Esta aula em 27 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Geometria Analítica - Circunferência da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
18:55:00Recapitulação: ponto médio e distância
18:56:00Enunciado: ruas de Lucas e bar do Joaquim
18:59:00Casa de Lucas: interseção das duas retas
19:01:00Falta o bar: como descrever uma circunferência
19:02:00Definição: pontos à mesma distância do centro
19:04:00Primeira equação: centro (3,0) e raio 2
19:06:00Segundo exemplo: centro (0,3) e raio 5
19:09:00Terceiro exemplo: centro (4,3) e raio 1
19:11:00Fórmula geral (x-a)²+(y-b)²=R²
19:13:00Equação da praça: x²+(y-5)²=25
19:17:00Reta × circunferência: x=0 ou x=4
19:20:00Distância final: 7√5/2

Como o ENEM cobra geometria analítica - circunferência

O professor apresenta a questão como uma revisão completa: o ENEM esconde a geometria analítica atrás de um enunciado de contexto (ruas, praça, bar) que o aluno precisa traduzir em retas, circunferência e pontos. A cobrança é combinar várias ferramentas na mesma questão: interseção de retas, equação da circunferência, interseção reta-circunferência e distância entre dois pontos. Ele não cita estatística de recorrência.

Antes desta aula, vale ter em dia:

  • Equação da reta (y = ax + b) e coeficiente angular
  • Distância entre dois pontos (aula anterior de geometria analítica)
  • Teorema de Pitágoras
  • Produtos notáveis e resolução de equações simples

O mapa mental da aula

Mapa mental 'Geometria Analítica: Circunferência' com três deduções da equação da circunferência, a fórmula geral (x-a)²+(y-b)²=R² e a resolução da questão das ruas de Lucas, com resposta (7√5)/2.
Mapa mental da aula 31: Geometria Analítica - Circunferência. Clique para ampliar.

O que o mapa destaca:

  • Dedução com C=(3,0) e R=2: 2² = (x-3)² + (y-0)²
  • Dedução com C=(0,3) e R=5: (x-0)² + (y-3)² = 5²
  • Dedução com C=(4,3) e R=1: (x-4)² + (y-3)² = 1²
  • Fórmula geral em destaque: (x-a)² + (y-b)² = R², com centro C=(a,b)
  • Questão modelo: sistema x² + (y-5)² = 5² e y = 2x, com soluções (0,0) e J=(4,8)
  • Casa de Lucas L=(1/2, 1) e distância d(J,L) = 7√5/2 (alternativa b)

Recapitulação e o enunciado das ruas de Lucas

O professor retoma o que é essencial em geometria analítica: localizar pontos no plano cartesiano, achar o ponto médio de um segmento (que, no fundo, é uma aplicação do teorema de Tales) e calcular a distância entre dois pontos, que nada mais é que o teorema de Pitágoras. Com isso em mãos, passa para a parte mais aprofundada do tema: a equação da circunferência.

A questão modelo descreve o mapeamento de um bairro. A rua de Lucas é dada por y=4x−1 e a rua da namorada dele por y=2x. As duas ruas se interceptam na casa de Lucas. Há ainda uma praça circular de raio 5 e centro em (0,5), e a interseção da rua da namorada com essa praça é o bar do Joaquim, que não está na origem. Pede-se a distância entre a casa de Lucas e o bar do Joaquim.

O professor brinca que o aluno, ao ler isso, provavelmente não entendeu nada, e usa esse ponto para ensinar o método: ler o enunciado aos poucos e ir traduzindo cada frase em contas. Primeiro, desenhar as duas ruas, sem se preocupar com a praça. A reta y=2x passa pela origem, porque em y=ax+b o coeficiente linear b indica onde a reta corta o eixo vertical, e aqui b=0. A reta y=4x−1 corta o eixo vertical em −1 e é mais inclinada, pois seu coeficiente angular (4) é maior que o da outra (2).

▶ Ver este trecho no vídeo (18:55:00)

A casa de Lucas: interseção das duas retas

A primeira frase do enunciado que vira conta é "as ruas se interceptam na casa de Lucas". Chamando esse ponto de L, ele é a solução do sistema formado pelas duas equações: y=4x−1 e y=2x.

