Esta aula em 108 minutos: o índice
Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Geometria Plana da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.
| No vídeo | O que acontece |
|---|---|
| 10:14:00 | Introdução: a geometria, as construções e as cinco questões sem desenho |
| 10:16:00 | Questão 1: circunferência inscrita no triângulo retângulo, tangentes 3 e 7 |
| 10:19:00 | Bissetriz: a definição de gente grande (lugar geométrico) |
| 10:30:00 | Questão 2: triângulo equilátero inscrito, PB = 3 e PC = 5; ângulo inscrito e central |
| 10:33:00 | Medida do arco não é comprimento do arco |
| 10:38:00 | Lei dos cossenos: L = 7 (e por que o triângulo 3-5-8 não existe) |
| 10:46:00 | Teorema de Ptolomeu: AP = 8 e a área sem conhecer L |
| 10:53:00 | Quando um quadrilátero é inscritível: ângulos opostos somam 180° |
| 10:59:00 | Fórmulas de Heron e de Brahmagupta: 16√3 pela terceira vez |
| 11:04:00 | Questão 3: hexágono equiângulo e a construção do triângulo equilátero grande |
| 11:23:00 | Questão 4: incentro, reta paralela a BC e semelhança pelos perímetros |
| 11:41:00 | Questão 5: perímetros iguais, teorema de Stewart e a dedução por duas leis dos cossenos |
Circunferência inscrita no triângulo retângulo: tangentes iguais e o truque do r² + 10r
A aula abre com a ideia de que a geometria desenvolve criatividade e senso de beleza (o professor cita Platão: a geometria atrai a alma para a verdade) e anuncia cinco questões, todas lidas sem desenho. Saber montar a figura a partir do texto já é parte da dificuldade.
Primeira questão: uma circunferência inscrita em um triângulo retângulo tangencia a hipotenusa em um ponto que a divide em segmentos de e . Qual é a área do triângulo?
A propriedade central é esta: se de um ponto fora da circunferência saem duas retas tangentes, tocando-a em e , então . A razão é que, ligando o centro a , os raios e são perpendiculares às tangentes. Surgem dois triângulos retângulos com um cateto igual (o raio) e a hipotenusa em comum; pelo Pitágoras, o outro cateto também é igual. Os dois triângulos são congruentes.
Na questão, o vértice do ângulo reto, o centro e os dois pontos de tangência formam um quadrado de lado . Nos outros dois vértices, os segmentos de tangência repetem o e o ao longo dos catetos. Os catetos medem então e , e a hipotenusa mede .
A área é . Pelo Pitágoras, , que dá , ou seja, . Substituindo, a área é .
O professor destaca a malandragem: resolver a quadrática para achar leva a uma raiz feia, que ainda teria de ser elevada ao quadrado e multiplicada por , com risco de erro de conta. Como a área só pede a combinação , basta isolá-la direto da equação. Segundo ele, 90% da questão está na propriedade do ponto de tangência; o resto é um Pitágoras.
Bissetriz como lugar geométrico: a definição que o professor cobra
Aproveitando que os triângulos congruentes da questão anterior mostram que divide o ângulo ao meio, o professor faz uma digressão sobre o que é, de fato, uma bissetriz. Ele distingue duas versões. A versão infantil diz que a bissetriz é a semirreta que divide o ângulo no meio. A versão rigorosa diz que a bissetriz é o lugar geométrico dos pontos equidistantes dos dois lados do ângulo.
Para entender, considere dois segmentos e que se encontram em . Escolhe-se um ponto qualquer e mede-se a distância até cada lado; distância, aqui, é sempre a menor, isto é, a perpendicular. O conjunto de todos os pontos cujas duas distâncias são iguais forma uma reta: se o ponto estiver mais para um lado, fica mais perto desse lado. Essa reta é a bissetriz. Repare que a definição nem menciona ângulo.
