Esta aula em 24 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Função do Segundo Grau - Propriedades da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
05:56:30Questão do graveto de Amarildo
05:58:00Perímetro 100 e y = 50 − x
06:00:00Área como função de x: −x² + 50x
06:01:00Forma geral e concavidade (sinal de a)
06:04:00Discriminante e quantidade de raízes
06:07:00Delta zero: a parábola tangencia o eixo x
06:10:00Raiz com delta zero é o vértice
06:11:00Eixo de simetria da parábola
06:12:00x do vértice = −b/2a, sem decorar
06:16:00x do vértice = 25 e área máxima
06:18:00Retângulo de área máxima é o quadrado

Como o ENEM cobra função do segundo grau - propriedades

O professor diz que a relação entre delta e o número de pontos em que a parábola toca o eixo x "já apareceu várias vezes nas provas". Na prática, a aula mostra a forma típica de cobrança: um contexto cotidiano (aqui, o graveto) que se traduz em uma função quadrática da qual se pede o valor máximo ou mínimo. A pegadinha é perceber que se pede a área máxima, e não o valor de x que a produz.

Antes desta aula, vale ter em dia:

  • Fórmula de Bhaskara
  • Perímetro e área do retângulo
  • Distributiva e equação do primeiro grau simples

O mapa mental da aula

Mapa mental amarelo 'Função do segundo grau' com concavidade (a>0 e a<0), discriminante delta e posição da parábola, fórmula de Bhaskara e x do vértice, e a questão do graveto de 100 cm com área máxima 625 cm².
Mapa mental da aula 13: Função do Segundo Grau - Propriedades. Clique para ampliar.

O que o mapa destaca:

  • f(x) = ax² + bx + c com a ≠ 0; a>0 concavidade para cima, a<0 para baixo
  • Δ = b² − 4ac: Δ>0 duas raízes, Δ=0 uma (tangencia o eixo x), Δ<0 nenhuma
  • Raízes por Bhaskara; se Δ=0 o ponto de contato é o vértice, no eixo de simetria
  • x do vértice = −b/2a, e vale sempre
  • Questão do graveto: A(x) = −x² + 50x, xv = 25
  • Retângulo de área máxima é o quadrado de lado 25: A máx = 625 cm²

O problema do graveto: de um perímetro fixo à área do retângulo

A aula parte de uma questão modelo. Amarildo brinca com o cachorro, lança um graveto de 1 m de comprimento e, quando o amigo o traz de volta, pensa em quebrá-lo em quatro pedaços para formar um retângulo. A pergunta é qual a área do maior retângulo que ele consegue formar, em centímetros quadrados. Como a resposta é pedida em cm², o professor já converte o graveto para 100 cm.

Os quatro pedaços são os quatro lados do retângulo, de modo que o perímetro tem de ser 100. Chamando de x os dois lados verticais e de y os dois horizontais, vale 2x+2y=100. Dividindo tudo por 2, obtém-se x+y=50, ou seja, y=50−x. Com isso, o retângulo passa a depender de uma única incógnita.

O professor chama atenção para a liberdade e a restrição do problema: é possível desenhar infinitos retângulos, mais esticados ou mais próximos de um quadrado, mas a altura e a largura estão amarradas. Aumentar a altura obriga a diminuir a largura, para que o perímetro continue 100.

A área de um retângulo é base vezes altura. Com base 50−x e altura x, tem-se A(x)=x(50−x). Aplicando a distributiva, A(x)=−x2+50x. É uma função do segundo grau, e o objetivo da questão passa a ser achar o valor máximo dela. Antes de calcular, ele propõe recapitular os conceitos de função quadrática que sustentam a solução.

▶ Ver este trecho no vídeo (05:56:30)

A função do segundo grau e o que o sinal de a diz sobre a parábola

A função do segundo grau tem a forma f(x)=ax2+bx+c, com a≠0. A condição é essencial: se a fosse zero, o termo em x2 desapareceria e a função seria do primeiro grau, um objeto matemático diferente.

O coeficiente a, que acompanha o x2, define a concavidade da parábola. Com a>0, a concavidade é voltada para cima, qualquer que seja a posição da parábola: mais à direita, mais à esquerda, mais alta ou mais baixa. Com a<0, a concavidade é voltada para baixo, também em todas as posições possíveis.

Dessa concavidade decorre a existência de máximo ou mínimo. Parábola com concavidade para cima admite um ponto mínimo, o ponto mais baixo. Parábola com concavidade para baixo admite um ponto máximo, o topo do morro. O professor pede que esse fato seja memorizado, pois é a base de toda questão de máximo e mínimo.

