Esta aula em 36 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Amortização e Parcelamento da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
20:58:00Tema: amortização e pagamento parcelado
20:59:00Acrescentar juros: multiplicar por 1,3
21:03:00Dois meses: fator 1,3 ao quadrado
21:05:00Amortização: dividir por 1,3
21:08:00Desconto de 30% não é tirar juros
21:13:00Pagamento parcelado e preço à vista
21:15:00Entrada não tem juros
21:22:00Definição de amortização
21:23:00Questão do celular do James
21:26:00Preço à vista: R$ 5.368
21:30:00Quitação: R$ 4.368
21:31:00Resumo da aula

Como o ENEM cobra amortização e parcelamento

O professor diz que amortização e pagamento parcelado caem muito no Enem e que sempre aparece algo parecido com a questão da aula. Na prática, a questão pede um valor de quitação ou preço à vista de uma compra com entrada e parcelas, com taxa mensal dada, e a armadilha é confundir desconto com retirada de juros ou cobrar juros sobre a entrada.

Antes desta aula, vale ter em dia:

  • Porcentagem: aumento com um único fator (1 + i)
  • Juros compostos (aula anterior)
  • Potenciação

O mapa mental da aula

Mapa mental Revisão, Matemática Financeira, com quatro quadrantes: acréscimo de juros (taxa de 30% a.m.), amortização, pagamento parcelado com a fórmula do preço à vista e a questão do celular com resposta R$ 4.368,00.
Mapa mental da aula 35: Amortização e Parcelamento. Clique para ampliar.

O que o mapa destaca:

  • Acréscimo de juros: multiplicar por 1,3, 1,3 ao quadrado etc. (taxa de 30% a.m.)
  • Amortização: dividir por 1,3 para voltar um mês, por 1,3 ao quadrado para voltar dois
  • Dar desconto não é o mesmo que tirar juros
  • Pagamento parcelado: entrada sem juros e parcelas P1/(1+i), P2/(1+i)^2 etc.
  • Fórmula Pv = E + P1/(1+i) + P2/(1+i)^2 + ... + Pn/(1+i)^n
  • Questão do celular (James Sanchez): 1728 + 1728/1,2 + 1728/1,2^2 = 4.368

Do que trata a aula e por que ela cai

Esta aula aprofunda a matemática financeira vista em juros simples e compostos. O tema é amortização e pagamento parcelado, assunto que, segundo o professor, aparece no Enem com muita frequência, sempre em alguma versão parecida com a que será resolvida ao final.

A proposta é entender de onde vêm as fórmulas em vez de decorá-las. O professor argumenta que, numa prova importante, sob tensão, é normal esquecer uma fórmula; quem entendeu o raciocínio consegue reconstruí-la com o próprio conhecimento, sem depender de memória.

O caminho da aula tem três etapas. Primeiro, como acrescentar juros a um valor, o que se resolve com uma multiplicação, conforme visto na aula de porcentagem. Depois, como tirar juros, que é a amortização propriamente dita e se resolve com uma divisão. Por fim, o pagamento parcelado, que nada mais é do que uma série de amortizações somadas à entrada.

O professor lembra que, na aula de porcentagem, ensinou a calcular um aumento com uma conta só: para um aumento de 50% sobre R1.000,emvezdecalcular501+i$ que aparece adiante parece fórmula solta; com ele, é consequência direta.

▶ Ver este trecho no vídeo (20:58:00)

Acrescentar juros: multiplicar por 1 + i

Com taxa de 30% ao mês, um empréstimo de R1.000vira,apoˊsumme^s,1{,}3 \cdot 1000 = 1300$. O que importa não é o valor, e sim o método: acrescentar 30% é multiplicar por 1,3, em uma única conta, sem calcular os juros separadamente e somar.

