonal da base.
Para obter o seno a partir da tangente, para ângulo agudo, sem desenhar triângulo.
Para saber que um triângulo com lados $ frac13$ do original tem $ frac19$ da área.
Para poliedros convexos: liga vértices, arestas e faces e dá o número que falta.
Cada aresta é contada duas vezes: pela soma dos lados das faces ou pelas arestas que saem de cada vértice.
Fichas completas: pitagoras proporcao relacao de euler radiciacao
As 5 questões resolvidas na aula
Questão 01 · FUVEST? (ano não citado; questão sem figura, no estilo das mais difíceis da prova)
Em uma pirâmide regular de base quadrada, a aresta da base mede e a altura mede . Determinar a razão entre a área da esfera inscrita e a área da esfera circunscrita à pirâmide. (a transcrição diz “Á da base é 12”; confirmado depois como aresta da base).
- Cortar a pirâmide por um plano que passe pela altura e pelos pontos médios e de duas arestas opostas da base: triângulo isósceles de base e altura , com lados (6-8-10).
- Inscrita: por semelhança, , logo (confere pelas tangentes: ).
- Circunscrita: o centro está na altura. Metade da diagonal da base é , e por Pitágoras , de onde e .
- Razão de áreas: .
Armadilha: Desenhar a circunferência circunscrita no corte pelos pontos médios das arestas: ela deve passar pelos vértices da pirâmide, e e não são vértices. Também não assumir que os centros das duas esferas coincidem.
Questão 02 · FUVEST? (ano não citado; o professor diz que uma bem parecida caiu no simulado oficial, com problema de enunciado)
Um paralelepípedo reto de base quadrada, sem tampa e cheio de água, tem aresta da base e diagonal (valores obtidos mais adiante na aula). Ele é inclinado sobre uma aresta da base até derramar da água. Qual é o seno do ângulo de inclinação?
- Altura: diagonal da base e diagonal do sólido ; Pitágoras dá , .
- Em 2D (vista frontal), a parte que perde água é um triângulo retângulo de cateto horizontal e vertical ; em 3D é um prisma de altura (profundidade) .
- Volume derramado e deve valer , logo .
- De , vem e (ângulo agudo). Pelo triângulo de catetos e também dá .
Armadilha: Esquecer que o prisma triangular que sai tem a mesma altura (profundidade ) e tentar calcular volumes completos; e esquecer o ângulo reto entre a aresta vertical e a diagonal da base.
Questão 03 · FUVEST? (ano não citado)
De um tetraedro regular de aresta retira-se, em cada vértice, um tetraedro regular de aresta . Qual é a razão entre a área da superfície do sólido resultante e a do tetraedro inicial?
- Cada corte tira triangulinhos (um por face do vértice) e cria face nova igual: efeito líquido de triangulinhos por vértice, em vértices.
- Os triangulinhos são equiláteros de lado : razão de semelhança com a face, razão de áreas .
- Uma face é da área total , então cada triangulinho vale .
- Área final .
Armadilha: Só subtrair os três triângulos cortados em cada vértice e esquecer que o corte cria uma face nova (que soma de volta um triangulinho).
Questão 04 · FUVEST? (ano não citado; poliedro de 62 faces tipo rombicosidodecaedro)
Um poliedro convexo tem faces: triângulos, quadrados e pentágonos regulares. O número de faces quadradas está para o de triangulares como para , e de cada vértice saem arestas. Determinar o número de vértices, arestas e faces de cada tipo.
- Pelos vértices: , logo .
- Euler: , então , e .
- Pelas faces: ; da razão, ; e .
- Substituindo : e . Eliminando : , .
- e (confere: ).
Armadilha: Contar cada aresta uma vez só ao somar os lados das faces (a soma dá , não ); e esquecer que vem de cada aresta ligar dois vértices.
Questão 05 · desafio deixado pelo professor
Quantas diagonais tem o poliedro de faces da questão anterior?
- A resposta dada em aula é ; a conta não aparece de forma clara na transcrição (a legenda traz “750” antes de “1530”).
- Conferência fora da aula: pares de vértices , menos arestas, menos as diagonais das faces ( quadrados com e pentágonos com , ou seja, ): .
Armadilha: Esquecer de descontar as diagonais das faces (que ficam na superfície e não são diagonais do sólido), além das arestas.
Erros que derrubam nota em geometria espacial
- 01
Desenhar o corte da pirâmide pelo ponto médio das arestas
Desenhar o corte da pirâmide pelo ponto médio das arestas e circunscrever a circunferência a esse triângulo: a esfera circunscrita passa pelos vértices, não pelos pontos médios das arestas.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 02
Assumir que as esferas inscrita e circunscrita têm o mesmo
Assumir que as esferas inscrita e circunscrita têm o mesmo centro (podem coincidir em casos particulares, mas nada garante).
