Esta aula em 29 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Progressão Geométrica da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
19:48:00Problema motivador: assinatura vitalícia
19:50:00O que é uma PG e a razão
19:53:00Por que o expoente é n-1
19:55:00Exemplo: 13º termo de 1, √2, 2...
19:59:00Soma infinita: PG crescente dá infinito
20:02:00PG decrescente: termos ficam desprezíveis
20:05:00Dedução: multiplicar a soma por 2
20:08:00Fórmula da soma infinita: a1/(1-q)
20:10:00Aplicando ao problema da assinatura
20:13:00Soma da PG de razão 1/2 dá 2
20:15:00Resposta R$ 4.300 e crítica ao modelo

Como o ENEM cobra progressão geométrica

O professor não comenta estatísticas de prova. Na prática, a aula mostra que o ENEM aplica a PG em contexto de situação real: aqui, descontos sucessivos de 50% que formam uma PG de razão 1/2, exigindo reconhecer a razão e usar a soma infinita. A armadilha é aplicar a fórmula da soma infinita sem checar se a razão está entre 0 e 1.

Antes desta aula, vale ter em dia:

  • Potenciação e propriedades de potências
  • Radiciação como operação inversa da potenciação
  • Progressão aritmética (para comparar com a PG)
  • Operações com frações e porcentagem

O mapa mental da aula

Mapa mental 'Progressão Geométrica' com termo geral, exemplo do 13º termo, soma dos infinitos termos e a questão da assinatura vitalícia de R$ 4.300.
Mapa mental da aula 33: Progressão Geométrica. Clique para ampliar.

O que o mapa destaca:

  • Termo geral an=a1⋅qn−1, com a sequência 3, 6, 12, 24, 48 e razão q=2
  • Exemplo 1, √2, 2, 2√2...: a13=(2)12=26=64
  • Soma de infinitos termos: PG crescente (q>1) dá S∞=∞
  • PG decrescente (0<q<1): dedução com 2S=4+S e fórmula S∞=a11−q
  • Questão modelo: V∞=2150⋅2= R$ 4.300 (alternativa e)

O problema motivador: assinatura vitalícia com 50% de desconto

A aula parte de um problema inédito no modelo ENEM. Tales é aluno dos três cursos do Universo Narrado: Lições de Matemática (R$ 1.000), Lições de Física (R$ 800) e Desvendando a Matemática (R$ 350) por ano. Quem é aluno recebe sempre 50% de desconto para renovar a assinatura de qualquer curso. A pergunta é qual seria o valor justo de uma assinatura perpétua dos três cursos, paga uma única vez, sem nunca renovar. O enunciado manda desconsiderar reajustes de preço ao longo dos anos.

O professor deixa o problema em aberto de propósito e avisa que ele tem a ver com progressão geométrica. A ideia é construir primeiro as ferramentas (o que é uma PG, o termo geral e a soma de infinitos termos) e só depois voltar ao enunciado, quando a estrutura do problema fica evidente.

O ponto de atenção do enunciado é a regra do desconto: ela se aplica sobre o valor pago no ano anterior, e não sobre o preço cheio. Isso é o que transformará a sequência de pagamentos em uma progressão geométrica.

▶ Ver este trecho no vídeo (19:48:00)

O que é uma PG e de onde vem o termo geral

Uma progressão geométrica é uma sequência em que cada termo é o anterior multiplicado por uma constante. Na sequência 3, 6, 12, 24, 48, há um padrão claro: para obter o próximo termo, multiplica-se o anterior por 2. Essa constante é a razão, representada por q. Na progressão aritmética soma-se uma razão a cada passo; na geométrica, multiplica-se. Os termos são indicados por a1 (primeiro), a2 (segundo) e assim por diante.

Para chegar a um termo qualquer, parte-se sempre do primeiro e multiplica-se pela razão certo número de vezes. O segundo termo exige uma multiplicação por q; o terceiro, duas; o quarto, três; o quinto, quatro. No exemplo, o quinto termo é 3⋅2⋅2⋅2⋅2=3⋅24=48.

O professor mostra então por que o expoente é n−1 e não n. Se fosse qn, o segundo termo (n=2) apareceria como 3⋅22, mas na verdade só se multiplicou por 2 uma vez. O número de multiplicações é sempre uma unidade menor que a posição do termo, e daí vem a fórmula do termo geral: an=a1⋅q n−1.

A recomendação é entender o raciocínio, não decorar: partir do primeiro termo e multiplicar pela razão n−1 vezes até chegar ao enésimo.

▶ Ver este trecho no vídeo (19:50:00)

Exemplo: o 13º termo de 1, √2, 2, 2√2...

O exemplo pede o termo a13 da sequência 1,2,2,22,…. Para usar o termo geral é preciso identificar duas coisas: o primeiro termo, a1=1, e a razão. Como 1⋅2=2 e 2⋅2=2, a razão é q=2. O professor confere com o terceiro passo: 2⋅2=22, que é o termo seguinte.

