Esta aula em 52 minutos: o índice
Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Sólidos (Geometria Espacial) da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.
| No vídeo | O que acontece |
|---|---|
| 17:32:00 | Abertura: inscrição de sólidos |
| 17:33:00 | Cubo e esfera: o que é inscrito |
| 17:37:00 | Cubo dentro da esfera: 2R = a√3 |
| 17:41:00 | Exemplo numérico: volume da esfera circunscrita |
| 17:46:00 | Cone e esfera inscrita: semelhança |
| 17:54:00 | Cone dentro da esfera: Pitágoras |
| 18:00:00 | Cilindro dentro da esfera |
| 18:03:00 | Esfera dentro do cilindro equilátero |
| 18:06:00 | Cubo e octaedro regular |
| 18:14:00 | Questão: prisma hexagonal na esfera |
Como o ENEM cobra sólidos (geometria espacial)
O professor não cita estatísticas de recorrência. Na prática, a aula mostra que o ENEM cobra a combinação de dois sólidos num mesmo problema: dado um raio ou uma aresta, pede-se o volume ou a medida do outro sólido. Ele afirma que não há fórmula pronta para decorar: cada caso se resolve ligando os pontos de contato e montando um triângulo retângulo. O hexágono regular, dividido em seis triângulos equiláteros, aparece como polígono recorrente.
Antes desta aula, vale ter em dia:
- Volume e diagonal do cubo e do paralelepípedo (aula de prismas)
- Volume da esfera e do cilindro
- Teorema de Pitágoras e triângulo 3-4-5
- Semelhança de triângulos
- Área do triângulo equilátero e do hexágono regular
O mapa mental da aula

O que o mapa destaca:
- Cubo e esfera: a = 2r (esfera inscrita) e 2R = a√3 (esfera circunscrita); exemplo r = 3 com V = 108π√3
- Cone e esfera: com Rc = 6 e h = 8, Re = 3 (semelhança); com Rc = 12 e h = 18, Re = 13 (Pitágoras)
- Cilindro e esfera: com Rc = 4 e h = 6, R = 5; esfera inscrita exige cilindro equilátero (h = 2R)
- Cubo e octaedro: aresta do cubo a = 4 dá aresta do octaedro x = 2√2
- Questão modelo: prisma hexagonal regular inscrito em esfera de raio 2, altura 2√3, volume 9
O material completo da aula, com os exercícios, para imprimir e revisar.
O que é inscrever um sólido em outro
A aula fecha a geometria espacial juntando o que já foi estudado: cilindro, cone, esfera, prisma e pirâmide. A ideia é colocar um sólido dentro do outro e estabelecer relações entre as medidas, como diâmetros, lados e arestas. Qualquer sólido pode ser inscrito em qualquer outro, mas o professor trabalha os casos mais clássicos: cubo e esfera, cone e esfera e cilindro e esfera, e depois um caso mais específico, cubo e octaedro.
A definição de inscrição é difícil de dar de forma rigorosa, mas pode ser imaginada assim: o sólido de dentro toca o de fora no limite, tangenciando todas as faces. Se a esfera estiver dentro do cubo e for aumentada um pouco, ela passa para fora do cubo; logo, só está inscrita quando está no tamanho máximo. Uma esfera que apenas está lá dentro, sem encostar, não está inscrita.
O método é o mesmo em todos os casos. Primeiro, identificar os pontos onde os sólidos se tocam. Depois, ligar esses pontos, de preferência passando pelo centro, e reconhecer o segmento em cada sólido: o mesmo segmento pode ser um diâmetro para a esfera e uma diagonal para o cubo. Por fim, igualar as duas leituras. O professor insiste que é preciso treinar a visualização em três dimensões e que não adianta decorar fórmulas: elas saem do desenho.
Cubo e esfera
Esfera dentro do cubo. A esfera toca o cubo no centro de cada face. Ligando os centros de duas faces opostas passando pelo centro da esfera, o segmento mede a (a aresta) quando visto pelo cubo e mede o diâmetro, 2r, quando visto pela esfera. Logo, a = 2r. Se for dada a aresta, acha-se o raio, e vice-versa.
