Esta aula em 87 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Trigonometria da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
01:52:00Introdução: o alimento sólido da trigonometria
01:53:00Questão 1: máximo e mínimo de 2sen x + 3cos x
01:55:00Armadilha: somar os limites dá -5 a 5
02:01:00Seno e cosseno amarrados: 3/5 e 4/5 dão 3,6
02:04:00Reduzir a um único seno com triângulo auxiliar
02:12:00Resultado: f(x) entre -√13 e √13
02:20:00Generalização para a·sen x + b·cos x
02:25:00Questão 2: somatório infinito de cos^(2n)θ
02:33:00Dedução da soma da PG infinita
02:39:00Achando cos 3θ = -√6/9
02:49:00Questão 3: somatório de sen(kπ/3) até 100
03:02:00Questão 4: torre, triângulo retângulo e viga D

Máximo e mínimo de 2 sen x + 3 cos x: o raciocínio que falha e o que mostra o 3,6

A primeira questão traz um contexto longo, mas o que se pede é o valor mínimo (ou máximo) da função f(x)=2 sen x+3cos⁡x. Se a função tivesse só um dos termos, seria trivial: como −1≤sen x≤1, basta multiplicar a desigualdade pela constante. Assim, 2 sen x fica entre −2 e 2, e 3cos⁡x fica entre −3 e 3.

O raciocínio tentador é somar as duas desigualdades e concluir que f(x) está entre −5 e 5. O professor chama esse raciocínio de razoável, mas ele esquece que as duas parcelas dependem do mesmo x. Se fosse cos⁡y, com outra variável, daria para escolher cada ângulo separadamente e o limite seria atingido. Com o mesmo x, escolher um valor para o seno trava o valor do cosseno.

Para ver isso com números: x=90∘ faz sen x=1 e o primeiro termo vale 2, mas já fixa cos⁡x=0 e o segundo termo vale 0. Chegar a 5 exigiria seno e cosseno iguais a 1 ao mesmo tempo, o que é impossível para o mesmo ângulo. Por isso o 5 nunca é atingido.

Também não funciona maximizar só o cosseno, por ser o termo de maior coeficiente: com x=0∘ o resultado é 3+0=3, mas valores intermediários podem dar mais. O professor insiste que esses testes servem apenas para "ganhar intimidade" com a função, e não como método.

Para mostrar como os dois estão presos um ao outro, o professor escolhe sen x=3/5. No triângulo retângulo de lados 3, 4 e 5, o cosseno fica determinado: cos⁡x=4/5. Não existe liberdade para escolher o cosseno que se quiser.

Substituindo: f(x)=2⋅35+3⋅45=65+125=185=3,6. Esse valor já passa de 3, que era o máximo do cosseno sozinho, e está bem abaixo do 5 da soma ingênua.

A lição é que o máximo de f ocorre em um ângulo em que nem o seno nem o cosseno estão no seu máximo individual, mas a soma é máxima. Ele lembra também que a pergunta pode pedir apenas o valor máximo, não o ângulo: não é preciso saber qual ângulo tem seno 3/5, basta calcular f (3,6 nesse caso).

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A sacada: transformar a soma em um único seno com um triângulo auxiliar

O problema da função é ter um seno e um cosseno somados. Se houvesse um só, a limitação entre −1 e 1 resolveria tudo. A ideia é compactar a expressão no seno de uma única coisa, usando a fórmula sen(a+b)=sen acos⁡b+sen bcos⁡a.

O obstáculo é que os coeficientes 2 e 3 não podem ser seno ou cosseno de nada, pois valem mais que 1. A adaptação é construir um triângulo retângulo auxiliar com catetos 2 e 3. Por Pitágoras, a hipotenusa vale 32+22=13. Chamando y o ângulo com cateto oposto 3 e adjacente 2, temos sen y=3/13 e cos⁡y=2/13.

Daí vem a substituição: 3=13 sen y e 2=13cos⁡y. O professor admite que trocar um número simples por uma expressão maior parece "um grande passo para trás", mas é um passo atrás para dar dois à frente.

Escrevendo a função: f(x)=13cos⁡y sen x+13 sen ycos⁡x. Colocando 13 em evidência, aparece sen xcos⁡y+sen ycos⁡x, que é exatamente sen(x+y). Logo f(x)=13 sen(x+y).

