Esta aula em 50 minutos: o índice

Atualizado em set/2026. Quem te mostra isso aqui é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube e quase 2.000 aulas gratuitas de Física e Matemática. Esta página é o capítulo de Medidas de Dispersão (Estatística) da aula, em texto, com o minuto de cada passo. Sem resumo de legenda: é a explicação do professor, editada.

No vídeoO que acontece
27:55:30Abertura da última aula da revisão
27:56:00O que é dispersão
27:58:00Quatro turmas com a mesma média 6
28:04:00Dispersão nula, baixa, média e alta
28:07:00Dispersão e regularidade
28:11:00Amplitude
28:13:00Desvios em relação à média
28:17:00Desvio médio e fórmula geral
28:20:00Variância
28:22:00Desvio padrão: exemplo {6, 8, 11, 15}
28:26:00Questão ENEM: saca por hectare
28:32:00Questão ENEM: notas do Jerosvaldo

Como o ENEM cobra medidas de dispersão (estatística)

O professor diz que a ideia central é entender o conceito: quanto maior o desvio padrão, mais dispersos os dados e mais longe da média. As questões mostradas misturam a relação entre variância e desvio padrão (variância = desvio padrão ao quadrado) com transformação de unidades e com raciocínio sobre o que acontece ao acrescentar valores iguais à média. Ele comenta que a questão da saca por hectare caiu recentemente no ENEM e que é preciso lembrar que 1 ha = 10.000 m², dado que nem toda prova fornece.

Antes desta aula, vale ter em dia:

  • Média aritmética
  • Módulo (valor absoluto)
  • Potenciação e raiz quadrada
  • Conversão de unidades e razão

O mapa mental da aula

Mapa mental Medidas de Dispersão com quatro turmas de média 6, amplitude, desvio médio, variância, desvio padrão e duas questões ENEM resolvidas.
Mapa mental da aula 45: Medidas de Dispersão (Estatística). Clique para ampliar.

O que o mapa destaca:

  • Medidas de dispersão medem o quanto os valores estão distantes da média; turmas A a D com média 6 e dispersão nula, baixa, média e alta (regularidade máxima, boa, média, baixa)
  • Amplitude = maior valor menos menor valor; para {6, 8, 11, 15}, A = 15 − 6 = 9
  • Desvio médio: média 10, desvios −4, −2, 1 e 5, DM = 3
  • Variância V = soma dos quadrados dos desvios dividida por n e DP = raiz de V; no exemplo V = 11,5 e DP ≈ 3,3
  • Questão da saca por hectare: DP = 90 kg/talhão = 0,5 saca/hectare, logo V = 0,25 saca²/hectare²
  • Questão do Jerosvaldo: 13 notas, média 9, DP² = 10/13; reduzir o DP à metade exige n + 13 = 52, n = 39 (alternativa d)

O que é dispersão e por que a média não basta

O professor abre dizendo que as medidas de dispersão medem o quanto os valores estão distantes da média. Dispersão é espalhamento: algo muito disperso está muito espalhado, e a ideia da aula é quantificar esse espalhamento.

A aula é dividida em duas partes. A primeira é qualitativa, sem contas, só para entender o conceito. Para isso ele compara quatro turmas de notas. Na turma A, 100 alunos tiraram 6. Na turma B, 80 alunos tiraram 6, 10 tiraram 7 e 10 tiraram 5. Na turma C, 40 tiraram 8, 20 tiraram 6 e 40 tiraram 4. Na turma D, 40 tiraram 10, 10 tiraram 9, 10 tiraram 3 e 40 tiraram 2.

Em todas as quatro a média é 6. O professor usa a imagem de um cabo de guerra: os alunos acima da média puxam para a direita, os abaixo puxam para a esquerda, e as forças se compensam. Na turma B, 10 alunos puxam com força 1 para cada lado; na C, 40 puxam com força 2 para cada lado; na D, 10 puxam com força 3 e 40 com força 4 de cada lado (conforme a transcrição, ver dúvidas). Como tudo se equilibra, a média continua 6.

A conclusão é que a média é importante, mas sozinha não diz como os dados estão distribuídos: duas turmas com média 6 podem ser totalmente homogêneas ou ter 40% de alunos com nota máxima e 40% afundados. Por isso é preciso uma medida que diga o quão longe os dados estão da média.

▶ Ver este trecho no vídeo (27:56:00)

Dispersão nula, baixa, média e alta; regularidade

Com as quatro turmas, o professor classifica a dispersão. Na turma A todos estão exatamente em cima da média, então a dispersão é nula. Na B há 80% da turma na média e só 10 alunos um pouco acima e 10 um pouco abaixo, então existe dispersão, mas baixa. Na C há menos gente na média e já há alunos duas unidades acima e abaixo: dispersão média. Na D ninguém está na média e todos estão muito longe dela, com notas de 10 a 2: dispersão alta.