Para dois meses, a dívida é multiplicada por 1,3 duas vezes. Com R2.000emprestados,osaldoapoˊsdoismeseseˊ2000 \cdot 1{,}3^2.Oprofessormostraqueissoequivaleapegarovalordeumme^s,1300,emultiplicaˊ−lodenovopor1,3,ouseja,1000 \cdot 1{,}3 \cdot 1{,}3 = 1000 \cdot 1{,}3^2$. Trata-se do mesmo mecanismo dos juros compostos.

A generalização é direta: passado um mês, a dívida é multiplicada por 1,3; passados dois, por 1,32; passados dez, por 1,310. Isso vale para qualquer valor, mesmo um número feio como R4.783:aexpressa~o4783 \cdot 1{,}3^{t}$ já dá o resultado, e a prova não exige calcular a potência.

Em termos gerais, com taxa i e tempo t, o fator de acréscimo é (1+i)t. O professor insiste que o objetivo aqui é dominar o raciocínio de montar a expressão, porque na prova o que se cobra, muitas vezes, é a montagem correta da conta e não o resultado numérico.

▶ Ver este trecho no vídeo (21:02:00)

Amortização: tirar juros dividindo por 1 + i

Agora a situação inversa. Alguém promete pagar R1.300daquiaumme^s,comtaxade30 1.000, e nesse caso ela é quase óbvia, mas o professor quer o método para valores nada óbvios.

Se para acrescentar juros se multiplica por 1,3, para tirar juros se divide por 1,3. Assim, 1300/1,3=1000. Amortizar, portanto, é retirar os juros embutidos em um valor que seria pago no futuro, por causa de um pagamento antecipado.

O mesmo vale para mais de um mês. Se a dívida daqui a dois meses será de R1.690,elafoimultiplicadapor1,3duasvezes;paravoltaraovalordehojeeˊprecisodesfazerosdoisaumentos,dividindopor1{,}3^2.OresultadoeˊR 1.000 de novo. Se a dívida daqui a dois meses for um valor qualquer X, o valor de hoje é X/1,32.

A regra geral: voltar um mês, dividir por 1,3; voltar dois meses, dividir por 1,32; voltar três, por 1,33; voltar dez, por 1,310. O expoente é sempre o número de meses de antecipação, isto é, o número de meses de juros que se retira.

▶ Ver este trecho no vídeo (21:05:00)

Desconto de 30% não é o mesmo que tirar 30% de juros

O professor destaca um erro muito comum. Se a dívida de daqui a um mês é R1.300esequersaberquantovalehoje,eˊtentadordar301300 - 390 = 910$, não 1.000.

A diferença é que o desconto incide sobre o valor final, 1.300, enquanto os 30% de juros foram calculados sobre o valor inicial, 1.000. Para desfazer um acréscimo de 30%, não se subtrai 30% do valor final: divide-se por 1,3. Dar desconto e tirar juros são operações completamente diferentes, embora muita gente as confunda.

O professor observa que, se a dívida fosse realmente reduzida a R910emvezdeR 1.000, ficaria mais leve para quem deve, e por isso o engano é tão tentador. Na prova, a alternativa que corresponde ao desconto simples costuma estar entre as opções, como armadilha para quem não distingue as duas operações.

▶ Ver este trecho no vídeo (21:08:00)

Pagamento parcelado como série de amortizações

Na compra parcelada, por exemplo de uma geladeira, normalmente há uma entrada e, depois, parcelas em datas futuras. O preço à vista é o valor que, pago hoje, equivale a toda essa sequência de pagamentos. Calculá-lo é amortizar cada parcela e somar tudo.

A entrada não tem juros, porque juros só incidem quando há intervalo de tempo, e na entrada não passou tempo algum. Portanto, ela entra no preço à vista pelo valor cheio.