Como o seno de qualquer coisa fica entre −1 e 1, multiplicando por 13 obtemos −13≤f(x)≤13. O ângulo y não é uma variável nova: é uma constante determinada por 2 e 3 (aquele cuja tangente é 3/2). Não precisa saber seu valor, nem se é notável. Como ele é fixo, sempre existe um x que atinge o máximo e o mínimo.

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Atalho e generalização: a·sen x + b·cos x

Depois de entender a dedução, o professor mostra que dá para usar só o resultado final. Para 4 sen x+6cos⁡x, o máximo é 42+62=52 e o mínimo é −52.

Quando os coeficientes dão um ângulo notável, há uma alternativa. Em f(x)=sen x+3cos⁡x, o valor 1+3=2 é o máximo e −2 o mínimo. Dividindo tudo por 2: 12 sen x+32cos⁡x. Como 12=cos⁡60∘ e 32=sen 60∘, vem sen xcos⁡60∘+sen 60∘cos⁡x=sen(x+60∘). Portanto f(x)=2 sen(x+60∘), entre −2 e 2. Aqui o ângulo auxiliar é notável; no caso anterior era o ângulo de tangente 3/2.

O caso geral é f(x)=a sen x+bcos⁡x. Divide-se tudo por a2+b2. As frações aa2+b2 e ba2+b2 têm soma dos quadrados igual a 1 (relação fundamental), então podem ser vistas como cosseno e seno de um ângulo y, com tan⁡y=b/a. Resulta f(x)=a2+b2 sen(x+y), que fica entre −a2+b2 e a2+b2.

Se o sinal for negativo (a sen x−bcos⁡x), nada muda: aparece sen(x−y). O mesmo vale se a combinação resultar em um cosseno de x±y, pois o seno ou cosseno de qualquer coisa continua limitado entre −1 e 1.

O professor comenta que esse tipo de questão é clássico em vestibulares militares e que a FUVEST está subindo a régua para esse nível. Para quem nunca viu o truque, o aluno poderia passar uma hora ou um dia sem sair do lugar.

▶ Ver este trecho no vídeo (02:16:00)

Somatório infinito de cos^{2n}θ: abrir o somatório e enxergar uma PG

A segunda questão envolve notação de somatório, assunto que a FUVEST passou a cobrar. O professor conta que no simulado extraoficial aberto de seu curso (mais de 3.000 participantes) a questão mais errada foi de somatório, e que ela não era difícil: o erro vinha de não conhecer a notação.

O enunciado diz que existe um ângulo θ tal que ∑n=1∞cos⁡2nθ=2, e pede cos⁡3θ. O conselho é abrir o somatório: para n=1,2,3,4,… os termos são cos⁡2θ, cos⁡4θ, cos⁡6θ, cos⁡8θ,… Cada termo é o anterior multiplicado por cos⁡2θ. É uma PG de primeiro termo a1=cos⁡2θ e razão q=cos⁡2θ.

Para a soma infinita ser finita, a razão tem de estar entre 0 e 1. Isso vale porque o cosseno está entre −1 e 1 e, elevado ao quadrado, fica entre 0 e 1 (o enunciado exclui θ com cosseno de módulo 1 ou nulo, o que evita casos como 0∘, 180∘, 90∘ e 270∘). Termos cada vez menores permitem somar infinitos sem estourar. Exemplo: 1+0,1+0,01+⋯=1,111…, que nem chega a 1,2.

▶ Ver este trecho no vídeo (02:25:00)

De onde vem a soma da PG infinita e como ela resolve a questão

O professor aproveita para relembrar a dedução da fórmula. Seja S=a1+a1q+a1q2+a1q3+… Multiplicando os dois lados por q: qS=a1q+a1q2+a1q3+… O lado direito é a soma original sem o primeiro termo, isto é, qS=S−a1.

Isso troca uma equação com infinitos termos por uma de três termos. Isolando: a1=S−qS=S(1−q), logo S=a11−q, válida com razão entre 0 e 1.

Na questão, a1=q=cos⁡2θ. Então cos⁡2θ1−cos⁡2θ=2. Pela relação fundamental, 1−cos⁡2θ=sen2θ, e a fração vira cos⁡2θsen2θ=1tan⁡2θ. Logo 1tan⁡2θ=2, ou seja, tan⁡2θ=12 e tan⁡θ=12 (positiva, por o ângulo estar no primeiro quadrante). O professor avisa que esse ângulo não é 45∘: 2/2 seria seno ou cosseno de 45∘, não a tangente.

