Esta aula em 13 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Funções da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
04:17:00Questão modelo: potência do motor × velocidade
04:18:00Função afim: gráfico é uma reta
04:19:00Coeficiente angular a: crescente ou decrescente
04:20:00Coeficiente linear b: corte no eixo y
04:22:00Função quadrática e concavidade da parábola
04:23:00Termo c: onde a parábola corta o eixo y
04:25:00Função exponencial com base maior que 1
04:26:00Toda exponencial passa por (0, 1)
04:27:00Base entre 0 e 1: decaimento exponencial
04:28:00De volta à questão: não dá para cravar
04:29:00Resposta: relação não linear

Como o ENEM cobra funções

O professor diz que a questão modelo é "bem tranquila" e serve só de pretexto para recordar conceitos. Na prática, a aula mostra o ENEM pedindo que o aluno interprete um gráfico e decida que tipo de relação ele representa, com a pegadinha de que um pedaço de curva pode ser parábola, exponencial ou outra coisa. Não há estatística de recorrência na aula.

Antes desta aula, vale ter em dia:

  • Plano cartesiano (eixos x e y)
  • Potência com expoente zero e expoente negativo/fracionário simples
  • Grandezas diretamente proporcionais e regra de três (aulas anteriores)

O mapa mental da aula

Mapa mental amarelo 'Funções' com os gráficos de linear (a>0 e a<0), quadrática (a>0 e a<0, com c no eixo y) e exponencial (a>1 e 0<a<1, passando por 1), além da questão modelo sobre potência do motor × velocidade.
Mapa mental da aula 8: Funções. Clique para ampliar.

O que o mapa destaca:

  • Linear f(x)=ax+b: reta crescente (a>0) ou decrescente (a<0), b é o corte no eixo y
  • Quadrática f(x)=ax²+bx+c: parábola com concavidade para cima (a>0) ou para baixo (a<0)
  • Na quadrática, c marca o corte no eixo y
  • Exponencial f(x)=aˣ: crescente se a>1, decrescente se 0<a<1
  • Toda exponencial passa pelo ponto (0, 1)
  • Questão modelo: gráfico P(kW) × v(m/s); linear descartada, quadrática e exponencial possíveis, logarítmica descartada, gabarito E (não linear)

A questão modelo e o propósito da aula

A aula parte de uma questão que o próprio professor chama de bem tranquila, usada apenas como pretexto para recordar conceitos importantes sobre funções e as propriedades de seus gráficos.

O enunciado apresenta um engenheiro automobilístico que testa um novo modelo de carro. Ele mede a potência dissipada pelo motor em função da velocidade do carro e registra os dados em um gráfico. A partir dele, o engenheiro conclui que a potência e a velocidade se relacionam de uma entre cinco formas: linear, quadrática, exponencial, logarítmica ou não linear.

Antes de responder, o professor propõe recordar as funções mais relevantes e os seus gráficos: a linear (afim), a quadrática e a exponencial. A ideia é que, conhecendo o que cada parâmetro faz no desenho da curva, o aluno consiga analisar com critério o gráfico da questão e não apenas "no olho". Só depois de revisar a teoria ele volta ao enunciado, que será resolvido no final da aula.

Vale notar que o gráfico do problema aparece apenas como um pequeno desenho, sem valores numéricos lidos em voz alta, e é isso que torna a questão uma boa ocasião para discutir o que um gráfico permite concluir e o que não permite.

▶ Ver este trecho no vídeo (04:17:00)

Função afim: reta, coeficiente angular e coeficiente linear

A função linear, mais corretamente chamada de função do primeiro grau ou função afim, tem esse nome porque o seu gráfico é uma reta. Ela é escrita como f(x)=ax+b (ou y=ax+b), e é definida por apenas dois parâmetros: a e b.

O parâmetro a é o termo que multiplica o x e se chama coeficiente angular. Ele está ligado à inclinação da reta e diz se a função cresce ou decresce. Se a>0, a função é sempre crescente: quando x aumenta, y também aumenta. Se a<0, a função é sempre decrescente: quando x aumenta, y diminui. Além disso, quanto maior o valor de a, mais inclinado é o gráfico.

O parâmetro b é o coeficiente linear e indica onde a reta corta o eixo vertical. A razão é simples: o corte no eixo y acontece quando x=0, e então f(0)=a⋅0+b=b. Isso vale tanto para a reta crescente quanto para a decrescente.

