Qual é a fórmula dos juros simples?

Para um capital C aplicado à taxa i por período, durante t períodos:

Juros simples
J=Cit

Os juros são proporcionais ao capital, à taxa e ao tempo — todos ao mesmo tempo, e todos linearmente.

Montante
M=C+J=C(1+it)

O montante é o capital mais os juros. Repara: o tempo multiplica, não eleva — é o que separa simples de composto.

Atualizado em ago/2026. Quem te mostra isso é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube. Esta fórmula leva o selo Demonstrável: foi provada a partir do que já estava estabelecido — a pergunta certa é "como chegamos aqui?" Esta é uma das equações já classificadas nos volumes publicados do Guia de Fórmulas Explicadas.

O que significa cada símbolo?

A taxa em decimal e o tempo na mesma unidade dela — as duas armadilhas de sempre:

SímboloO que éUnidade / observação
Jjuros geradosR$
Ccapital inicialR$
itaxa por período, em decimal (2% → 0,02)por período
tnúmero de períodos, na unidade da taxameses, anos…

De onde vem a fórmula?

A pergunta é: como chegamos aqui? Pela definição do regime. Nos juros simples, cada período rende a mesma quantia: a taxa aplicada sobre o capital inicial, Ci. Nada de juros sobre juros.

Se cada período rende Ci e são t períodos, o total é a soma de t parcelas iguais — o que é uma multiplicação:

Dedução · t parcelas iguais
J=Ci+Ci++Cit vezes=Cit

Todo período rende o mesmo, porque a base de cálculo nunca muda. Somar t parcelas iguais é multiplicar por t.

Repara na estrutura: o montante cresce somando sempre a mesma quantia, o que faz dele uma progressão aritmética de razão Ci. O gráfico é uma reta. Já os juros compostos multiplicam por (1+i) a cada período, formando uma PG — e o gráfico é uma exponencial. Você pode estar pensando: “se os compostos rendem mais, por que os simples existem?” Porque em prazos curtos a diferença é ínfima, e porque há situações contratuais em que se convenciona esse regime. Mas seja honesto sobre a realidade brasileira: praticamente todo produto financeiro real usa juros compostos. Os simples vivem mais em prova que em banco. Selo Demonstrável: é a definição do regime somada t vezes.

Porcentagem e matemática financeira: a trilha

Quando usar (e quando não)?

Use quando o enunciado disser explicitamente “juros simples” — e só nesse caso. Na dúvida sobre o regime, olhe a estrutura: se a base de cálculo é sempre o capital inicial, é simples; se é o saldo atualizado, é composto.

A conversão de taxa aqui é fácil, ao contrário dos compostos: taxa de 1% ao mês equivale a 12% ao ano nos juros simples, porque tudo é proporcional. Nos compostos isso seria falso.

A taxa entra em DECIMAL: 5% é 0,05, não 5. E o tempo tem que estar na mesma unidade da taxa — taxa ao mês pede tempo em meses. Esses dois deslizes respondem pela maioria dos erros do assunto.

Exemplo resolvido

Antes da conta, prevê: 2% de R$ 1.000 é R$ 20 por mês. Em 3 meses, nos juros simples, são exatamente 3 × R$ 20 = R$ 60. Vamos confirmar e comparar com o regime composto:

🪖 BásicoSimples contra composto, lado a lado

R$ 1.000 aplicados a 2% ao mês por 3 meses, em juros simples. Qual o montante? Quanto seria em juros compostos?

  1. Simples: J=Cit=10000,023=60.
  2. M=1000+60=R$1.060,00.
  3. Compostos: M=1000(1,02)3R$1.061,21.
  4. Diferença em 3 meses: R$1,21.
Simples: R$1.060,00 · Compostos: R$1.061,21

Verificação: bateu com a previsão dos R$ 60 exatos. A diferença de R$ 1,21 parece desprezível — e em três meses é mesmo. E se fossem 30 anos (360 meses)? Nos simples: 10000,02360=R$7.200 de juros, montante de R$ 8.200. Nos compostos: mais de R$ 1,2 milhão. O mesmo capital, a mesma taxa, e uma diferença de 150 vezes — só pela estrutura de cálculo.

Quais os erros mais comuns?

  1. 01

    Usar a taxa em porcentagem

    i = 5 em vez de 0,05 multiplica os juros por cem. É o erro mais destrutivo da matemática financeira.

    Como evitar: divida o percentual por 100 antes de substituir. Sempre.
  2. 02

    Descasar taxa e tempo

    Taxa ao mês com tempo em anos erra por um fator de 12. E o inverso, por 1/12.

    Como evitar: padronize antes: se a taxa é mensal, o tempo vai em meses.
  3. 03

    Confundir juros com montante

    J são só os juros; M é capital mais juros. Responder R$ 60 quando a pergunta pede o montante perde a questão inteira.

    Como evitar: leia o que se pede: “quanto rendeu” é J; “quanto tem no fim” é M.

FAQ: perguntas sobre os juros simples

Qual é a fórmula dos juros simples?

J=Cit, com a taxa em decimal e o tempo na mesma unidade dela. O montante é M=C(1+it).

Qual a diferença entre juros simples e compostos?

Nos simples a taxa incide sempre sobre o capital inicial, e o crescimento é linear (uma PA). Nos compostos incide sobre o saldo atualizado, e o crescimento é exponencial (uma PG).

Por que os juros simples formam uma PA?

Porque cada período acrescenta a mesma quantia, Ci. Somar sempre o mesmo valor é exatamente a definição de progressão aritmética — e por isso o gráfico é uma reta.

Como converter taxa nos juros simples?

Proporcionalmente: 1% ao mês equivale a 12% ao ano. Isso só vale no regime simples — nos compostos a conversão é por potência.

Qual regime é usado no Brasil?

Praticamente todo produto financeiro real usa juros compostos: cartão, financiamento, poupança, investimentos. Os juros simples aparecem sobretudo em provas e em algumas convenções contratuais.

Em que prazo a diferença entre os regimes fica grande?

Rapidamente. Em 3 meses a 2% ao mês a diferença é de R$ 1,21 sobre mil reais; em 30 anos, o composto chega a mais de R$ 1,2 milhão contra R$ 8.200 do simples.

Como achar o tempo ou a taxa pela fórmula?

Isolando: t=J/(Ci) ou i=J/(Ct). Como tudo é linear, não é preciso logaritmo — diferente dos compostos.

A taxa precisa estar em decimal?

Precisa. 5% entra como 0,05. Usar 5 direto multiplica o resultado por cem.

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