▶ Ver este trecho no vídeo (02:33:00)

Calculando cos 3θ a partir da tangente

Falta lembrar o que se pede: cos⁡3θ. Existe a fórmula do arco triplo, mas o professor a considera dispensável e prefere decompor: cos⁡3θ=cos⁡(2θ+θ)=cos⁡2θcos⁡θ−sen 2θ sen θ. Para isso são necessários cos⁡θ, sen θ, cos⁡2θ e sen 2θ.

Com tan⁡θ=1/2, constrói-se um triângulo retângulo de catetos 1 (oposto) e 2 (adjacente), com hipotenusa 1+2=3. Daí: sen θ=13 e cos⁡θ=23.

Usando cos⁡2θ=2cos⁡2θ−1 (versão obtida de cos⁡2−sen2 trocando sen2=1−cos⁡2): cos⁡2θ=2⋅23−1=13. E sen 2θ=2 sen θcos⁡θ=2⋅13⋅23=223 (também poderia sair da relação fundamental com cos⁡2θ).

Substituindo: cos⁡3θ=13⋅23−223⋅13=2−2233=−233. Racionalizando: −69.

O resultado negativo não é erro. O professor testa com ângulos conhecidos: com θ=30∘ o triplo é 90∘ (cosseno zero), e com θ=40∘ o triplo é 120∘, de cosseno negativo. Ele destaca que a questão revisa somatório, PG e trigonometria.

▶ Ver este trecho no vídeo (02:39:00)

Somatório de sen(kπ/3) até 100: ciclo trigonométrico e periodicidade

A terceira questão pede S=∑k=1100sen ⁣(kπ3). O professor ressalta que um limite como 100 é sinal de que a soma não deve ser feita termo a termo: é preciso achar um padrão.

Abrindo os termos: k=1 dá sen(π/3), k=2 dá sen(2π/3), k=3 dá sen π, e assim por diante. Cada k adicional soma π/3 (60∘) ao ângulo. No ciclo trigonométrico, os seis primeiros pontos são 60∘,120∘,180∘,240∘,300∘,360∘. O sexto fecha uma volta completa (6π/3=2π), e a partir do sétimo os valores se repetem de seis em seis.

Os senos desses seis pontos são 32, 32, 0, −32, −32, 0. Pela simetria em relação ao eixo horizontal, os senos de pontos simétricos se anulam, e a soma de cada bloco de seis termos é zero.

Dividindo 100 por 6: 6×16=96, e sobram 4. Há então 16 blocos completos (soma zero) e mais os quatro primeiros termos de um novo ciclo: 32+32+0−32=32. Portanto S=32.

O professor comenta que essa questão é mais fácil que a anterior, pois usa só ângulos notáveis e a simetria do círculo.

▶ Ver este trecho no vídeo (02:49:00)

Torre de observação: triângulo isósceles, relações métricas e arco duplo

O enunciado descreve um triângulo retângulo auxiliar ABC, reto em C, cuja altura CH relativa à hipotenusa AB a divide em dois segmentos na razão 1:4. No topo da torre, dois cabos de comprimento L partem de um mesmo ponto e formam entre si um ângulo igual ao dobro do menor ângulo agudo de ABC. Eles se fixam nas extremidades de uma viga horizontal de comprimento D. Pede-se D em função de L.

O primeiro passo é descobrir qual dos dois ângulos agudos é o menor; chamando-o α, o ângulo entre os cabos é 2α. Com os segmentos m e 4m, a relação métrica da altura h2=m⋅4m (que vem da semelhança de triângulos) dá h=2m. As tangentes dos ângulos agudos são 2m4m=12 e 2mm=2. No primeiro quadrante a tangente cresce com o ângulo, então o menor ângulo é o de tangente 12. No triângulo com catetos 2m e 4m, a hipotenusa é 25 m, então sen α=2m25m=15.

Para ligar D a L há dois caminhos. No primeiro, traça-se a altura do triângulo isósceles formado pelos cabos e a viga: ela também é bissetriz e mediana, dividindo o ângulo 2α em dois ângulos α. Resulta sen α=D/2L, ou seja, D=2L sen α.