O professor subtrai uma equação da outra. Os y se cancelam, 4x−2x dá 2x e o −1 permanece, então 2x−1=0 e x=12. Como y=2x, resulta y=1. Ele lembra que também seria possível substituir x=12 em y=4x−1, obtendo 4⋅12−1=1, e que tanto faz o caminho escolhido.

Portanto a casa de Lucas está em L=(12, 1). O desenho feito à mão nem sempre fica fiel às coordenadas, mas o que vale é o resultado algébrico.

O segundo passo é a frase sobre o bar: a interseção da rua da namorada de Lucas (a reta y=2x) com a praça circular é o bar do Joaquim. Para achar essa interseção é preciso conhecer a equação da praça, ou seja, saber descrever uma circunferência com equações. O professor anuncia que esse é o ponto da aula: construir a equação da circunferência, e a única ferramenta necessária é a fórmula da distância entre dois pontos, já vista no exercício anterior de geometria analítica.

▶ Ver este trecho no vídeo (18:59:00)

O que define uma circunferência e a primeira equação

Para construir a equação, o professor parte de um exemplo: uma circunferência de centro em (3,0) e raio 2. Uma circunferência é o conjunto de todos os pontos que estão a uma mesma distância do centro, e essa distância é o raio. Um ponto qualquer da figura, sem exceção, tem de estar a distância 2 do centro; se a distância de um ponto ao centro for 2, ele pertence à circunferência.

Chamando de P=(x,y) um ponto genérico da circunferência e de C=(3,0) o centro, a condição é d(P,C)=2. A distância entre dois pontos é Δx2+Δy2, onde Δx é a diferença entre os x e Δy a diferença entre os y. Então (x−3)2+(y−0)2=2.

Para eliminar a raiz, eleva-se os dois lados ao quadrado: 22=(x−3)2+(y−0)2. Todo ponto de coordenadas (x,y) que satisfaz essa igualdade pertence à circunferência.

O professor chama atenção para o formato da equação. O 22 é o raio ao quadrado. Os números subtraídos de x e de y são justamente a coordenada x do centro (3) e a coordenada y do centro (0). Se ficou abstrato, ele propõe repetir a mesma conta com outro centro e outro raio, para ver o que muda.

▶ Ver este trecho no vídeo (19:02:00)

Mais dois exemplos: centro (0,3) com raio 5 e centro (4,3) com raio 1

No segundo exemplo, o centro é C=(0,3) e o raio é 5. Qualquer ponto P=(x,y) da circunferência está a distância 5 do centro: Δx2+Δy2=5. Elevando ao quadrado, Δx2+Δy2=52. Com Δx=x−0 e Δy=y−3, a equação é (x−0)2+(y−3)2=52.

O professor testa a equação. Se x=0, o primeiro termo zera e é preciso (y−3)2=25, o que dá y=8, porque 8−3=5. Logo o ponto (0,8) pertence à circunferência, o que é óbvio: partindo do centro em y=3 e subindo cinco unidades chega-se a 8. A equação é chamada de equação da circunferência justamente porque diz quais coordenadas (x,y) pertencem a ela.

No terceiro exemplo, o raio é 1 e o centro é (4,3). O raciocínio é o mesmo: a distância de P=(x,y) ao centro é 1, então (x−4)2+(y−3)2=12.

Em seguida ele generaliza. Se o centro é (a,b) e o raio é R, a equação é (x−a)2+(y−b)2=R2. Ela vale sempre e vem da fórmula de distância entre dois pontos, que por sua vez vem do teorema de Pitágoras: os catetos são Δx e Δy e a hipotenusa é o raio. Ele alerta para nunca esquecer essa origem.

▶ Ver este trecho no vídeo (19:06:00)

A equação da praça e o esboço da situação

Com a fórmula geral, o problema original fica simples de montar. A praça circular tem raio 5 e centro em (0,5), então basta substituir em (x−a)2+(y−b)2=R2: (x−0)2+(y−5)2=52, ou seja, x2+(y−5)2=25. Essa é a equação da praça, que era o que faltava para achar o bar do Joaquim.

O professor então esboça a situação. O centro está em x=0, y=5, e o raio é 5, de modo que a circunferência vai de y=0 a y=10 e passa pela origem. A reta vermelha, y=2x, também passa pela origem. Por isso ela corta a praça em dois pontos: um deles é a origem e o outro é o bar do Joaquim, o ponto que o enunciado descreve como "não está na origem". O enunciado dá a pista justamente para eliminar a solução óbvia.