Ele liga isso ao conceito de regularidade, que é inversamente proporcional à dispersão. Dispersão nula significa regularidade máxima (todos no mesmo valor, algo quase impossível na vida real); depois vêm regularidade boa, média e baixa. Em geral, buscam-se regularidades altas e dispersões baixas.

O exemplo do dia a dia é o estudo diário. Quem estuda 15 horas num dia, 2 no outro, 18 no seguinte e nada no outro tem regularidade quase zero, mesmo que a média seja 5 horas. Já quem estuda 5, 5,5, 4 e 5 horas é regular. O mesmo vale para as notas: quem tira 10, depois 2, depois 8 é imprevisível, enquanto quem sempre tira 8 não traz surpresas. Até aqui, nenhuma conta foi feita; o objetivo era fixar o sentido das medidas antes de calculá-las.

▶ Ver este trecho no vídeo (28:04:00)

Amplitude e desvios em relação à média

A medida mais simples é a amplitude: o maior valor menos o menor. Para o conjunto {6, 8, 11, 15}, A = 15 − 6 = 9. Se isso é muito ou pouco depende do assunto. Nas turmas anteriores, a amplitude é 0 na A, 2 na B, 4 na C e 8 na D (melhor nota 10, pior 2). Uma amplitude zero indica turma extremamente regular; uma amplitude grande indica dados numa faixa larga, tendendo a ser mais dispersos. É uma medida simples, que já dá uma noção do espalhamento.

Todas as demais medidas partem da média, então o primeiro passo é calculá-la. Para {6, 8, 11, 15}, a soma é 40 e a média é 40 ÷ 4 = 10; os valores giram em torno de 10.

Em seguida vêm os desvios, que dizem o quão afastado cada valor está da média, sempre valor menos média. D₁ = 6 − 10 = −4, ou seja, quatro unidades abaixo da média. D₂ = 8 − 10 = −2, duas unidades abaixo. D₃ = 11 − 10 = 1, uma unidade acima. D₄ = 15 − 10 = 5, cinco unidades acima. Esses desvios são a matéria-prima do desvio médio, da variância e do desvio padrão.

▶ Ver este trecho no vídeo (28:11:00)

Desvio médio

O desvio médio é a média dos módulos dos desvios. Não se calcula a média dos desvios sem módulo porque a soma dos desvios em relação à média é sempre zero: −4 − 2 + 1 + 5 = 0.

No exemplo, DM = (|−4| + |−2| + |1| + |5|) ÷ 4 = (4 + 2 + 1 + 5) ÷ 4 = 12 ÷ 4 = 3.

A fórmula geral é DM = (|x₁ − x̄| + |x₂ − x̄| + ... + |xₙ − x̄|) ÷ n: toma-se cada valor menos a média, em módulo, somam-se todos e divide-se pelo número de valores. No exemplo os desvios foram calculados antes apenas para dar a noção do que cada um significa.

A interpretação, segundo o professor, é que, em média, cada valor está a 3 unidades da média. Um está 4 para a esquerda, outro 2 para a esquerda, outro 1 para a direita e outro 5 para a direita; é como se todos estivessem, em média, afastados 3 unidades.

▶ Ver este trecho no vídeo (28:17:00)

Variância e desvio padrão

A variância tem fórmula quase idêntica à do desvio médio. A diferença é que, em vez do módulo, cada desvio é elevado ao quadrado: V = ((x₁ − x̄)² + (x₂ − x̄)² + ... + (xₙ − x̄)²) ÷ n. O desvio padrão é simplesmente a raiz quadrada da variância, então se calcula primeiro a variância e depois a raiz.

No exemplo de {6, 8, 11, 15}, com média 10: V = ((6 − 10)² + (8 − 10)² + (11 − 10)² + (15 − 10)²) ÷ 4 = (16 + 4 + 1 + 25) ÷ 4 = 46 ÷ 4 = 11,5. O desvio padrão é DP = √11,5. Como √10,24 = 3,2, o resultado fica próximo de 3,3, e o professor adota DP ≈ 3,3.

O professor lembra um caso extremo: num conjunto em que todos os valores são iguais à média, todas as medidas de dispersão (amplitude, desvio médio, variância e desvio padrão) valem zero. À medida que os valores se afastam da média, todas elas aumentam.