No problema do graveto, A(x)=−x2+50x tem a=−1, negativo. A concavidade é para baixo, e por isso a função tem valor máximo, que é exatamente o que a questão procura.

▶ Ver este trecho no vídeo (06:01:00)

O discriminante: delta e a quantidade de raízes reais

As raízes são os pontos em que a parábola corta o eixo x, e se calculam pela fórmula de Bhaskara: x=−b±Δ2a, com Δ=b2−4ac. O delta, chamado discriminante, informa quantas raízes reais a função tem, sem que seja preciso resolver a equação.

Se Δ>0, há duas raízes reais distintas, uma obtida somando Δ e outra subtraindo. A parábola corta o eixo x em dois pontos diferentes, tanto com concavidade para cima quanto para baixo. O professor alerta para não confundir: o sinal do delta nada tem a ver com o sinal de a, que só decide a concavidade.

Se Δ=0, somar ou subtrair zero dá o mesmo resultado, e há uma única raiz real (ou duas raízes iguais). Geometricamente, uma raiz é um ponto de contato com o eixo x. Como a parábola não pode atravessar o eixo em um só ponto (ao descer, teria de voltar a cruzá-lo), ela só pode tangenciá-lo, "beijá-lo". O professor afirma que esse conceito já apareceu várias vezes nas provas.

Se Δ<0, a fórmula exigiria raiz quadrada de número negativo, que não existe nos reais. Não há raízes reais e a parábola nunca toca o eixo x, esteja ela toda acima ou toda abaixo dele. Em resumo: delta positivo, dois pontos; delta zero, um ponto; delta negativo, nenhum.

▶ Ver este trecho no vídeo (06:04:00)

O x do vértice nasce de Bhaskara quando delta é zero

O professor chega ao ponto central: o vértice. No caso em que Δ=0, a parábola tangencia o eixo x, e esse ponto de contato é, ao mesmo tempo, a raiz e o vértice (o ponto mínimo, se a concavidade é para cima). Logo, o x do vértice coincide com a raiz.

Pela fórmula de Bhaskara com Δ=0, a parcela com a raiz some e sobra x=−b2a. Esse é o x do vértice. Assim, quem sabe Bhaskara não precisa decorar uma fórmula separada: ela é o caso particular em que delta vale zero.

O professor faz questão de esclarecer que a fórmula vale sempre. Ela foi construída a partir do caso Δ=0 apenas por ser um caminho intuitivo, mas serve para qualquer parábola, tenha ela duas raízes, uma ou nenhuma.

O vértice também define o eixo de simetria: uma reta vertical que passa por ele divide a parábola em dois pedaços idênticos, como um espelho. Toda parábola é simétrica em relação a esse eixo.

Quanto ao y do vértice, ele recusa decorar a fórmula −Δ/4a. Conhecido o x do vértice, basta substituí-lo na função e calcular. É a mensagem da aula: conectar conhecimentos em vez de acumular fórmulas.

▶ Ver este trecho no vídeo (06:10:00)

Resolvendo a questão: área máxima de 625 cm² e o retângulo que é um quadrado

De volta ao graveto, a função é A(x)=−x2+50x, com a=−1, concavidade para baixo e, portanto, um valor máximo. O x do vértice é xv=−b2a=−502⋅(−1)=25.

O professor lembra que o enunciado pede a área máxima, não o valor de x. Em vez de decorar a fórmula do y do vértice, basta substituir x=25 na expressão da área. Usando a forma fatorada, A=25⋅(50−25)=25⋅25=625. Pela forma expandida, o resultado é o mesmo. A área máxima é 625 cm², a alternativa E.

O cálculo revela uma propriedade geométrica: com x=25, a largura é 50−25=25 também. O retângulo de maior área com perímetro fixo é, portanto, um quadrado de lado 25 cm. O professor observa que, se o aluno percebesse isso de antemão, bastaria calcular L2=25⋅25=625, mas que, sem notar, a substituição de x=25 resolve do mesmo jeito.

O fechamento é que, além de recapitular os conceitos fundamentais (concavidade, delta e número de raízes, vértice), a aula mostrou que a fórmula do x do vértice pode ser construída a partir de Bhaskara.

▶ Ver este trecho no vídeo (06:15:00)

As fórmulas desta aula

Função do segundo grau
f(x)=ax2+bx+c, a≠0

Para reconhecer a função quadrática; a define a concavidade (a>0 para cima, a<0 para baixo).