O professor faz uma observação sobre nomenclatura: em rigor, a função só se chama "linear" quando b=0, e quando b≠0 o nome correto é função afim ou função do primeiro grau. Ele considera essa distinção pouco relevante para a prova. O que importa é lembrar que o gráfico é uma reta e que a e b têm os papéis descritos acima.

▶ Ver este trecho no vídeo (04:18:00)

Função quadrática: parábola, concavidade e corte no eixo vertical

A função quadrática, ou função do segundo grau, é dada por f(x)=ax2+bx+c. Ela tem três parâmetros, a, b e c, e o seu gráfico é sempre uma parábola.

A parábola pode ter a concavidade (a abertura, "a boca") voltada para cima ou para baixo, e quem decide isso é o a, o termo que multiplica x2. Se a>0, a concavidade é sempre para cima; se a<0, é sempre para baixo.

O termo independente c indica onde a curva corta o eixo vertical. Quando x=0, os termos com x se anulam e f(0)=c. Portanto o ponto em que a parábola cruza o eixo y tem ordenada c, não importando como ela esteja posicionada.

Sobre o parâmetro b, o professor diz que ele é menos relevante: seria possível discutir o seu significado geométrico, mas isso é secundário para o que a aula pretende. O resumo que ele deixa é: o gráfico é uma parábola; a define a concavidade (positivo para cima, negativo para baixo); c define o corte no eixo vertical.

▶ Ver este trecho no vídeo (04:22:00)

Função exponencial: base maior que 1, base entre 0 e 1 e o ponto (0, 1)

A função exponencial é dada por f(x)=ax. O professor avisa que não vai entrar nos detalhes de quais valores de a são permitidos e discute os dois casos que interessam: a>1 e 0<a<1.

Quando a>1, a função é crescente. Com f(x)=2x, tem-se x=1 dando 2, x=2 dando 4, x=3 dando 8 e x=4 dando 16: os valores só crescem, e cada vez mais depressa. Um erro natural é achar que o ponto onde a curva toca o eixo y é o próprio a. Na verdade, quando x=0 tem-se f(0)=a0=1, pois qualquer número (diferente de zero) elevado a zero vale 1. Logo toda função exponencial, para qualquer base, cruza o eixo vertical no ponto de ordenada 1.

Quando 0<a<1, o comportamento se inverte. Com f(x)=(12)x, o valor em x=0 continua sendo 1, mas em x=1 vale 0,5 e em x=2 vale 14=0,25. Ou seja, x aumenta e y diminui: a função é decrescente, e o gráfico vem descendo, cada vez mais devagar, e sempre cruza o eixo y em 1.

O resumo do professor é que a exponencial pode representar um crescimento exponencial ou um decaimento exponencial, conforme a base seja maior que 1 ou esteja entre 0 e 1.

▶ Ver este trecho no vídeo (04:25:00)

De volta à questão: por que o gráfico não permite cravar o tipo de função

Com as três famílias revisadas, o professor volta ao gráfico do motor. A tentação é dizer que se trata de um crescimento exponencial, mas ele pergunta: quem garante isso? O pedaço de curva desenhado poderia perfeitamente ser um trecho de parábola, e ele mesmo desenha uma parábola passando pelos mesmos pontos para mostrar que nada o impede.

A conclusão é que, a olho nu, com apenas um trecho do gráfico, é muito difícil identificar o tipo de curva. A exceção é a reta, que é fácil de reconhecer. Fora isso, o gráfico pode fazer qualquer coisa fora do pedaço que se vê: pode mudar de comportamento adiante.

Passando pelas alternativas: a relação linear não vale, porque o gráfico não é uma reta. A quadrática pode ser, mas não há como ter certeza. A exponencial também pode ser, sem certeza. A logarítmica nem foi discutida, pois o professor julga a função logarítmica mais sofisticada e pouco provável de aparecer. Resta a alternativa de que as grandezas se relacionam de forma não linear, que é a única afirmação segura.

Na continuação, no início da aula seguinte, o professor reforça que uma relação linear é a de grandezas diretamente proporcionais (reta passando pela origem, como na regra de três) e que qualquer outra relação é chamada não linear.

▶ Ver este trecho no vídeo (04:28:00)

As fórmulas desta aula

Função afim
f(x)=ax+b

Para relações cujo gráfico é uma reta; a dá a inclinação e b o corte no eixo y.

Função quadrática
f(x)=ax2+bx+c

Para gráficos em forma de parábola; a define a concavidade e c o corte no eixo y.