Ele insiste em que é preciso saber as fórmulas, mas sobretudo entender o conceito. Se perguntarem o que é desvio padrão, a resposta é: uma medida de dispersão; quanto maior, mais dispersos os dados e mais longe da média.

▶ Ver este trecho no vídeo (28:20:00)

Questão ENEM: variância com conversão de unidades

A primeira questão mistura a relação entre variância e desvio padrão com mudança de unidade. Os dados: uma saca equivale a 60 kg e um talhão tem 30.000 m². Uma colheita teve desvio padrão de 90 kg por talhão, e pede-se a variância em saca por hectare, ao quadrado.

Se o pedido fosse em kg por talhão ao quadrado, bastaria elevar 90 ao quadrado. Como a unidade é outra, o caminho é converter primeiro o desvio padrão. 90 kg correspondem a 90 ÷ 60 = 1,5 saca, então o desvio padrão é 1,5 saca por talhão, ou seja, 1,5 saca por 30.000 m².

É preciso saber que 1 hectare equivale a 10.000 m²; o professor recomenda levar essa informação para a prova, pois algumas questões a fornecem e outras não. Logo, 30.000 m² são 3 hectares, e o desvio padrão é 1,5 saca por 3 hectares, isto é, 0,5 saca por hectare.

Por que converter antes? Porque a variância é o desvio padrão ao quadrado, e a unidade da variância é a unidade ao quadrado. Assim, V = 0,5² = 0,25 saca² por hectare². O professor destaca que é uma questão que caiu recentemente e que vale treinar a transposição de unidades e a relação entre variância e desvio padrão.

▶ Ver este trecho no vídeo (28:26:00)

Questão ENEM: reduzir o desvio padrão à metade

A segunda questão: nas 13 últimas provas, as notas de Jerosvaldo foram 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10. Ele quer manter a média e aumentar a regularidade, tirando a mesma nota em provas consecutivas. Pergunta-se quantas provas são necessárias para que o desvio padrão caia pela metade.

A média atual é 9: há três notas 9 no meio, cinco notas puxando uma unidade para baixo e cinco puxando uma unidade para cima. Para manter a média, as novas notas têm de ser todas 9. Quanto mais notas 9, menor o desvio padrão, que tenderia a zero com mil provas.

Variância atual: ((8 − 9)²·5 + (9 − 9)²·3 + (10 − 9)²·5) ÷ 13 = 10 ÷ 13, então DP₁ = √(10/13).

Se ele tira n notas 9, a média não muda, o numerador continua 10 (as novas notas contribuem com zero) e o denominador passa a n + 13. Logo V₂ = 10 ÷ (n + 13) e DP₂ = √(10/(n + 13)).

Impõe-se DP₂ = DP₁ ÷ 2. Elevando ambos os lados ao quadrado: 10/(n + 13) = (1/4)·(10/13). O 10 se cancela e o produto cruzado dá n + 13 = 13 · 4 = 52, portanto n = 39. Ele precisa tirar mais 39 notas iguais a 9. O professor encerra parabenizando o aluno por ter revisado todos os tópicos mais importantes para o ENEM.

▶ Ver este trecho no vídeo (28:32:00)

As fórmulas desta aula

Amplitude
A=xmax⁡−xmin⁡

Medida mais simples de espalhamento: diferença entre o maior e o menor valor.

Média aritmética
xˉ=x1+x2+⋯+xnn

Primeiro passo de qualquer medida de dispersão, pois todas medem a distância até a média.

Desvio de um valor
di=xi−xˉ

Para saber o quanto cada valor está acima (positivo) ou abaixo (negativo) da média; a soma dos desvios é sempre zero.

Desvio médio
DM=∣x1−xˉ∣+∣x2−xˉ∣+⋯+∣xn−xˉ∣n

Quando se quer a distância média dos valores até a média, usando módulos.

Variância
V=(x1−xˉ)2+(x2−xˉ)2+⋯+(xn−xˉ)2n

Quando se quer medir a dispersão com os desvios elevados ao quadrado; a unidade fica ao quadrado.

Desvio padrão
DP=V

Para voltar à unidade original dos dados após calcular a variância; V = DP².

Fichas completas: desvio padrao media aritmetica media ponderada medias geometrica harmonica quadratica

As 2 questões resolvidas na aula

Questão 01 · questão modelo ENEM (dados do mapa mental)

Resolvida na aulaquestão modelo ENEM (dados do mapa mental)

Uma saca equivale a 60 kg e um talhão tem 30.000 m². Numa colheita, o desvio padrão foi de 90 kg por talhão. Qual é a variância, em (saca por hectare) ao quadrado? (Alternativas não lidas na aula nem no mapa; 1 ha = 10.000 m² é informação que o professor diz ser preciso saber.)

