Qual é a fórmula do termo geral da PG?
Pra uma PG de primeiro termo e razão :
Do primeiro termo até a posição n são n−1 multiplicações por q. O que na PA era coeficiente, na PG vira expoente.
Atualizado em ago/2026. Quem te mostra isso é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube. Esta fórmula leva o selo Demonstrável: foi provada a partir do que já estava estabelecido — a pergunta certa é "como chegamos aqui?" Sobre esta classificação: os volumes publicados do Guia cobrem Mecânica (cinemática, dinâmica, energia, gravitação e fluidos) e Matemática básica (aritmética, combinatória e probabilidade) — esta fórmula é de outra área. O selo acima aplica o mesmo critério do livro, e é da equipe do blog. Entenda os selos.
O que significa cada símbolo?
Mesma lógica da PA, trocando soma por multiplicação:
| Símbolo | O que é | Unidade / observação |
|---|---|---|
| o termo da posição n | — | |
| o primeiro termo | — | |
| a posição na sequência | inteiro ≥ 1 | |
| a razão: «K: a_{n+1}/a_n », constante | — |
De onde vem a fórmula?
A pergunta é a mesma da PA: quantos saltos existem do 1º ao enésimo termo? n−1. A diferença é que aqui cada salto MULTIPLICA por q em vez de somar r. Empilha a recorrência :
Cada linha carrega um q a mais no expoente. Na posição n, acumularam-se n−1 fatores.
Você pode estar pensando: “por que a PG cresce tão mais rápido que a PA?” Porque a PA soma a mesma quantidade a cada passo, enquanto a PG multiplica — e multiplicar aplica o crescimento sobre o total já acumulado. A PA anda em linha reta; a PG anda sobre si mesma. É essa diferença que separa o salário que sobe R$ 100 por ano do investimento que rende 10% ao ano.
E repara na simetria com a PA: mesmo esqueleto, operação trocada. É por isso que o logaritmo transforma PG em PA — ele troca multiplicação por soma. Selo Demonstrável.
Quando usar (e quando não)?
Use pra saltar direto a um termo distante, achar a razão entre termos afastados () ou modelar crescimento multiplicativo: juros compostos, meia-vida, contaminação.
Com , a soma infinita converge: — a fórmula por trás da dízima periódica e do paradoxo de Aquiles.
Com q negativo a PG alterna sinais — e o expoente n−1 decide se o termo é positivo ou negativo. E a soma infinita SÓ existe com |q| < 1: aplicá-la com q = 2 produz um número finito pra uma soma que explode. Absurdo na certa.
Exemplo resolvido
Antes da conta, prevê: são 6 saltos multiplicando por 3. Como está entre 700 e 800, e o primeiro termo é 2, o resultado deve ficar perto de 1.500. Se sair 486 ou 4.374, o número de saltos foi contado errado:
Na PG (2, 6, 18, …), qual é o 7º termo?
- Identifica: , razão .
- Termo geral: .
- , logo .
Verificação: bateu com a previsão de ~1.500. Conferindo pelo vizinho: a₆ = 2·3⁵ = 486, e 486 × 3 = 1458 — a recorrência fecha com a fórmula fechada. E se a razão fosse 1/3 em vez de 3? A PG minguaria (2; 0,67; 0,22…) e a soma infinita existiria: . Infinitos termos somando um número finito — só possível porque |q| < 1.
Quais os erros mais comuns?
- 01
Usar n no expoente em vez de n−1
a₇ = 2·3⁷ multiplica um salto a mais e TRIPLICA o resultado — na PG, o erro de índice custa um fator q inteiro.
Como evitar: mesma cerca da PA: n termos, n−1 saltos. Só que aqui cada vão multiplica. - 02
Achar a razão subtraindo
q vem de DIVIDIR termos consecutivos. Subtrair (6 − 2 = 4) inventa uma PA que não existe nos dados.
Como evitar: teste da natureza da sequência: quociente constante → PG; diferença constante → PA. - 03
Usar a soma infinita com |q| ≥ 1
S∞ = a₁/(1−q) só vale quando os termos MÍNGUAM (|q| < 1). Com q = 2 a fórmula dá negativo pra uma soma que cresce sem limite.
Como evitar: antes de S∞, pergunte: os termos estão indo pra zero? Se não, a soma infinita não existe.
FAQ: perguntas sobre o termo geral da PG
Qual é a fórmula do termo geral da PG?
: o primeiro termo multiplicado por q elevado a n−1. São n−1 multiplicações do primeiro termo até a posição n.
Por que o expoente é n−1 e não n?
Porque entre n termos há n−1 saltos multiplicativos. Do 1º ao 7º termo são 6 multiplicações por q.
Como achar a razão de uma PG?
Dividindo termos consecutivos: q = a₂/a₁. Entre termos afastados, — o quociente acumula um q por salto.
Qual a fórmula da soma da PG?
Finita: (q ≠ 1). Infinita, com |q| < 1: .
Onde a PG aparece na vida real?
Em tudo que cresce por fator: juros compostos (q = 1 + i), decaimento radioativo (q = 1/2 por meia-vida), contágio, pirâmides financeiras. Se multiplica, é PG.
Por que a PG cresce tão mais rápido que a PA?
Porque a PA soma sempre a mesma quantidade, enquanto a PG multiplica — aplicando o crescimento sobre o total já acumulado. A PA anda em linha reta; a PG anda sobre si mesma.
Uma PG com termos negativos pode ser crescente?
Pode. Com e , os termos são negativos e vão ficando menos negativos: −8, −4, −2, −1… — a sequência cresce. Sinal e crescimento são coisas independentes.
Por que a soma infinita só existe com |q| < 1?
Porque só assim os termos míngua até zero e a soma converge. Com |q| ≥ 1 os termos não diminuem, a soma cresce sem limite, e aplicar devolve um número sem significado — às vezes até negativo.
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Guia de Fórmulas Explicadas
O índice completo: toda fórmula com origem, selo e exemplo.
Termo geral da PA
A prima aditiva: aₙ = a₁ + (n−1)r.
Juros compostos
M = C(1+i)ⁿ é uma PG com nome de banco.
PG na cinemática
Aquiles, a tartaruga e a soma infinita.
Fórmulas de Matemática
Todas as fichas: álgebra, geometria, trigonometria e mais.