A divisão do ângulo ao meio é uma consequência. Os dois triângulos retângulos formados pelo ponto, o vértice e os pés das perpendiculares têm a mesma hipotenusa e um cateto igual (a distância); logo o outro cateto também é igual, os triângulos são congruentes e os ângulos opostos ao lado igual são iguais.
O professor brinca que esta é a pergunta número um para testar alguém: se a resposta for apenas "divide o ângulo no meio", a pessoa conhece a versão de menino; quem responde com o lugar geométrico passa para a próxima fase. Matematicamente, comenta, é condição necessária, mas não suficiente.
Essa definição reaparece duas vezes no capítulo: na questão 1, o centro da circunferência é equidistante (distância igual ao raio) das duas tangentes, portanto está na bissetriz; e na questão do incentro, em que a definição rigorosa é a chave.
Triângulo equilátero inscrito: ângulo inscrito, arco e lei dos cossenos
Segunda questão: o triângulo equilátero está inscrito em uma circunferência e o ponto pertence ao arco que não contém , com e . Qual é a área do quadrilátero ?
O professor alerta para a leitura do texto: "arco " pode ser qualquer um dos dois arcos entre e , e o enunciado especifica o que não contém , ou seja, o menor. O quadrilátero fica dividido em dois triângulos: o equilátero e o triângulo .
A propriedade fundamental é a do ângulo inscrito: se o ângulo central que enxerga um arco vale , qualquer ângulo com vértice na circunferência que enxerga o mesmo arco vale . O arco mede (o ângulo inscrito vale , o dobro). O ponto enxerga o arco maior, de , então o ângulo vale .
Cuidado com a linguagem: a medida de um arco (em graus) é a abertura do ângulo central e não depende do raio; o comprimento depende. Um arco de tem comprimento (regra de três com a circunferência inteira). Dois arcos de em circunferências de raios diferentes têm a mesma medida e comprimentos distintos.
Primeira solução, pelo caminho mais comum: chamando o lado do equilátero de , a lei dos cossenos no triângulo dá . Como , resulta e . Os lados , e formam o famoso triângulo --, o que tem um ângulo de .
Na conversa, o apresentador chegou a dizer --, e o professor aproveita para mostrar que esse triângulo não existe: o maior lado precisa ser menor que a soma dos outros dois. Imaginando barras articuladas de e sobre o lado de , só se fecha com as barras deitadas, o que não forma triângulo. Essa é a desigualdade triangular.
Área: , usando a fórmula da área com dois lados e o ângulo entre eles.
Teorema de Ptolomeu: segunda solução, sem precisar do lado L
Há uma segunda solução para a questão do equilátero inscrito, que usa o teorema de Ptolomeu. O professor reconhece que ele não é estritamente necessário para a FUVEST, mas é simples e pode ser uma carta na manga.
O teorema vale para quadrilátero inscritível, isto é, com os quatro vértices na circunferência: o produto das diagonais é igual à soma dos produtos dos lados opostos. No quadrilátero , as diagonais são e , e os pares de lados opostos são com , e com . Portanto .
Como o triângulo é equilátero, . A equação fica . Dividindo por (o lado desaparece), . O professor nota que foi esse que gerou a confusão do -- mais cedo: é a diagonal , não um lado de triângulo.
Com a área sai sem conhecer . Divide-se o quadrilátero pela diagonal em dois triângulos. No triângulo , o ângulo em enxerga o arco de , logo vale ; no triângulo , o ângulo em enxerga o arco , também de , e vale . Usando a área com dois lados e o ângulo entre eles:
.
Os dois caminhos dão o mesmo resultado e têm dificuldade parecida. A lição do professor: ao ver circunferência com triângulo inscrito, lembre dos ângulos inscritos; se aparecer um quadrilátero inscritível, lembre de Ptolomeu.
Quadriláteros inscritíveis, fórmula de Heron e fórmula de Brahmagupta
Já que o assunto é o quadrilátero inscritível, o professor pergunta quando um quadrilátero pode ser inscrito em uma circunferência. Um retângulo pode; um losango alongado, não, pois uma circunferência que passasse por três vértices deixaria o quarto de fora.