No segundo, usa-se a lei dos cossenos: D2=L2+L2−2L2cos⁡2α=2L2(1−cos⁡2α). Com cos⁡2α=1−2 sen2α, temos 1−cos⁡2α=2 sen2α e D2=4L2sen2α, de onde D=2L sen α. O professor diz que essa identidade do arco duplo é, na opinião dele, talvez até mais importante que a relação fundamental, por gerar muitas outras.

Em ambos os caminhos: D=2L⋅15=255L. O professor confessa que ele mesmo foi primeiro pela lei dos cossenos e só depois percebeu que bastava baixar a altura do triângulo isósceles: quanto mais ferramentas, mais fácil perder a visão do caminho simples.

▶ Ver este trecho no vídeo (03:02:00)

As fórmulas desta aula

Limites do seno e do cosseno
−1≤sen u≤1,−1≤cos⁡u≤1

Para limitar uma função quando aparece o seno ou cosseno de uma única expressão (qualquer que seja ela), multiplicando pela constante.

Seno da soma
sen(a+b)=sen acos⁡b+sen bcos⁡a

Para compactar uma soma de seno e cosseno em um único seno (ângulo auxiliar).

Relação fundamental
sen2x+cos⁡2x=1

Para trocar seno por cosseno (ou vice-versa) e para mostrar que dois coeficientes normalizados são seno e cosseno do mesmo ângulo.

Ângulo auxiliar
a sen x+bcos⁡x=a2+b2  sen(x+y),  tan⁡y=ba

Para achar o máximo e o mínimo de uma soma de seno e cosseno do mesmo ângulo.

Intervalo de a·sen x + b·cos x
−a2+b2≤a sen x+bcos⁡x≤a2+b2

Para responder direto ao máximo ou mínimo sem refazer a dedução.

Soma da PG infinita
S=a11−q,0<∣q∣<1

Quando um somatório infinito tem cada termo igual ao anterior vezes uma constante de módulo menor que 1.

Seno do arco duplo
sen 2x=2 sen xcos⁡x

Para calcular o seno do dobro de um ângulo cujo seno e cosseno são conhecidos.

Cosseno do arco duplo
cos⁡2x=cos⁡2x−sen2x=2cos⁡2x−1=1−2 sen2x

Para escrever o cosseno do dobro só em função do cosseno ou só do seno.

Cosseno da soma
cos⁡(a+b)=cos⁡acos⁡b−sen a sen b

Para obter $\cos 3\theta$ como $\cos(2\theta+\theta)$ sem decorar a fórmula do arco triplo.

Lei dos cossenos
a2=b2+c2−2bccos⁡A^

Para achar um lado de um triângulo conhecendo dois lados e o ângulo entre eles (aqui, a viga D).

Relação métrica da altura
h2=m⋅n

Em triângulo retângulo, para a altura relativa à hipotenusa em função das projeções dos catetos.

Tangente e ordem dos ângulos
0∘<α<β<90∘ ⇒ tan⁡α<tan⁡β

Para identificar o menor ângulo agudo comparando tangentes no primeiro quadrante.

Fichas completas: lei dos cossenos pitagoras termo geral da pg proporcao

As 5 questões resolvidas na aula

Questão 01 · FUVEST (ano não citado)? — questão de máximo/mínimo, contexto longo omitido na aula

Resolvida na aulaFUVEST (ano não citado)? — questão de máximo/mínimo, contexto longo omitido na aula

Dada f(x)=2 sen x+3cos⁡x, determinar o menor (ou maior) valor da função. O contexto do enunciado (a 'listinha') não é lido; a transcrição diz 'menor valor'/'máximo e mínimo' sem confirmar qual se pede.

  1. Limites individuais: 2 sen x∈[−2,2] e 3cos⁡x∈[−3,3], mas somar os limites (±5) está errado, pois ambos usam o mesmo x.
  2. Triângulo auxiliar de catetos 2 e 3: hipotenusa 13; sen y=3/13 e cos⁡y=2/13.
  3. Substituir 3=13 sen y e 2=13cos⁡y.
  4. Colocar 13 em evidência: f(x)=13(sen xcos⁡y+sen ycos⁡x)=13 sen(x+y).
  5. Como −1≤sen(x+y)≤1: −13≤f(x)≤13.
Resposta: Máximo 13 e mínimo −13.