Para achar a interseção entre a reta vermelha e a circunferência azul é preciso trabalhar com as duas equações ao mesmo tempo, formando um sistema. Ele observa que é nessa etapa que a questão fica difícil: o aluno precisa saber a equação da circunferência para ter alguma chance de achar o ponto J, o bar do Joaquim.

▶ Ver este trecho no vídeo (19:13:00)

Interseção da reta com a circunferência: achando o bar do Joaquim

O sistema é x2+(y−5)2=25 e y=2x. Como a segunda equação já dá y, basta substituir na primeira: x2+(2x−5)2=52.

Desenvolvendo o produto notável, (2x−5)2=4x2−20x+25. A equação fica x2+4x2−20x+25=25. Subtraindo 25 dos dois lados, o termo constante some e resta 5x2=20x.

Essa equação tem duas soluções. A primeira é x=0, que de fato resolve, pois dá 0=0. Com x=0, y=2⋅0=0, ou seja, a origem. O professor comenta que isso confirma algo que o desenho já mostrava: a rua da namorada de Lucas cruza a praça na origem. A segunda possibilidade vale para x≠0: divide-se os dois lados por x e resulta 5x=20, logo x=4. Como y=2x, y=8.

O bar do Joaquim é portanto J=(4,8). A origem aparece como solução porque duas curvas que se cruzam em dois pontos geram duas soluções no sistema, e o enunciado pede a que não é a origem. O professor resume o método de toda a questão: igualar (ou substituir) equações para achar interseções, tanto reta com reta como reta com circunferência.

▶ Ver este trecho no vídeo (19:17:00)

A distância final entre a casa de Lucas e o bar do Joaquim

Com L=(12,1) e J=(4,8), resta a parte fácil: a distância entre dois pontos, d(J,L)=Δx2+Δy2.

A diferença dos y é 8−1=7, então Δy2=72. A diferença dos x é 4−12. Colocando no mesmo denominador, 4=82 e Δx=8−12=72. Logo Δx2=7222=724.

A distância é 72+724. O professor coloca 72 em evidência: 72(1+14). Como 1=44, a soma entre parênteses é 54 e a expressão vira 72⋅54. Os quadrados saem da raiz: 7 sai como 7 e 14 sai como 12, ficando 7⋅125.

O resultado é d=752, que corresponde à alternativa b do enunciado do mapa mental.

Para fechar, ele reforça o que levar da aula: dada uma circunferência de centro (a,b) e raio R, sua equação é (x−a)2+(y−b)2=R2; e, ao igualar a equação da reta com a da circunferência, aparecem dois pontos de interseção, a origem e o bar do Joaquim, e só um deles interessa.

▶ Ver este trecho no vídeo (19:20:00)

As fórmulas desta aula

Distância entre dois pontos
d(P,C)=Δx2+Δy2

Para medir a distância entre dois pontos dadas as coordenadas; vem do teorema de Pitágoras com $\Delta x$ e $\Delta y$ como catetos.

Definição da circunferência
d(P,C)=R

Para testar se um ponto $P$ pertence à circunferência de centro $C$ e raio $R$.

Equação reduzida da circunferência
(x−a)2+(y−b)2=R2

Quando se conhece o centro $(a,b)$ e o raio $R$ e se quer a equação (ou o contrário).

Equação da circunferência de centro (3,0) e raio 2
(x−3)2+(y−0)2=22

Primeiro exemplo da aula, para ver o formato da equação.

Equação da praça (centro (0,5) e raio 5)
x2+(y−5)2=25

Equação usada na questão modelo para achar a interseção com a rua da namorada de Lucas.

Interseção de retas por subtração
{y=4x−1y=2x⇒2x−1=0⇒x=12, y=1

Para achar o ponto onde duas retas se cruzam.

Fichas completas: pitagoras produtos notaveis radiciacao

As 2 questões resolvidas na aula

Questão 01 · questão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Resolvida na aulaquestão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

No mapeamento de um bairro, a rua de Lucas é descrita pela equação y=4x−1, enquanto a rua de sua namorada é descrita pela equação y=2x. Sabe-se que essas ruas se interceptam na casa de Lucas, e que a interseção da rua da namorada de Lucas com a praça circular de raio 5 e centro em (0,5) é no bar do Joaquim, que não está localizado na origem do sistema de coordenadas. A distância entre a casa de Lucas e o bar do Joaquim é igual a: a) 7/2; b) 75/2; c) 5/2; d) 25; e) 45.