A razão está nos ângulos inscritos. Em um quadrilátero inscrito, dois ângulos opostos, e , enxergam arcos complementares, de e , que juntos fecham a circunferência: , logo . Como a soma dos ângulos internos de um polígono de lados é , o quadrilátero soma , e garantir um par de opostos somando garante o outro par. No exemplo, .
A fórmula de Heron calcula a área de um triângulo conhecendo só os três lados , , : , com o semiperímetro. É útil porque dispensa ângulo e altura; o triângulo é rígido (os três lados determinam a forma), então a área só depende deles.
A fórmula de Brahmagupta é a parente para quadrilátero inscritível de lados , , , : , com o semiperímetro (sem o fator do lado de fora).
Aplicada à questão 2, com lados , , e : , e . É a terceira solução para a mesma questão. O professor diz que não é estritamente necessário para a prova, mas que, na estrada que a FUVEST começou a trilhar, convém estar bem armado.
Hexágono equiângulo: a construção do triângulo equilátero grande
Terceira questão: um hexágono convexo tem todos os ângulos internos congruentes, com , , e . Qual é a sua área? O professor considera a mais difícil de montar do capítulo, porque o hexágono não é regular e não há simetria.
Primeiro passo: a soma dos ângulos internos de um hexágono é , e como os seis são iguais, cada um mede , como no hexágono regular. Equiângulo não é o mesmo que equilátero; aqui os ângulos são iguais e os lados, não.
Segundo passo, a sacada: prolongar lados alternados. Cada ângulo externo é , então os prolongamentos formam, em cada canto, um triângulo equilátero, e o conjunto delimita um triângulo equilátero grande. Para qualquer hexágono equiângulo essa construção sempre funciona.
O lado do triângulo grande é a soma de três pedaços, e os três lados são iguais. Pela figura da aula, o lado vale : um lado do grande é (triângulo de lado , lado , triângulo de lado ) e outro é , o que dá para o lado desconhecido. A conferência fecha: .
A área é calculada indiretamente: calcula-se o todo e subtrai-se o que não se quer. Com para cada triângulo equilátero, a área do hexágono é . O professor compara com problemas de combinatória em que é mais fácil contar o total e tirar o que não interessa.
Ele apresenta ainda duas variantes. Na primeira, como os lados opostos continuam paralelos, atravessar a faixa entre duas paralelas pelos dois caminhos exige a mesma componente vertical, e a soma dos lados de um lado é igual à do outro (, de novo ). Na segunda, completa-se um retângulo e subtraem-se quatro triângulos --. O método generaliza para o octógono equiângulo, com ângulos de .
O incentro, a reta paralela e a razão de semelhança pelos perímetros
Quarta questão: no triângulo , com , e , seja o incentro. A reta que passa por e é paralela a corta em e em . Qual é a medida de ?
A chave é a definição de bissetriz como lugar geométrico. O incentro é o centro da circunferência inscrita. Se está na bissetriz de um vértice, então está a mesma distância dos dois lados desse vértice; repetindo para os vértices vizinhos, fica a mesma distância dos três lados. Isso mostra, ao mesmo tempo, que as três bissetrizes se encontram em e que existe uma circunferência de raio tangente aos três lados.
Agora, ligue aos vértices e : essas retas são bissetrizes. Chamando de o ângulo , a paralela forma com o ângulo alterno interno também. Em , os ângulos em e em são iguais, o triângulo é isósceles e . Do mesmo modo, em , .
O professor então escolhe o perímetro do triângulo : . Substituindo e , vem . O truque funciona porque o triângulo não tem lado conhecido, mas o perímetro sim.
Como , os triângulos e são semelhantes (ângulo comum e ângulos correspondentes iguais). A razão de semelhança vale para qualquer medida linear correspondente: lados, alturas, raios das circunferências inscritas e circunscritas e perímetros. Pelos perímetros, , e então , de onde . Para áreas, a razão seria elevada ao quadrado.