A parcela 1, paga daqui a um mês, já carrega um mês de juros. Para trazê-la ao valor de hoje, divide-se por 1+i. A parcela 2, paga daqui a dois meses, carrega dois meses de juros e é dividida por (1+i)2. A parcela 3 é dividida por (1+i)3, a parcela 4 por (1+i)4, e assim até a parcela n, dividida por (1+i)n. As parcelas podem ser iguais ou diferentes, conforme o combinado com a loja.

Somando tudo, o preço à vista é PV=E+P11+i+P2(1+i)2+⋯+Pn(1+i)n, em que E é a entrada e n o número de parcelas. O professor mostra que essa fórmula grande é só o raciocínio do tópico anterior repetido para cada parcela, e que, mesmo sem lembrá-la, dá para montá-la pensando em quanto tempo de juros cada parcela carrega.

Ele resume: amortização é tirar juros por causa do pagamento antecipado de uma parcela; o valor assim obtido, referido a hoje, é o chamado valor presente.

▶ Ver este trecho no vídeo (21:13:00)

Questão modelo: James quita a dívida do celular

O enunciado: uma loja vende um celular com entrada e mais três parcelas mensais de R$ 1.728. James compra nessas condições, mas no dia do pagamento da primeira parcela, um mês após a compra, decide quitar a dívida. Com taxa de juros de 20% ao mês, quanto ele deve levar nesse dia?

Como aquecimento, o professor calcula o preço à vista: 1728+1728/1,2+1728/1,22+1728/1,23. Com a escolha de números redondos, as parcelas ficam 1.440, 1.200 e 1.000, e o total é R$ 5.368. Esse valor é uma das alternativas e é a resposta de uma pergunta diferente: a pergunta da questão é sobre a quitação um mês depois, não sobre o preço à vista.

No dia da quitação, a entrada já foi paga e deve ser ignorada. A parcela daquele dia é paga normalmente, sem desconto: R1.728.Aparceladome^s2eˊantecipadaemumme^s,enta~operdeumme^sdejuros:1728/1{,}2 = 1440.Aparceladome^s3eˊantecipadaemdoismeses:1728/1{,}2^2 = 1200$.

O total que James deve levar é 1728+1440+1200=4368. A resposta correta é a alternativa b, R$ 4.368,00.

▶ Ver este trecho no vídeo (21:23:00)

As fórmulas desta aula

Acréscimo de juros
Vf=V0 (1+i)t

Para levar um valor de hoje até daqui a t períodos, acrescentando os juros.

Amortização (tirar juros)
V0=Vf(1+i)t

Para trazer a hoje um valor que seria pago daqui a t períodos; t é o número de meses de antecipação.

Preço à vista (valor presente)
PV=E+P11+i+P2(1+i)2+⋯+Pn(1+i)n

Compra com entrada e n parcelas em datas futuras: soma da entrada com cada parcela amortizada.

Fichas completas: valor presente juros compostos juros simples

As 3 questões resolvidas na aula

Questão 01 · questão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Resolvida na aulaquestão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Uma loja vende um aparelho celular com pagamento feito da seguinte maneira: entrada e mais 3 parcelas mensais de R1728,00.JamesSanchezcompraocelularnessascondic\co~es.Noentanto,nodiadopagamentodaprimeiraparcela(1me^sapoˊsacompra),eledecidequitarsuadıˊvida.Sabendoqueataxadejurosmensalcobradapelalojaeˊde20 4320,00 b) R4368,00c)R 4680,00 d) R5184,00e)R 5368,00

  1. A entrada já foi paga e não entra na conta.
  2. A parcela do dia (mês 1) é paga cheia: 1728.
  3. A parcela do mês 2 é antecipada em 1 mês: 1728/1,2 = 1440.
  4. A parcela do mês 3 é antecipada em 2 meses: 1728/1,2^2 = 1200.
  5. Soma: 1728 + 1440 + 1200 = 4368.
Resposta: Alternativa (b), R$ 4.368,00 (resposta assinalada no mapa mental).