  1. Casa de Lucas: resolver y=4x−1 e y=2x; subtraindo, 2x−1=0, x=12 e y=1, logo L=(12,1).
  2. Equação da praça: (x−0)2+(y−5)2=52, isto é, x2+(y−5)2=25.
  3. Substituir y=2x: x2+(2x−5)2=25, que dá 5x2=20x.
  4. Duas soluções: x=0 (origem, descartada pelo enunciado) e, dividindo por x, x=4 e y=8; o bar é J=(4,8).
  5. Distância: d=72+(7/2)2=72⋅54=752.
Resposta: Alternativa b: 752.

Armadilha: Aceitar a solução x=0 (a origem) como bar do Joaquim, ou dividir por x sem perceber que se perde a solução x=0; o enunciado diz que o bar não está na origem.

▶ Ver no vídeo (18:56:00)

Questão 02 · exemplo do professor

Resolvida na aulaexemplo do professor

Escrever a equação das circunferências (a) de centro (3,0) e raio 2; (b) de centro (0,3) e raio 5; (c) de centro (4,3) e raio 1.

  1. Impor d(P,C)=R para um ponto genérico P=(x,y) e elevar ao quadrado.
  2. (a) (x−3)2+(y−0)2=22.
  3. (b) (x−0)2+(y−3)2=52; o ponto (0,8) pertence a ela, pois (8−3)2=25.
  4. (c) (x−4)2+(y−3)2=12.
Resposta: As três equações acima, todas no formato (x−a)2+(y−b)2=R2.

Armadilha: Trocar o sinal da coordenada do centro: na equação entra x−a, então centro (3,0) vira (x−3)2.

▶ Ver no vídeo (19:04:00)

Erros que derrubam nota em geometria analítica - circunferência

  1. 01

    Esquecer que o raio aparece ao quadrado na equação

    Esquecer que o raio aparece ao quadrado na equação da circunferência (o lado direito é R2, não R).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Trocar o sinal das coordenadas do centro ao montar $

    Trocar o sinal das coordenadas do centro ao montar (x−a)2+(y−b)2.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Achar só a solução $x=0$ na interseção e não ver que

    Achar só a solução x=0 na interseção e não ver que a segunda solução (dividindo por x) é a que o enunciado pede.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  4. 04

    Não traduzir o enunciado frase a frase em equações

    Não traduzir o enunciado frase a frase em equações (retas, circunferência, pontos) e travar na leitura.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  5. 05

    Errar a subtração de $4-\tfrac12$ ao calcular $\Delta x$

    Errar a subtração de 4−12 ao calcular Δx (o correto é 72).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Geometria Analítica - Circunferência no ENEM

Qual é a equação de uma circunferência na geometria analítica?

Para centro (a,b) e raio R, é (x−a)2+(y−b)2=R2. Ela diz quais pontos (x,y) pertencem à circunferência: aqueles cuja distância ao centro é R.

De onde vem a equação da circunferência?

Da fórmula de distância entre dois pontos, que vem do teorema de Pitágoras. Impõe-se que a distância de P=(x,y) ao centro seja R e eleva-se os dois lados ao quadrado para eliminar a raiz.

Como achar a interseção entre uma reta e uma circunferência?

Substitua a equação da reta (y em função de x) na equação da circunferência. Resulta uma equação do segundo grau em x cujas soluções dão os pontos de interseção; depois volte à reta para achar os y.

Como achar o ponto onde duas retas se cruzam?

Monte o sistema com as duas equações e resolva por subtração ou substituição. Na aula, y=4x−1 e y=2x dão x=12 e y=1.

Por que a origem aparece como solução na questão das ruas?

Porque a reta y=2x passa pela origem e a praça de centro (0,5) e raio 5 também passa por ela. O enunciado diz que o bar não está na origem, então se descarta x=0 e fica x=4.

Como achar a coordenada de um ponto da circunferência sabendo uma coordenada?

Substitua o valor na equação e resolva para a outra. Com (x−0)2+(y−3)2=52 e x=0, obtém-se y=8, ponto diretamente acima do centro a cinco unidades.

Continue a revisão de Matemática do ENEM