Perímetros iguais e o teorema de Stewart (ou duas leis dos cossenos)
Quinta questão: no triângulo , , e . O ponto no lado é tal que os triângulos e têm o mesmo perímetro. Qual é o comprimento de ?
A parte fácil: com e , e , igualar perímetros dá . O se cancela e resulta , logo e . O professor avisa que a conta é a mais perigosa da questão.
Caminho comum: aplicar a lei dos cossenos nos dois triângulos. Seja o ângulo ; então . Como , as equações são e . Cada uma tem duas incógnitas, e . Multiplicando a primeira por e a segunda por , os termos em ficam e e se cancelam na soma. O professor observa que esse é o ponto em que muita gente se perde, tentando achar o cosseno desnecessariamente.
Atalho: o teorema de Stewart, válido para qualquer triângulo com uma ceviana que divide o lado em e : . O resultado da soma acima é exatamente isso. Uma dica para lembrar: cada termo tem a forma lado ao quadrado vezes um segmento, então todos têm "unidade de metro cúbico".
Aplicando: , ou seja, . Daí , e . O professor defende gastar uns minutos aprendendo a ferramenta, pois a conta fica simples e o conhecimento se paga em questões em que a ceviana é pedida.
As fórmulas desta aula
Quando duas retas tangentes à mesma circunferência saem de um ponto externo $P$ e tocam em $A$ e $B$: os segmentos de tangência são iguais.
No triângulo retângulo, para ligar os catetos à hipotenusa (aqui, $10^2=(r+3)^2+(r+7)^2$).
Quando um ponto está a mesma distância de dois lados (distância medida pela perpendicular): ele está na bissetriz do ângulo. O incentro usa isso.
Quando um ângulo com vértice na circunferência enxerga um arco; vale para qualquer ponto que enxergue o mesmo arco.
Para passar da medida angular de um arco ($\alpha$) ao seu comprimento (regra de três com a circunferência inteira).
Para achar um lado conhecendo os outros dois e o ângulo entre eles (aqui, $L^2=3^2+5^2-2\cdot3\cdot5\cos120^\circ$).
Para trocar um ângulo obtuso pelo agudo (ex.: $\cos120^\circ=-\tfrac12$) e para eliminar $\cos\theta$ ao somar duas leis dos cossenos.
Para saber se três medidas formam um triângulo (3, 5, 8 não formam, pois $3+5=8$).
Quando se conhecem dois lados e o ângulo entre eles, sem altura.
Para qualquer triângulo equilátero de lado $L$, incluindo os triângulos auxiliares da construção do hexágono.
Em quadrilátero inscritível $ABCD$: produto das diagonais igual à soma dos produtos dos lados opostos.
Para verificar se um quadrilátero cabe em uma circunferência: ângulos opostos suplementares.
Para qualquer polígono de $n$ lados; no equiângulo, cada ângulo é $S_i/n$ (hexágono: $120^\circ$).
Para a área de um triângulo conhecendo apenas os três lados.
Para a área de um quadrilátero inscritível conhecendo os quatro lados.
Em triângulos semelhantes, qualquer medida linear correspondente (lado, altura, raio, perímetro) tem a mesma razão; áreas, o quadrado dela.
Ponto equidistante dos três lados e centro da circunferência inscrita; liga a bissetriz aos triângulos isósceles com uma paralela a um lado.
Para o comprimento de uma ceviana $AD$ que divide o lado $BC$ em $BD$ e $DC$, em qualquer triângulo.
Fichas completas: lei dos cossenos pitagoras proporcao produtos notaveis
As 5 questões resolvidas na aula
Questão 01 · questão de treino do professor, sem desenho (banca e ano não citados)?
Uma circunferência inscrita em um triângulo retângulo tangencia a hipotenusa em um ponto que a divide em dois segmentos de medidas e . Qual é a área do triângulo?
