Qual é o princípio fundamental da contagem?

Duas regras que resolvem, juntas, quase toda contagem:

Princípio multiplicativo (etapas sucessivas)
N=abc

Quando as escolhas acontecem em SEQUÊNCIA — uma E outra —, o total é o produto das opções de cada etapa.

Princípio aditivo (alternativas exclusivas)
N=a+b+c+

Quando as escolhas são ALTERNATIVAS — uma OU outra, sem sobreposição —, o total é a soma.

Atualizado em ago/2026. Quem te mostra isso é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube. Esta fórmula leva o selo Demonstrável: foi provada a partir do que já estava estabelecido — a pergunta certa é "como chegamos aqui?" Esta é uma das equações já classificadas nos volumes publicados do Guia de Fórmulas Explicadas.

O que significa cada símbolo?

Não há símbolos difíceis aqui — o difícil é escolher qual princípio usar:

SímboloO que éUnidade / observação
a,b,cnúmero de opções de cada etapa (ou de cada alternativa)naturais
Ntotal de possibilidadesnatural

De onde vem a fórmula?

A pergunta é: por que multiplicar? Porque cada opção da primeira etapa abre todas as opções da segunda. Se você tem 3 camisas e 4 calças, cada camisa pode ser combinada com as 4 calças — são 4 combinações por camisa, e 3 camisas.

A árvore de possibilidades torna isso visual: do tronco saem 3 galhos (as camisas), e de cada galho saem 4 ramos (as calças). Contando as pontas: 3×4=12. Multiplicar é contar as pontas da árvore sem desenhá-la.

Por que as etapas multiplicam
b+b++ba vezes=ab

Cada uma das a opções da primeira etapa carrega consigo as b opções da segunda. Somar a parcelas iguais é multiplicar.

E aqui está o critério de dez segundos, que resolve a dúvida de qual princípio usar: leia o problema e procure o conectivo. Se as escolhas acontecem juntas, uma e outra — escolher camisa E calça, primeiro dígito E segundo dígito —, você multiplica. Se são alternativas que se excluem, uma ou outra — ir de ônibus OU de metrô, tirar uma carta de copas OU de ouros —, você soma. Você pode estar pensando: “e se o problema tiver os dois?” Tem, e é o caso mais comum em prova. A saída é dividir em casos: some os casos, e dentro de cada caso multiplique as etapas. Selo Demonstrável: o produto é a soma repetida.

Probabilidade e análise combinatória

Quando usar (e quando não)?

Use o PFC como primeira ferramenta de qualquer problema de contagem — antes de pensar em arranjo, combinação ou permutação. Todas essas fórmulas são o PFC aplicado a casos específicos.

Cuidado com a diferença entre com e sem repetição: senha de 3 dígitos permite repetir, dando 103=1000; senha de 3 dígitos distintos não permite, dando 10×9×8=720.

O princípio aditivo exige alternativas MUTUAMENTE EXCLUSIVAS. Se um mesmo resultado pode ser contado nas duas alternativas, somar duplica esse resultado — e aí é preciso descontar a interseção.

Exemplo resolvido

Antes de calcular, decida o princípio: nos dois itens as escolhas acontecem em sequência — primeira letra E segunda letra E dígito. É multiplicação, não soma:

🪖 BásicoPlacas e senhas

(a) Quantos códigos de 2 letras (A–Z) seguidas de 1 dígito existem? (b) E se as duas letras tiverem de ser diferentes?

  1. (a) Três etapas: 26 opções, 26 opções e 10 opções.
  2. N=26×26×10=6760.
  3. (b) A segunda letra não pode repetir a primeira: sobram 25.
  4. N=26×25×10=6500.
(a) 6760 códigos · (b) 6500 códigos

Verificação: faz sentido que (b) seja menor: proibir a repetição só tira possibilidades. A diferença, 260, é exatamente o número de códigos com as duas letras iguais (26×1×10). E se a ordem das letras não importasse? Aí cada par apareceria duas vezes na contagem, e o problema deixaria de ser PFC puro — viraria combinação, que é o assunto de outra ficha.

Quais os erros mais comuns?

  1. 01

    Somar quando deveria multiplicar

    “Escolher uma entrada E um prato” tem etapas sucessivas: multiplica. Somar responderia quantas opções existem no total do cardápio, que é outra pergunta.

    Como evitar: procure o conectivo: “e” multiplica, “ou” soma. Leia o enunciado em voz alta se precisar.
  2. 02

    Somar alternativas que se sobrepõem

    Se um resultado cabe nas duas alternativas, somar o conta duas vezes. Cartas “de copas ou figuras” não somam direto — há figuras de copas.

    Como evitar: confira se as alternativas são exclusivas. Se não forem, subtraia a interseção.
  3. 03

    Ignorar se há repetição permitida

    Senha com dígitos repetidos dá 103; com dígitos distintos, 10×9×8. O enunciado sempre diz qual é o caso — e é fácil não ver.

    Como evitar: sublinhe as palavras “distintos”, “diferentes” ou “sem repetição” antes de montar as etapas.

FAQ: perguntas sobre o princípio fundamental da contagem

O que é o princípio fundamental da contagem?

A regra de que etapas sucessivas multiplicam suas opções: se uma escolha tem a opções e a seguinte tem b, o total é ab. É a base de toda a combinatória.

Quando somar e quando multiplicar?

Multiplique quando as escolhas acontecem em sequência (uma E outra). Some quando são alternativas exclusivas (uma OU outra). O conectivo do enunciado é o critério.

Por que as etapas se multiplicam?

Porque cada opção da primeira etapa abre todas as opções da segunda. Na árvore de possibilidades, é contar as pontas: a galhos, cada um com b ramos.

E se o problema tiver soma e produto juntos?

É o caso mais comum. Divida em casos exclusivos, multiplique as etapas dentro de cada caso e some os casos no final.

Qual a diferença entre contagem com e sem repetição?

Com repetição, cada etapa mantém todas as opções: 103 para três dígitos. Sem repetição, cada etapa perde uma opção: 10×9×8.

O princípio aditivo exige alguma condição?

Exige que as alternativas sejam mutuamente exclusivas. Se houver sobreposição, é preciso descontar a interseção — o que leva ao princípio da inclusão e exclusão.

Todas as fórmulas de combinatória vêm do PFC?

Vêm. Permutação, arranjo e combinação são o PFC aplicado a situações específicas — com ou sem ordem, com ou sem repetição.

Como saber se devo usar o PFC direto ou uma fórmula?

Use o PFC direto sempre que conseguir descrever o problema como etapas. As fórmulas são atalhos para padrões que se repetem muito, não substitutos do raciocínio.

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