Armadilha: Somar os limites de cada parcela (-5 a 5): o 5 nunca é atingido porque seno e cosseno não valem 1 ao mesmo tempo para o mesmo x.

▶ Ver no vídeo (01:53:00)

Questão 02 · exemplos do professor

Resolvida na aulaexemplos do professor

Máximo e mínimo de (a) 4 sen x+6cos⁡x e (b) sen x+3cos⁡x.

  1. (a) Aplicar a2+b2=16+36=52.
  2. (b) 1+3=2. Alternativa: dividir por 2, usar cos⁡60∘=12 e sen 60∘=32, obtendo f(x)=2 sen(x+60∘).
Resposta: (a) entre −52 e 52; (b) entre −2 e 2.

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Questão 03 · FUVEST? (ano não citado; a questão é associada pelo professor ao que a banca passou a cobrar)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado; a questão é associada pelo professor ao que a banca passou a cobrar)

Existe um ângulo θ (com cosseno diferente de zero e de ±1, ver dúvidas) tal que ∑n=1∞cos⁡2nθ=2. Determinar cos⁡3θ.

  1. Abrir o somatório: cos⁡2θ+cos⁡4θ+cos⁡6θ+… é PG com a1=q=cos⁡2θ.
  2. Soma: cos⁡2θ1−cos⁡2θ=cos⁡2θsen2θ=1tan⁡2θ=2, logo tan⁡θ=12.
  3. Triângulo de catetos 1 e 2, hipotenusa 3: sen θ=13, cos⁡θ=23.
  4. cos⁡2θ=2cos⁡2θ−1=13 e sen 2θ=2 sen θcos⁡θ=223.
  5. cos⁡3θ=cos⁡2θcos⁡θ−sen 2θ sen θ=2−2233=−233, racionalizando −69.
Resposta: cos⁡3θ=−69 (a legenda do cálculo final está truncada; a conta confere em −6/9).

Armadilha: Estranhar o resultado negativo: com theta perto de 40 graus, 3 theta passa de 90 graus e o cosseno fica negativo. Também: lembrar do que a questão pede (cos 3θ), não parar na tangente.

▶ Ver no vídeo (02:25:00)

Questão 04 · FUVEST? (ano não citado)

Resolvida na aulaFUVEST? (ano não citado)

Calcular S=∑k=1100sen ⁣(kπ3).

  1. Abrir os termos e marcar no ciclo trigonométrico: cada k soma 60∘; os seis primeiros ângulos são 60∘,120∘,180∘,240∘,300∘,360∘.
  2. Senos: 32,32,0,−32,−32,0; soma do bloco =0.
  3. Os valores se repetem a cada seis termos. 100=6⋅16+4: 16 blocos (soma 0) e sobram os quatro primeiros termos.
  4. 32+32+0−32=32.
Resposta: S=32

Armadilha: Tentar somar os 100 termos na mão; e, na divisão 100/6, errar o resto ou esquecer que o resto são os primeiros termos de um novo ciclo.

▶ Ver no vídeo (02:49:00)

Questão 05 · FUVEST? (enunciado 'lido do celular'; ano não citado)

Resolvida na aulaFUVEST? (enunciado 'lido do celular'; ano não citado)

Em uma torre de observação, usa-se um triângulo retângulo auxiliar ABC, reto em C. A altura CH, relativa à hipotenusa AB, a divide em dois segmentos de razão 1:4. No topo, dois cabos de comprimento L partem de um mesmo ponto e formam entre si um ângulo igual ao dobro do menor ângulo agudo de ABC; as extremidades são fixadas em uma viga horizontal de comprimento D. Encontrar D em função de L.

  1. Segmentos m e 4m: h2=m⋅4m, logo h=2m.
  2. Tangentes dos ângulos agudos: 2m4m=12 e 2mm=2; menor ângulo α tem tan⁡α=12 (tangente cresce no 1º quadrante).
  3. Hipotenusa do triângulo 2m-4m: 25 m; sen α=2m25m=15.
  4. Triângulo isósceles dos cabos: baixar a altura (também bissetriz e mediana): sen α=D/2L⇒D=2L sen α.
  5. Conferência pela lei dos cossenos: D2=2L2(1−cos⁡2α)=4L2sen2α.
Resposta: D=2L5=255L

Armadilha: Não baixar a altura do triângulo isósceles e partir direto para a lei dos cossenos exige lembrar 1 - cos2α = 2sen²α; o professor admite que ele mesmo foi primeiro por esse caminho mais longo.