- Segmentos de tangência a partir de um mesmo ponto são iguais: junto ao ângulo reto, os dois segmentos valem o raio , e os catetos medem e .
- Hipotenusa: .
- Pitágoras: .
- Área: .
Armadilha: Resolver a quadrática para achar (raiz feia) e depois elevar ao quadrado: o caminho é longo e propenso a erro. A área só pede , que sai direto da equação.
Questão 02 · questão de treino do professor, sem desenho (banca e ano não citados)?
O triângulo equilátero está inscrito em uma circunferência. O ponto pertence ao arco que não contém , de modo que e . Qual é a área do quadrilátero ?
- enxerga o arco de ; enxerga o arco maior (), logo .
- Lei dos cossenos em : , .
- Área .
- Solução 2 (Ptolomeu): ; com : .
- Solução 3 (Brahmagupta): lados , : .
Armadilha: Confundir a diagonal com um lado e achar que existe um triângulo -- (não existe: viola a desigualdade triangular); e esquecer que o é negativo, o que muda o sinal na lei dos cossenos.
Questão 03 · questão de treino do professor, sem desenho (banca e ano não citados)?
Um hexágono convexo tem todos os ângulos internos congruentes, com , , , ? e (a legenda diz "DEF é 1"; foi inferido da solução). Qual é a área do hexágono?
- Cada ângulo interno: .
- Prolongar lados alternados: os ângulos externos de formam triângulos equiláteros nos cantos e um triângulo equilátero grande.
- Lado do grande: ; também ; conferência .
- Área .
Armadilha: Tentar dividir o hexágono em triângulos pequenos em vez de construir a figura maior e subtrair; e tratar "equiângulo" como "regular".
Questão 04 · questão de treino do professor, sem desenho (banca e ano não citados)?
No triângulo , , e . Seja o incentro. A reta que passa por e é paralela a intercepta em e em . Qual é a medida de ?
- O incentro está na bissetriz de cada vértice. Com , os ângulos alternos internos mostram e (triângulos isósceles).
- Perímetro de : .
- Perímetro de : . Razão de semelhança: .
- .
Armadilha: Não conhecer a definição de bissetriz como lugar geométrico e, por isso, não perceber que gera dois triângulos isósceles; ou usar a razão de semelhança só com lados, esquecendo que perímetros também servem.
Questão 05 · questão de treino do professor, sem desenho (banca e ano não citados)?
No triângulo , , e . O ponto do lado é tal que os triângulos e têm o mesmo perímetro. Qual é o comprimento de ?
- Com , e : ; , .
- Stewart: , ou seja, .
- .
- Alternativa: duas leis dos cossenos com e , multiplicadas por e e somadas (os termos em se cancelam).
Armadilha: Errar a aritmética de e de ; tentar calcular o cosseno (desnecessário); ou associar o quadrado do lado ao segmento errado (deve ser o segmento oposto).
Erros que derrubam nota em geometria plana
- 01
Tentar resolver o r da questão 1 pela quadrática em vez
Tentar resolver o r da questão 1 pela quadrática em vez de isolar r² + 10r direto.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 02
Esquecer que segmentos de tangência a partir do mesmo ponto
Esquecer que segmentos de tangência a partir do mesmo ponto externo são iguais.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 03
Definir bissetriz só como semirreta que divide o ângulo
Definir bissetriz só como semirreta que divide o ângulo no meio, sem usar a equidistância dos lados quando o problema exige (incentro).
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 04
Confundir medida de arco
Confundir medida de arco (graus, depende só do ângulo central) com comprimento de arco (depende do raio).
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 05
Esquecer que cos 120° = -1/2 e errar o sinal da lei
Esquecer que cos 120° = -1/2 e errar o sinal da lei dos cossenos.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 06
Aceitar um triângulo 3-5-8 sem checar a desigualdade
Aceitar um triângulo 3-5-8 sem checar a desigualdade triangular (3 + 5 = 8 não fecha triângulo).