Cubo dentro da esfera. Agora o contato acontece nos vértices, e os pontos médios das faces não tocam a esfera. Ligando dois vértices opostos, o segmento é um diâmetro da esfera, 2R (R maiúsculo, o raio da esfera grande, circunscrita), e é também a diagonal do cubo. Como a diagonal do cubo é a√3 (resultado da aula de prismas, obtido com dois Pitágoras), tem-se 2R = a√3.
Exemplo numérico. Uma esfera de raio r = 3 está inscrita num cubo, e esse cubo está inscrito numa esfera maior; pede-se o volume da esfera grande. Com a = 2r, a aresta é 2 · 3 = 6. Depois, 2R = a√3 = 6√3, e portanto R = 3√3. O volume é V = (4/3)πR³ = (4/3)π(3√3)³. Escrevendo (3√3) · (3√3) · (3√3), o fator 3 do denominador simplifica com um dos 3, sobra 4 · 3 · 3 = 36 e os três √3 dão 3√3, de modo que V = 36 · 3 · √3 · π = 108π√3. O professor avisa que se trata de usar as duas relações em sequência: primeiro a = 2r, depois 2R = a√3.
Cone e esfera
O cone é mais trabalhoso porque tem três medidas (raio da base, altura e geratriz), enquanto o cubo só tem aresta e a esfera só tem raio. A aula usa apenas cones retos. O professor lembra que, na prática, o problema se reduz a duas dimensões: um corte pelo eixo mostra um triângulo isósceles com uma circunferência inscrita.
Esfera dentro do cone (Rc = 6, h = 8, procura-se Re). Chame o raio da esfera de x. O centro fica a distância x da base, então do vértice ao centro tem-se 8 − x. A hipotenusa do triângulo retângulo grande (altura 8 e raio 6) é 10, pois é o triângulo 3-4-5 multiplicado por 2. Como a reta do cone é tangente à esfera, o raio até o ponto de tangência forma 90°. Surge um triângulo pequeno, com ângulos θ, 90° e α, semelhante ao grande. Relacionando o lado oposto a θ e a hipotenusa: x/6 = (8 − x)/10, que simplificado por 2 fica x/3 = (8 − x)/5, logo 5x = 24 − 3x, 8x = 24 e x = 3. Não há fórmula; usa-se semelhança.
Cone dentro da esfera (Rc = 12, h = 18, procura-se R). Aqui não há triângulos semelhantes, então usa-se Pitágoras. O centro da esfera está sobre o eixo, a R do vértice, logo a 18 − R da base. No triângulo retângulo formado pelo centro, o centro da base e um ponto da borda da base: R² = 12² + (18 − R)². Desenvolvendo, R² = 144 + 324 − 36R + R², o R² cancela e 36R = 468, portanto R = 13.
Cilindro e esfera
Cilindro dentro da esfera (raio da base 4, altura 6, procura-se R). Ligam-se uma extremidade superior do cilindro à extremidade oposta inferior: o segmento passa pelo centro e é um diâmetro da esfera, 2R. Fecha-se um triângulo retângulo cujos catetos são a altura do cilindro, 6, e o diâmetro da base, 2 · 4 = 8. Trata-se de novo de um 3-4-5 multiplicado por 2, com hipotenusa 10. Então 2R = 10 e R = 5.
Esfera dentro do cilindro. Agora o professor não dá valores, porque quer mostrar as relações gerais. Medindo de lado a lado na altura do centro, o segmento é o diâmetro da esfera e também o diâmetro do cilindro: o raio do cilindro é igual ao raio da esfera, e chamam-se ambos de R. Medindo de topo a base, o segmento é a altura do cilindro e também o diâmetro da esfera, 2R. Logo h = 2R.
Um cilindro com h = 2R é um cilindro equilátero: um corte pelo eixo dá um quadrado. Portanto, para uma esfera poder ser inscrita num cilindro, o cilindro precisa ser equilátero. Já no caso contrário, o cilindro dentro da esfera, não há essa exigência. O professor ressalta que não é para decorar o nome: basta o desenho, em que se vê o quadrado.