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Erros que derrubam nota em trigonometria

  1. 01

    Somar os limites de seno e cosseno de parcelas que dependem

    Somar os limites de seno e cosseno de parcelas que dependem do mesmo ângulo (dá -5 a 5 na questão 1, valor nunca atingido).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Esquecer que, ao fixar x para maximizar o seno, o cosseno

    Esquecer que, ao fixar x para maximizar o seno, o cosseno fica travado (e vice-versa).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Achar que o máximo está onde o termo de maior coeficiente

    Achar que o máximo está onde o termo de maior coeficiente atinge o seu máximo (cosseno igual a 1).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  4. 04

    Confundir tan θ = 1/√2 com ângulo notável de 45°

    Confundir tan θ = 1/√2 com ângulo notável de 45° (√2/2 é seno/cosseno de 45°, não tangente).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  5. 05

    Parar na tangente e esquecer de calcular o que o enunciado

    Parar na tangente e esquecer de calcular o que o enunciado pede (cos 3θ).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  6. 06

    Estranhar um cosseno negativo

    Estranhar um cosseno negativo: 3θ pode passar de 90°.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  7. 07

    Tentar somar na mão um somatório com limite grande

    Tentar somar na mão um somatório com limite grande (100), em vez de buscar o padrão e o período.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  8. 08

    Não baixar a altura em triângulo isósceles e complicar

    Não baixar a altura em triângulo isósceles e complicar com lei dos cossenos.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  9. 09

    Esquecer que a soma de PG infinita só vale com razão entre 0

    Esquecer que a soma de PG infinita só vale com razão entre 0 e 1.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Trigonometria na FUVEST

Como achar o máximo e o mínimo de a·sen x + b·cos x?

Basta usar a fórmula: o máximo é a2+b2 e o mínimo é −a2+b2. Ela vem de reescrever a expressão como a2+b2 sen(x+y) com um ângulo auxiliar y de tangente b/a. O valor do ângulo não precisa ser conhecido.

Por que não posso somar os máximos de 2 sen x e de 3 cos x e dizer que o máximo é 5?

Porque os dois termos dependem do mesmo x. Quando o seno vale 1, o cosseno vale 0, então os dois máximos nunca ocorrem juntos. Por isso o máximo real, 13≈3,6, é menor que 5.

O ângulo auxiliar y é uma variável nova?

Não. É uma constante determinada pelos coeficientes (aqui, o ângulo de tangente 3/2). O professor a chama de variável auxiliar, mas ela não muda: a única variável continua sendo x. Não é preciso saber quanto vale y.

Como resolver um somatório infinito de potências de cosseno?

Abra os primeiros termos e verifique se cada um é o anterior vezes uma constante. Se for, é uma PG e a soma é a1/(1−q), com razão entre 0 e 1. Aqui q=cos⁡2θ está nessa faixa porque o cosseno ao quadrado fica entre 0 e 1.

Preciso decorar a fórmula do cosseno do arco triplo?

Segundo o professor, não. Basta escrever cos⁡3θ=cos⁡(2θ+θ) e usar a fórmula do cosseno da soma com as do arco duplo. Ele considera a fórmula do arco triplo bem dispensável.

Como somar sen(kπ/3) de k=1 até 100 sem calcular 100 termos?

Os valores se repetem a cada 6 termos (uma volta no ciclo trigonométrico) e cada bloco de 6 soma zero. Divide-se 100 por 6: 16 blocos e resto 4. Sobra a soma dos quatro primeiros termos, que é 3/2.

Qual a forma mais rápida de achar D em função de L no problema da torre?

Baixar a altura do triângulo isósceles formado pelos cabos e a viga: ela divide o ângulo 2α ao meio e dá D=2L sen α. Com sen α=1/5, resulta D=25L/5. A lei dos cossenos leva ao mesmo resultado.

A FUVEST realmente cobra esse nível de trigonometria?

O professor afirma que a FUVEST subiu a régua e passou a cobrar questões antes típicas de provas militares, com somatórios e PG misturados à trigonometria. Segundo ele, o conteúdo é o mesmo, mas a profundidade e as conexões entre assuntos são diferentes.

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