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 07
Aplicar Ptolomeu ou Brahmagupta a quadrilátero que não é
Aplicar Ptolomeu ou Brahmagupta a quadrilátero que não é inscritível.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 08
Achar que equiângulo implica regular; o hexágono equiângulo
Achar que equiângulo implica regular; o hexágono equiângulo tem lados diferentes.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 09
Tentar picar o hexágono em triângulos pequenos em vez
Tentar picar o hexágono em triângulos pequenos em vez de construir a figura maior e subtrair.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 10
Na semelhança por perímetros, esquecer que a razão de áreas
Na semelhança por perímetros, esquecer que a razão de áreas é o quadrado da razão linear.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 11
Aplicar Stewart ou as duas leis dos cossenos trocando
Aplicar Stewart ou as duas leis dos cossenos trocando o segmento oposto, ou errar a conta 21 - 9.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
FAQ: Geometria Plana na FUVEST
Por que dois segmentos de tangência a partir do mesmo ponto são iguais?
Ligando o centro ao ponto externo , formam-se dois triângulos retângulos com a hipotenusa em comum e um cateto igual ao raio. Pelo Pitágoras, os outros catetos, e , são iguais. Os triângulos são congruentes e é bissetriz do ângulo em .
Qual é a definição correta de bissetriz?
Segundo o professor, a bissetriz é o lugar geométrico dos pontos equidistantes dos dois lados do ângulo (distância medida pela perpendicular). Dividir o ângulo ao meio é uma consequência, não a definição. Essa visão é essencial para o incentro.
Qual é a diferença entre medida e comprimento de um arco?
A medida é a abertura do ângulo central que enxerga o arco e não depende do raio. O comprimento depende do raio: . Dois arcos de em circunferências diferentes têm a mesma medida e comprimentos diferentes.
Quando posso usar o teorema de Ptolomeu?
Somente em quadrilátero inscritível (vértices na circunferência). Nele, o produto das diagonais é igual à soma dos produtos dos lados opostos. O professor lembra que não é estritamente necessário para a FUVEST, mas é simples e economiza conta.
Como saber se um quadrilátero é inscritível?
Basta que dois ângulos opostos somem ; como a soma interna é , o outro par também soma . A razão: ângulos inscritos opostos enxergam arcos complementares, que juntos fecham .
Como calcular a área de um hexágono equiângulo com lados diferentes?
Cada ângulo interno vale . Prolongando lados alternados, formam-se triângulos equiláteros nos cantos e um equilátero grande. Subtrai-se, da área do grande, as áreas dos pequenos, usando .
Para que serve o fato de a razão de semelhança valer para perímetros?
Porque qualquer medida linear correspondente (lados, alturas, raios, perímetros) tem a mesma razão. Quando um triângulo semelhante não tem lados conhecidos, mas o perímetro sim, a razão dos perímetros resolve o problema, como na questão do incentro.
Preciso saber o teorema de Stewart ou dá para resolver só com a lei dos cossenos?
Dá para resolver com duas leis dos cossenos (ângulos e , equações multiplicadas e somadas para eliminar o cosseno). O teorema de Stewart é o resultado final desse processo e encurta a conta: .
Continue a revisão de Matemática da FUVEST
Revisão de Matemática FUVEST
A aula inteira, capítulo a capítulo, com o minuto de cada tema.
Geometria Espacial
Capítulo 1: 5 questões resolvidas, 105 min.
Trigonometria
Capítulo 2: 5 questões resolvidas, 87 min.
Análise Combinatória e Probabilidades
Capítulo 3: 7 questões resolvidas, 136 min.
Geometria Analítica
Capítulo 4: 4 questões resolvidas, 100 min.
Funções
Capítulo 5: 5 questões resolvidas, 95 min.
Exponencial e Logaritmos
Capítulo 6: 5 questões resolvidas, 81 min.