Substituindo na fórmula, a13=1⋅(2)13−1=(2)12. Em vez de multiplicar raiz por raiz, ele reescreve o expoente 12 como 2⋅6, ou seja, (2)12=[(2)2]6.

Como radiciação e potenciação são operações inversas, (2)2=2. Sobra 26=64, e o 13º termo vale 64. O professor resume o método: olhar a sequência, identificar a1 e q, escolher o n desejado e aplicar o termo geral.

Vale notar a lógica por trás do atalho: o professor lembra que, sem o termo geral, seria preciso escrever os treze termos um por um, multiplicando por 2 a cada passo. A fórmula faz esse trabalho de uma só vez, e qualquer outro n (o 17º termo, por exemplo) seria obtido apenas trocando o expoente n−1.

▶ Ver este trecho no vídeo (19:55:00)

Soma de infinitos termos: PG crescente não tem soma finita

Antes de somar, é preciso entender o que significa uma progressão que nunca acaba. O professor a descreve como uma sequência que se estende ao infinito: se a pessoa passasse a vida escrevendo, o filho continuasse e o neto também, ainda assim não chegariam ao fim. A pergunta é se faz sentido somar infinitos termos, e a resposta depende da razão.

Quando q>1, a PG é crescente. Na sequência 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, ... multiplica-se sempre por um número maior que 1, então cada termo é maior que o anterior. Somar infinitos números cada vez maiores resulta em infinito: S∞=∞. Não existe valor fechado para essa soma.

Esse caso é considerado quase óbvio. O interessante é o outro: o da razão entre 0 e 1, em que os termos diminuem e há esperança de a soma convergir para um número finito.

A conclusão é que a pergunta "quanto dá a soma?" tem resposta imediata para PG crescente, mas exige mais cuidado para PG decrescente, assunto do próximo tópico. Isso vale também para razões maiores que 1 quaisquer, como 3, 5 ou 10: quanto mais se avança, maior fica o número somado.

▶ Ver este trecho no vídeo (19:59:00)

PG decrescente: como somar infinitos termos e a fórmula

Quando 0<q<1, a PG é decrescente. Multiplicar um número por algo entre 0 e 1 o diminui: por 0,5 pega-se metade, por 0,2 pega-se um quinto. Na sequência 2, 1, 1/2, 1/4, 1/8, ... a razão é 1/2 e os termos ficam cada vez menores, até se tornarem desprezíveis. Por isso há esperança de a soma ser finita.

O professor deduz o valor para esse caso. Chama a soma de S=2+1+12+14+18+⋯ e multiplica os dois lados por 2, obtendo 2S=4+2+1+12+14+⋯. A parte depois do 4 é exatamente a soma original, porque, com infinitos termos, retirar um não muda nada. Então 2S=4+S, e portanto S=4. Ele erra de propósito a conta no meio ("2S menos S") para testar a atenção e corrige em seguida.

Repetindo o raciocínio com letras, chega-se à fórmula geral da soma dos infinitos termos de uma PG decrescente: S∞=a11−q. Conferindo: a1=2 e q=12 dão 21−12=212=4, o mesmo valor. Dividir por 1/2 equivale a multiplicar por 2.

A fórmula só vale para PG decrescente (razão entre 0 e 1). Se a PG for crescente, a soma é infinita e a fórmula não se aplica.

▶ Ver este trecho no vídeo (20:02:00)

Voltando ao problema: o preço da assinatura vitalícia

Com as ferramentas prontas, o professor resolve o problema de Tales. O valor de uma assinatura anual dos três cursos é V=1000+800+350=2150. Pagando por um ano, Tales gasta 2150. Para renovar, paga 50% desse valor; no terceiro ano, 50% do que pagou no segundo, e assim sucessivamente.

A sequência de pagamentos é 2150, 12⋅2150, 12⋅12⋅2150,…, uma PG com razão 1/2. Para uma assinatura perpétua, a soma segue indefinidamente. Colocando 2150 em evidência: V∞=2150(1+12+14+18+⋯ ).

O que está entre parênteses é uma PG decrescente com a1=1 e q=12, então a soma existe: S∞=11−12=2. Logo V∞=2⋅2150=4300, que é a alternativa e do enunciado (R$ 4.300,00).

Por fim, o professor faz uma crítica ao modelo: do ponto de vista da empresa, esse valor não seria realmente justo, porque supõe preços congelados para sempre, sem inflação nem reajuste. O problema pede que o reajuste seja desconsiderado, então 4300 é a resposta correta, mas na vida real a conta não se sustentaria.

▶ Ver este trecho no vídeo (20:10:00)

As fórmulas desta aula

Termo geral da PG
an=a1⋅q n−1

Para obter qualquer termo da PG conhecendo o primeiro termo e a razão.