Função exponencial
f(x)=ax

Para crescimento (a>1) ou decaimento (0<a<1) exponencial; o gráfico sempre passa por (0, 1).

Valor em x = 0
f(0)=b (afim),f(0)=c (quadraˊtica),f(0)=1 (exponencial)

Para identificar o ponto em que o gráfico corta o eixo vertical.

Fichas completas: potencia potencias de mesma base proporcao vertice da parabola bhaskara

As 1 questões resolvidas na aula

Questão 01 · questão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Resolvida na aulaquestão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Um engenheiro automobilístico está fazendo alguns testes em um novo modelo de carro, no qual ele mede a potência dissipada pelo motor em função da velocidade do carro, obtendo os dados indicados no gráfico (P em kW × v em m/s; curva crescente que sobe cada vez mais depressa). De acordo com o gráfico obtido, o engenheiro concluiu que a potência e a velocidade no novo modelo de automóvel são grandezas que: a) se relacionam de forma linear. b) se relacionam de forma quadrática. c) se relacionam de forma exponencial. d) se relacionam de forma logarítmica. e) se relacionam de forma não-linear.

  1. Revisar as propriedades das funções afim, quadrática e exponencial e de seus gráficos.
  2. Observar que o gráfico não é uma reta, então a relação não é linear.
  3. Notar que o trecho desenhado poderia ser um pedaço de parábola ou de exponencial, sem como cravar qual.
  4. Descartar a logarítmica, que o professor julga improvável e não analisa.
  5. Concluir que a única afirmação segura é que a relação é não linear.
Resposta: E: se relacionam de forma não-linear.

Armadilha: Ver um trecho crescente e declarar "exponencial" sem prova; um pedaço de parábola é indistinguível a olho nu.

▶ Ver no vídeo (04:17:00)

Erros que derrubam nota em funções

  1. 01

    Achar que a exponencial corta o eixo y em a; ela corta

    Achar que a exponencial corta o eixo y em a; ela corta sempre em 1, pois a elevado a 0 vale 1.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Dizer que uma curva crescente desenhada é exponencial só

    Dizer que uma curva crescente desenhada é exponencial só pela aparência, sem saber o que ocorre fora do trecho visto.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Esquecer que, na exponencial de base entre 0 e 1, a função é

    Esquecer que, na exponencial de base entre 0 e 1, a função é decrescente.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  4. 04

    Confundir o papel de a e de b na função afim

    Confundir o papel de a e de b na função afim (a é a inclinação, b é o corte no eixo y).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  5. 05

    Achar que o b da quadrática é onde a parábola corta o eixo

    Achar que o b da quadrática é onde a parábola corta o eixo vertical; quem faz isso é o c.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Funções no ENEM

Como saber se uma função afim é crescente ou decrescente?

Olhe o sinal do coeficiente angular a. Se a é positivo, a função é crescente; se é negativo, é decrescente. Quanto maior o valor de a, mais inclinada é a reta.

Onde o gráfico de f(x) = ax + b corta o eixo vertical?

No ponto de ordenada b. O corte no eixo y ocorre quando x é zero, e nesse caso f(0) = b.

O que define a concavidade de uma parábola?

O sinal do coeficiente a de x². Se a é positivo, a concavidade é para cima; se é negativo, é para baixo. O termo c, por sua vez, indica onde a parábola corta o eixo y.

Por que toda função exponencial passa pelo ponto (0, 1)?

Porque, para x = 0, f(0) = a elevado a 0, e qualquer número diferente de zero elevado a zero vale 1. Isso vale para qualquer base, seja maior que 1 ou entre 0 e 1.

O que acontece com a função exponencial quando a base está entre 0 e 1?

Ela é decrescente. Com base 1/2, por exemplo, f(1) = 0,5 e f(2) = 0,25: x aumenta e y diminui. O gráfico ainda cruza o eixo y em 1.

Dá para descobrir o tipo de função olhando só um pedaço do gráfico?

Em geral, não. Só a reta é fácil de reconhecer. Um trecho crescente pode ser parte de uma parábola, de uma exponencial ou de outra curva, e por isso muitas questões só permitem concluir que a relação é não linear.

Qual a diferença entre função linear e função afim?

Em rigor, linear é a função com b igual a zero, e afim (ou do primeiro grau) quando b é diferente de zero. O professor diz que essa distinção de nome é pouco relevante para a prova; o gráfico é uma reta nos dois casos.

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