Cubo e octaedro regular
Caso menos típico, tratado como aprofundamento. O octaedro regular tem todas as arestas iguais e pode ser visto como duas pirâmides quadradas coladas pela base, uma de bico para cima e outra de bico para baixo. Para inscrevê-lo no cubo, marcam-se os centros das seis faces do cubo e ligam-se centro com centro: esses são os vértices do octaedro. O quadrado formado pelos centros das quatro faces laterais é a base comum das duas pirâmides.
A visualização mais simples é a vista de cima. O cubo aparece como um quadrado ABCD de lado a, e os centros E, F, G, H das faces laterais ficam nos pontos médios dos lados, formando um outro quadrado dentro do primeiro. O lado desse quadrado interno é a aresta x do octaedro.
Com a = 4, cada metade de lado do quadrado externo mede 2. O lado do quadrado interno é a hipotenusa de um triângulo retângulo isósceles de catetos 2 e 2, isto é, a diagonal de um quadrado de lado 2. Por Pitágoras, x² = 2² + 2², x = 2√2. Em geral, dada a aresta do cubo acha-se a do octaedro, e dada a do octaedro acha-se a do cubo, pelo mesmo raciocínio. O professor reconhece que esse caso aparece menos, mas diz que dá para resolver no piscar de olhos se aparecer.
Questão modelo: prisma hexagonal regular inscrito em esfera
Enunciado: um prisma hexagonal regular está inscrito numa esfera de raio 2; a altura do prisma é 2√3; qual é o volume? Um prisma regular é obrigatoriamente reto, então as faces laterais são retângulos e a base é um hexágono regular. O volume é V = Ab · h, e a altura já é conhecida. Falta a área da base, e para isso falta o lado do hexágono.
Liga-se um vértice da base superior ao vértice oposto da base inferior: o segmento passa pelo centro da esfera e mede o diâmetro, 4. Fecha-se um triângulo retângulo com hipotenusa 4, um cateto igual à altura, 2√3, e o outro cateto x, que é a maior diagonal do hexágono. Por Pitágoras, 4² = x² + (2√3)², isto é, 16 = x² + 12, logo x = 2. O professor observa que seria também o triângulo 30-60-90, mas faz as contas.
O hexágono regular é formado por seis triângulos equiláteros e a maior diagonal passa pelo centro, ocupando dois lados. Se a diagonal vale 2, o lado do hexágono vale 1. A área de um triângulo equilátero é l²√3/4, então a área da base é 6 · 1² · √3/4 = 3√3/2. O volume é (3√3/2) · 2√3 = 3 · 3 = 9. A alternativa correta é 9 (o professor comenta que marcar 3 seria erro de conta, pois 3 · 3 = 9).
As fórmulas desta aula
Esfera inscrita no cubo: o diâmetro da esfera é igual à aresta.
Cubo dentro da esfera: o diâmetro é a diagonal do cubo.
Quando o problema pede o volume depois de achar o raio.
Esfera inscrita no cilindro: o cilindro tem de ser equilátero.
Prisma reto ou regular, com a área da base já calculada.
Para a área de um hexágono regular, que vale 6 vezes este valor.
Fichas completas: pitagoras volume do cilindro
As 5 questões resolvidas na aula
Questão 01 · exemplo do professor
Uma esfera de raio 3 está inscrita num cubo. Qual é o volume da esfera circunscrita a esse cubo?
- a = 2r = 6
- 2R = a√3 = 6√3, logo R = 3√3
- V = (4/3)π(3√3)³
Armadilha: Confundir os raios: r (esfera de dentro) e R (esfera de fora) pedem relações diferentes.
Questão 02 · exemplo do professor
Cone reto com raio da base 6 e altura 8. Qual é o raio da esfera inscrita?
- Chamar o raio de x; do vértice ao centro tem-se 8 − x
- A geratriz mede 10 (3-4-5 vezes 2)
- Semelhança dos triângulos: x/6 = (8 − x)/10
- 5x = 24 − 3x, logo x = 3
Armadilha: Procurar fórmula: não existe; é semelhança de triângulos.
Questão 03 · exemplo do professor
Cone reto com raio da base 12 e altura 18 inscrito numa esfera. Qual é o raio da esfera?
- O centro está a 18 − R da base
- Pitágoras: R² = 12² + (18 − R)²
- 36R = 468
Armadilha: Tentar semelhança de triângulos: neste caso não há triângulos semelhantes.