Razão da PG
q=an+1an

Para identificar a razão: cada termo é o anterior multiplicado por $q$.

Soma dos infinitos termos (PG decrescente)
S∞=a11−q,0<q<1

Somente quando a razão está entre 0 e 1; para $q>1$ a soma é infinita.

Fichas completas: termo geral da pg termo geral da pa potencias de mesma base radiciacao

As 3 questões resolvidas na aula

Questão 01 · questão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Resolvida na aulaquestão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Tales é aluno de todos os três cursos do Universo Narrado. As assinaturas anuais custam R1000,00(Lic\co~esdeMatemaˊtica),R 800,00 (Lições de Física) e R350,00(DesvendandoaMatemaˊtica).Secadaalunosemprerecebe50 2500,00; b) R3000,00;c)R 3500,00; d) R4000,00;e)R 4300,00.

  1. Somar as assinaturas anuais: 1000+800+350=2150.
  2. Cada renovação custa metade da anterior: 2150, 12⋅2150, 14⋅2150,…, uma PG de razão 12.
  3. Colocar 2150 em evidência: V∞=2150(1+12+14+⋯ ).
  4. Como 0<q<1, usar S∞=a11−q=11−12=2.
  5. Multiplicar: V∞=2⋅2150=4300.
Resposta: Alternativa e: R$ 4.300,00.

Armadilha: Aplicar a fórmula sem notar que a razão é 1/2 (entre 0 e 1), ou esquecer de multiplicar a soma da PG (que vale 2) pelo 2150 que foi colocado em evidência.

▶ Ver no vídeo (19:48:00)

Questão 02 · exemplo do professor

Resolvida na aulaexemplo do professor

Calcule o 13º termo da sequência 1,2,2,22,…

  1. Identificar a1=1 e razão q=2.
  2. Termo geral: a13=1⋅(2)13−1=(2)12.
  3. Reescrever: (2)12=[(2)2]6=26.
Resposta: a13=64.

Armadilha: Usar expoente n em vez de n−1.

▶ Ver no vídeo (19:55:00)

Questão 03 · exemplo do professor

Resolvida na aulaexemplo do professor

Calcule a soma dos infinitos termos de 2,1,12,14,18,…

  1. Chamar a soma de S e multiplicar por 2: 2S=4+2+1+12+⋯.
  2. A parte após o 4 é a própria soma S, então 2S=4+S.
  3. Resolver: S=4.
  4. Conferir pela fórmula: 21−12=4.
Resposta: S∞=4.

Armadilha: Somar infinitos termos só faz sentido quando a PG é decrescente.

▶ Ver no vídeo (20:05:00)

Erros que derrubam nota em progressão geométrica

  1. 01

    Usar $q^n$ em vez de $q^{n-1}$ no termo geral

    Usar qn em vez de qn−1 no termo geral: o número de multiplicações é sempre uma a menos que a posição do termo.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Aplicar $S_\infty=\dfrac{a_1}{1-q}$ a uma PG crescente

    Aplicar S∞=a11−q a uma PG crescente (q>1), cuja soma é infinita.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Confundir PA e PG

    Confundir PA e PG: na PA soma-se uma razão a cada passo; na PG multiplica-se.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Progressão Geométrica no ENEM

O que é uma progressão geométrica?

É uma sequência em que cada termo é o anterior multiplicado por uma constante chamada razão (q). Por exemplo, 3, 6, 12, 24, 48 tem razão 2.

Por que o termo geral usa $n-1$ no expoente?

Porque, para chegar ao termo de posição n a partir do primeiro, multiplica-se pela razão apenas n−1 vezes. O segundo termo exige uma multiplicação, o terceiro duas, e assim por diante.

Quando é possível somar infinitos termos de uma PG?

Somente quando a PG é decrescente, ou seja, com razão entre 0 e 1. Nesse caso os termos ficam cada vez menores e a soma converge para a11−q. Com q>1, a soma é infinita.

Como calcular a soma de 2 + 1 + 1/2 + 1/4 + ... ?

Aplica-se S∞=a11−q com a1=2 e q=12, o que dá 212=4.

Como achar a razão de uma PG?

Divide-se qualquer termo pelo anterior. Em 1,2,2,22,…, a razão é 2, pois 1⋅2=2 e 2⋅2=2.

Como um desconto de 50% a cada renovação vira uma PG?

Cada pagamento é metade do anterior, então os valores formam uma PG de razão 1/2. Somando todos os pagamentos com a fórmula da soma infinita, o total é o dobro do valor da primeira assinatura.

Preciso decorar as fórmulas de PG?

O professor recomenda entender o raciocínio, que permite reconstruir o termo geral e a soma rapidamente, em vez de apenas memorizar.

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