Discriminante
Δ=b2−4ac

Para saber quantas raízes reais existem: Δ>0 duas, Δ=0 uma, Δ<0 nenhuma.

Fórmula de Bhaskara
x=−b±Δ2a

Para calcular as raízes da função do segundo grau.

x do vértice
xv=−b2a

Para achar o ponto de máximo ou mínimo e o eixo de simetria da parábola.

Perímetro do retângulo
2x+2y=P⇒y=P2−x

Para escrever o retângulo com perímetro fixo em função de uma única variável.

Área do retângulo em função de x
A(x)=x(50−x)=−x2+50x

No problema do graveto de 100 cm, para maximizar a área.

Fichas completas: vertice da parabola bhaskara

As 1 questões resolvidas na aula

Questão 01 · questão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Resolvida na aulaquestão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Amarildo está brincando com o seu cachorro. Ele lança para o cachorro um graveto que possui um metro de comprimento, e o seu amigo trás ele de volta. No meio da brincadeira, Amarildo para e começa a refletir sobre os mistérios profundos da matemática. Ele pode quebrar esse graveto em quatro pedaços e formar um retângulo, mas ele está curioso para saber qual é o maior retângulo que ele poderia formar, ou seja, aquele que tem maior área. Após rabiscar alguns cálculos na terra, Amarildo concluiu que a área do maior retângulo que pode ser formado é, em centímetros quadrados, igual a: a) 25 b) 100 c) 250 d) 500 e) 625

  1. Converter 1 m para 100 cm, pois a área é pedida em cm².
  2. Perímetro: 2x + 2y = 100, logo y = 50 − x.
  3. Área: A(x) = x(50 − x) = −x² + 50x, função do segundo grau com a = −1 (concavidade para baixo, tem máximo).
  4. x do vértice: x = −b/2a = −50/(2·(−1)) = 25.
  5. Substituir x = 25: A = 25 · (50 − 25) = 625; o retângulo é um quadrado 25 × 25.
Resposta: e) 625 cm²

Armadilha: Responder x = 25 (o lado) em vez da área máxima 625; a questão pede a área, obtida substituindo x na função.

▶ Ver no vídeo (05:56:30)

Erros que derrubam nota em função do segundo grau - propriedades

  1. 01

    Confundir o sinal de delta com o sinal de a

    Confundir o sinal de delta com o sinal de a: o delta decide quantas raízes existem, o a decide a concavidade.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Achar que a concavidade para baixo muda o efeito do delta

    Achar que a concavidade para baixo muda o efeito do delta: com delta positivo a parábola corta o eixo x em dois pontos, seja a positivo ou negativo.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Achar que a fórmula −b/2a só vale quando a parábola toca

    Achar que a fórmula −b/2a só vale quando a parábola toca o eixo x; ela vale para qualquer parábola.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  4. 04

    Parar no x do vértice quando a pergunta pede o valor máximo

    Parar no x do vértice quando a pergunta pede o valor máximo da função (a área).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  5. 05

    Decorar a fórmula do y do vértice em vez de substituir o x

    Decorar a fórmula do y do vértice em vez de substituir o x do vértice na função.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Função do Segundo Grau - Propriedades no ENEM

Como saber se a função do segundo grau tem máximo ou mínimo?

Olhe o sinal de a, o coeficiente de x². Se a é positivo, a concavidade é para cima e há um ponto mínimo; se é negativo, a concavidade é para baixo e há um ponto máximo.

O que o delta diz sobre as raízes?

Delta positivo dá duas raízes reais distintas, delta zero dá uma única raiz (a parábola tangencia o eixo x) e delta negativo não dá raiz real, de modo que a parábola nunca toca o eixo x.

Como se calcula o x do vértice?

Pela fórmula x = −b/2a. Ela decorre de Bhaskara quando delta é zero, mas vale para qualquer função do segundo grau, com ou sem raízes.

Preciso decorar a fórmula do y do vértice?

Não. Depois de achar o x do vértice, basta substituí-lo na função e calcular. O professor defende essa abordagem para evitar mais uma fórmula.

O que é o eixo de simetria da parábola?

É a reta vertical que passa pelo vértice. Ela divide a parábola em duas partes idênticas, como um espelho.

Qual o retângulo de maior área com perímetro fixo?

É o quadrado. No exemplo, com perímetro 100 cm, o lado é 25 cm e a área máxima é 625 cm².

Por que a função do segundo grau exige a diferente de zero?

Porque, com a igual a zero, o termo em x² desaparece e a função passa a ser do primeiro grau, deixando de ser uma parábola.

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