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 03
Achar que a esfera inscrita toca as faces triangulares
Achar que a esfera inscrita toca as faces triangulares no baricentro ou no ortocentro: o ponto depende do formato da pirâmide; só se sabe que está na altura da face.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 04
Elevar ao quadrado dois números separados para a razão
Elevar ao quadrado dois números separados para a razão das áreas das esferas, em vez de calcular e elevar uma vez.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 05
Esquecer que a aresta vertical da caixa é perpendicular
Esquecer que a aresta vertical da caixa é perpendicular ao plano da base e, portanto, à diagonal da base (ângulo reto do Pitágoras).
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 06
Tentar calcular o volume total da caixa e o do pedaço sem
Tentar calcular o volume total da caixa e o do pedaço sem notar que o prisma triangular tem a mesma altura (profundidade): só a área da base muda.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 07
Ao subtrair área nos cortes do tetraedro, tirar os três
Ao subtrair área nos cortes do tetraedro, tirar os três triângulos de cada vértice e esquecer a face nova que o corte cria.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 08
Contar cada aresta uma única vez ao somar os lados
Contar cada aresta uma única vez ao somar os lados das faces; a soma dá .
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 09
Lembrar a característica de Euler errada
Lembrar a característica de Euler errada: a esfera e os poliedros convexos dão ; o toro dá .
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
FAQ: Geometria Espacial na FUVEST
Como achar o raio da esfera inscrita em uma pirâmide regular de base quadrada?
Corte a pirâmide por um plano que passe pela altura e pelos pontos médios de duas arestas opostas da base. No triângulo isósceles resultante, a esfera vira uma circunferência inscrita. Por semelhança ou por tangentes de um ponto externo se obtém o raio; com base e altura , .
Onde fica o centro da esfera circunscrita a uma pirâmide regular?
Fica na altura da pirâmide, à mesma distância do vértice do topo e dos vértices da base. Com a metade da diagonal da base e altura , vale . Com base e altura , .
Por que o nível da água fica na horizontal quando se inclina a caixa?
Em equilíbrio, a superfície livre da água é uma superfície equipotencial, e as equipotenciais são perpendiculares às linhas de campo. Na gravidade, as linhas de campo apontam para baixo, então a superfície é horizontal. Na prova, basta dizer que a superfície do líquido em repouso é horizontal.
Como resolver a questão da caixa inclinada sem calcular todos os volumes?
Perceba que a parte que sai é um prisma de base triangular com a mesma altura (profundidade) da caixa. Como e não muda, o triângulo tem a mesma fração da área da face frontal que o volume derramado tem do total (aqui, ).
Dá para achar o seno a partir da tangente sem usar fórmula decorada?
Sim. Desenhe um triângulo retângulo com catetos na razão da tangente (por exemplo, e para ), calcule a hipotenusa () e leia o seno (oposto sobre hipotenusa, ). O método vale sempre, ajustando o sinal conforme o quadrante.
O que define um sólido de Platão e quantos existem?
É um poliedro em que todas as faces têm o mesmo número de lados e de todos os vértices parte o mesmo número de arestas. Existem cinco: tetraedro, hexaedro (cubo), octaedro, dodecaedro e icosaedro. Se as faces ainda forem regulares e iguais, o poliedro é regular.
Como contar as arestas de um poliedro que não dá para desenhar?
Some os lados de todas as faces e divida por (cada aresta pertence a duas faces), ou multiplique o número de vértices pelo de arestas que saem de cada um e divida por . Combine com a relação de Euler, .
Qual é a característica de Euler de uma esfera e de um toro?
Para a esfera (e para os poliedros convexos), . Para o toro, a rosquinha, dá . O professor se confunde no começo e corrige depois para esfera e toro .
Continue a revisão de Matemática da FUVEST
Revisão de Matemática FUVEST
A aula inteira, capítulo a capítulo, com o minuto de cada tema.
Trigonometria
Capítulo 2: 5 questões resolvidas, 87 min.
Análise Combinatória e Probabilidades
Capítulo 3: 7 questões resolvidas, 136 min.
Geometria Analítica
Capítulo 4: 4 questões resolvidas, 100 min.
Funções
Capítulo 5: 5 questões resolvidas, 95 min.
Exponencial e Logaritmos
Capítulo 6: 5 questões resolvidas, 81 min.
Geometria Plana
Capítulo 7: 5 questões resolvidas, 108 min.