  1. 90 kg ÷ 60 kg/saca = 1,5 saca, então o DP é 1,5 saca por talhão
  2. 1 talhão = 30.000 m² = 3 hectares
  3. DP = 1,5 saca ÷ 3 ha = 0,5 saca/ha
  4. V = DP² = 0,5² = 0,25
Resposta: V = 0,25 saca²/hectare²

Armadilha: Elevar 90 ao quadrado direto, que dá a variância em kg² por talhão², e não na unidade pedida; converter o desvio padrão antes de elevar ao quadrado.

▶ Ver no vídeo (28:26:00)

Questão 02 · questão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Resolvida na aulaquestão modelo ENEM (enunciado do mapa mental)

Nas 13 últimas provas de Jerosvaldo, suas notas foram: 8, 8, 8, 8, 8, 9, 9, 9, 10, 10, 10, 10, 10. Ele deseja manter sua média e aumentar sua regularidade. Para isso, está calculando em quantas provas consecutivas ele precisa tirar a mesma nota de modo a atingir seu objetivo. Qual é o número de provas para que Jerosvaldo reduza o atual desvio padrão à metade? Alternativas: a) 10; b) 25; c) 35; d) 39; e) 51.

  1. Média atual: 9; para mantê-la, as novas notas devem ser 9
  2. V₁ = (5·1 + 3·0 + 5·1) ÷ 13 = 10/13 e DP₁ = √(10/13)
  3. Com n notas 9 a mais: V₂ = 10/(n + 13) e DP₂ = √(10/(n + 13))
  4. DP₂ = DP₁/2, elevando ao quadrado: 10/(n + 13) = (1/4)·10/13
  5. n + 13 = 52, logo n = 39
Resposta: 39 provas (alternativa d)

Armadilha: Esquecer que o denominador da variância passa a ser n + 13 (total de notas) e não n, ou esquecer de elevar ao quadrado ambos os lados para eliminar a raiz.

▶ Ver no vídeo (28:32:00)

Erros que derrubam nota em medidas de dispersão (estatística)

  1. 01

    Achar que média igual significa dados parecidos

    Achar que média igual significa dados parecidos: as quatro turmas têm média 6 e dispersões diferentes.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  2. 02

    Calcular a média dos desvios sem módulo

    Calcular a média dos desvios sem módulo: a soma dos desvios dá sempre zero.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  3. 03

    Esquecer de tirar a raiz da variância para obter o desvio

    Esquecer de tirar a raiz da variância para obter o desvio padrão (ou de elevar o desvio padrão ao quadrado para obter a variância).

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  4. 04

    Elevar ao quadrado antes de converter a unidade

    Elevar ao quadrado antes de converter a unidade: a variância tem unidade ao quadrado, então converta o desvio padrão primeiro.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.
  5. 05

    Esquecer que 1 hectare = 10.000 m² numa questão que não

    Esquecer que 1 hectare = 10.000 m² numa questão que não fornece a informação.

    Como evitar: Refaça o passo com a fórmula na frente e confira a unidade ou o intervalo do resultado antes de marcar.

FAQ: Medidas de Dispersão (Estatística) no ENEM

O que são medidas de dispersão?

São medidas que dizem o quanto os valores de um conjunto estão distantes da média. As vistas na aula são amplitude, desvio médio, variância e desvio padrão.

Qual a relação entre dispersão e regularidade?

São inversamente proporcionais. Dispersão nula significa regularidade máxima (todos os valores na média); quanto maior a dispersão, menor a regularidade.

Como se calcula a amplitude?

Subtrai-se o menor valor do maior. Para {6, 8, 11, 15}, A = 15 − 6 = 9.

Por que o desvio médio usa módulo?

Porque a soma dos desvios em relação à média é sempre zero. Com o módulo, os desvios negativos não cancelam os positivos.

Qual a diferença entre desvio médio e variância?

A fórmula é a mesma, exceto que a variância eleva cada desvio ao quadrado em vez de usar o módulo. O desvio padrão é a raiz quadrada da variância.

Quanto valem as medidas de dispersão quando todos os valores são iguais à média?

Todas valem zero. À medida que os valores se afastam da média, todas aumentam.

Como achar a variância numa questão com unidades diferentes?

Converta primeiro o desvio padrão para a unidade pedida e depois eleve ao quadrado. No exemplo, 90 kg/talhão virou 0,5 saca/ha e a variância deu 0,25.

Acrescentar notas iguais à média muda a média? E o desvio padrão?

A média não muda, e o desvio padrão diminui, porque o denominador cresce sem alterar o numerador. Com muitas notas, ele tende a zero.

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