Armadilha: R$ 5.368,00 (alternativa e) é o preço à vista com a entrada e as três parcelas amortizadas, não o valor de quitação; e pagar 3 x 1728 sem tirar os juros também erra.

▶ Ver no vídeo (21:23:00)

Questão 02 · exemplo do professor

Resolvida na aulaexemplo do professor

Preço à vista do mesmo celular (entrada e 3 parcelas de R$ 1728, taxa de 20% ao mês).

  1. Entrada: 1728, sem juros.
  2. Parcela 1: 1728/1,2 = 1440.
  3. Parcela 2: 1728/1,2^2 = 1200.
  4. Parcela 3: 1728/1,2^3 = 1000.
  5. Soma: 1728 + 1440 + 1200 + 1000 = 5368.
Resposta: R$ 5.368,00 (alternativa (e) da questão do mapa).

Armadilha: Aplicar juros também à entrada, ou usar o mesmo expoente para todas as parcelas.

▶ Ver no vídeo (21:25:00)

Questão 03 · exemplo do professor

Resolvida na aulaexemplo do professor

A dívida daqui a dois meses será de R$ 1.690, com taxa de 30% ao mês. Quanto vale hoje?

  1. Dois meses de juros embutidos.
  2. Dividir por 1,3 ao quadrado: 1690/1,69 = 1000.
Resposta: R$ 1.000

Armadilha: Tirar 2 x 30% = 60% da dívida, ou dividir por 1,3 só uma vez.

▶ Ver no vídeo (21:11:00)

Erros que derrubam nota em amortização e parcelamento

  1. 01

    Confundir dar 30% de desconto com tirar 30% de juros

    Confundir dar 30% de desconto com tirar 30% de juros: 1300 - 390 = 910, e o certo é 1300/1,3 = 1000.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Cobrar juros sobre a entrada, que não tem juros porque não

    Cobrar juros sobre a entrada, que não tem juros porque não passou tempo.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Usar o mesmo expoente em todas as parcelas; o expoente é

    Usar o mesmo expoente em todas as parcelas; o expoente é o número de meses de antecipação de cada uma.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  4. 04

    Pagar a soma das parcelas na quitação antecipada, sem tirar

    Pagar a soma das parcelas na quitação antecipada, sem tirar os juros embutidos.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  5. 05

    Multiplicar em vez de dividir ao voltar no tempo

    Multiplicar em vez de dividir ao voltar no tempo.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Amortização e Parcelamento no ENEM

O que é amortização em matemática financeira?

É retirar os juros embutidos em um valor a ser pago no futuro, por causa de um pagamento antecipado. Na prática, divide-se o valor por (1 + i) elevado ao número de meses de antecipação.

Por que dividir por 1 + i em vez de dar o desconto da taxa?

Porque os juros foram calculados sobre o valor inicial, e não sobre o final. Para desfazer um acréscimo de 30%, divide-se por 1,3; subtrair 30% do valor final dá um número menor que o correto (910 em vez de 1.000, no exemplo).

A entrada tem juros?

Não. Juros só existem quando passa tempo, e a entrada é paga na hora. Ela entra no preço à vista pelo valor cheio.

Como calcular o preço à vista de uma compra parcelada?

Soma-se a entrada com cada parcela dividida por (1 + i) elevado ao mês em que é paga: P1/(1+i), P2/(1+i)^2 e assim por diante, até a n-ésima parcela.

Como calcular o valor de quitação antecipada de um parcelamento?

Paga-se integralmente a parcela do dia e amortiza-se cada parcela restante pelo número de meses que ela está sendo antecipada. No exemplo do celular, 1728 + 1728/1,2 + 1728/1,2^2 = 4.368.

É preciso decorar a fórmula do valor presente?

Não. O professor defende que basta lembrar que acrescentar juros é multiplicar por 1 + i e que tirar juros é dividir, com expoente igual ao número de meses; a fórmula sai do raciocínio.

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