Questão 04 · exemplo do professor
Cilindro com raio da base 4 e altura 6 inscrito numa esfera. Qual é o raio da esfera?
- Diâmetro da base: 8
- Triângulo retângulo com catetos 6 e 8 e hipotenusa 10
- 2R = 10
Armadilha: Usar o raio do cilindro (4) em vez do diâmetro (8) no cateto.
Questão 05 · questão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)
Um prisma hexagonal regular está inscrito em uma esfera de raio 2. Se a altura do prisma é 2√3, qual o seu volume? a) 7 b) 9 c) 11 d) 13 e) 15
- Diagonal espacial = diâmetro = 4
- 16 = x² + (2√3)², logo x = 2 (maior diagonal do hexágono)
- Lado do hexágono = 1
- Ab = 6 · √3/4 = 3√3/2
- V = Ab · h = (3√3/2) · 2√3
Armadilha: Esquecer que a maior diagonal do hexágono é 2 vezes o lado, e usar x como lado.
Erros que derrubam nota em sólidos (geometria espacial)
- 01
Confundir o raio da esfera circunscrita
Confundir o raio da esfera circunscrita (R) com o da inscrita (r) e aplicar a relação errada.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 02
Procurar fórmula decorada para cone e esfera, em vez de usar
Procurar fórmula decorada para cone e esfera, em vez de usar semelhança ou Pitágoras.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 03
Usar semelhança no cone dentro da esfera, onde não há
Usar semelhança no cone dentro da esfera, onde não há triângulos semelhantes.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 04
Esquecer que a esfera só pode ser inscrita em cilindro
Esquecer que a esfera só pode ser inscrita em cilindro equilátero (h = 2R).
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 05
Tomar a maior diagonal do hexágono como o lado
Tomar a maior diagonal do hexágono como o lado: o lado vale metade dela.
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar. - 06
Errar a conta final e marcar 3 em vez de 9
Errar a conta final e marcar 3 em vez de 9 (3 · 3).
Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
FAQ: Sólidos (Geometria Espacial) no ENEM
O que significa um sólido estar inscrito em outro?
Significa que o sólido de dentro toca o de fora no limite, tangenciando as faces ou passando pelos vértices. Se for aumentado um pouco, ele ultrapassa o sólido de fora.
Qual é a relação entre a aresta do cubo e o raio da esfera inscrita?
A aresta é igual ao diâmetro da esfera: a = 2r. A esfera toca o cubo no centro de cada face.
Qual é a relação quando o cubo está inscrito na esfera?
O diâmetro da esfera é a diagonal do cubo: 2R = a√3. Aqui o contato acontece nos vértices.
Como achar o raio da esfera inscrita num cone reto?
Corte o cone pelo eixo e use semelhança de triângulos entre o triângulo da altura e o formado pelo raio da esfera até o ponto de tangência. Não há fórmula pronta.
Quando uma esfera cabe inscrita num cilindro?
Só quando o cilindro é equilátero, isto é, quando h = 2R e o corte pelo eixo é um quadrado. O raio do cilindro é igual ao da esfera.
Como calcular o volume de um prisma hexagonal regular inscrito numa esfera?
Ligue vértices opostos pelo centro (diâmetro) e use Pitágoras com a altura para achar a maior diagonal do hexágono. O lado é metade dela. Calcule a área da base como 6 triângulos equiláteros e multiplique pela altura.
Qual a aresta do octaedro regular inscrito em um cubo de aresta 4?
Os vértices do octaedro são os centros das faces do cubo, e a aresta vale a√2/2, ou seja, 2√2 para a = 4. Aparece como a diagonal de um quadrado de lado 2.
Continue a revisão de Matemática do ENEM
Revisão de Matemática ENEM
A aula inteira, capítulo a capítulo, com o minuto de cada tema.
26. Prismas
3 questões resolvidas, 48 min.
27. Pirâmides
4 questões resolvidas, 52 min.
28. Cones
2 questões resolvidas, 62 min.
30. Geometria Analítica
2 questões resolvidas, 30 min.
31. Geometria Analítica - Circunferência
2 questões resolvidas, 27 min.
32. Progressão Aritmética
3 questões resolvidas, 25 min.