Quais são as fórmulas do rolamento?
Para um corpo redondo que rola sem escorregar:
A velocidade do centro é a angular vezes o raio. É o que caracteriza rolar sem deslizar.
Onde d é a distância do ponto ao CONTATO com o chão, e não ao centro. O contato é o centro instantâneo de rotação.
Atualizado em ago/2026. Quem te mostra isso é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube. Esta fórmula leva o selo Demonstrável: foi provada a partir do que já estava estabelecido — a pergunta certa é "como chegamos aqui?" Esta é uma das equações já classificadas nos volumes publicados do Guia de Fórmulas Explicadas.
O que significa cada símbolo?
Note o d da segunda fórmula: distância ao ponto de contato, não ao eixo:
| Símbolo | O que é | Unidade / observação |
|---|---|---|
| velocidade do centro de massa | m/s | |
| velocidade angular da roda | rad/s | |
| raio da roda | metro (m) | |
| distância do ponto ao contato com o solo | metro (m) |
De onde vem a fórmula?
A pergunta é: de onde vem ? Da definição de “não escorregar”. Se a roda dá uma volta completa sem deslizar, ela avança exatamente o comprimento da sua circunferência, .
Uma volta leva um período T, então a velocidade do centro é . E como , a substituição dá diretamente.
Agora a parte interessante. O movimento de rolamento é a soma de dois movimentos: uma translação do centro com velocidade e uma rotação em torno do centro com velocidade angular ω. A velocidade de qualquer ponto é a soma vetorial dos dois:
No contato, a rotação aponta para trás e cancela a translação. No topo, ela aponta para frente e dobra.
O resultado do ponto de contato parado é o mais estranho e o mais importante. Ele significa que, a cada instante, a roda está girando em torno do ponto que toca o chão — e não em torno do próprio eixo. Esse ponto se chama centro instantâneo de rotação, e usá-lo simplifica tudo: em vez de somar translação e rotação, basta aplicar , medindo d até o contato. Centro da roda: , velocidade . Topo: , velocidade . Contato: , velocidade zero. Você pode estar pensando: “o ponto de contato está mesmo parado?” Está, instantaneamente. E é isso que permite o atrito ali ser estático, não cinético — motivo pelo qual rolar gasta muito menos energia que arrastar, e pelo qual a roda é a invenção que é. É também por isso que a lama que sai de um pneu é arremessada do topo, com o dobro da velocidade do carro. E por que a foto de uma roda em movimento mostra o topo borrado enquanto a parte de baixo aparece nítida — algo que você pode verificar em qualquer imagem de bicicleta em movimento. Selo Demonstrável.
Cinemática: a trilha completa do movimentoQuando usar (e quando não)?
Use em rodas, bolas rolando em rampas, ioiôs, polias com corda e qualquer corpo redondo que role sem escorregar.
Se houver derrapagem, a condição deixa de valer: numa arrancada com pneu girando em falso, ; numa freada com roda travada, e .
A condição só vale SEM deslizamento. Pneu cantando na arrancada ou roda travada na freada violam a relação — e é por isso que o ABS existe: para manter a roda rolando e o atrito estático.
Exemplo resolvido
Antes de calcular, prevê: se a bicicleta anda a 7 m/s, o topo da roda deve andar a 14 m/s e o ponto de contato deve estar parado. É o padrão 0 · v · 2v:
Uma bicicleta se move a 7,0 m/s com rodas de raio 0,35 m. Ache (a) a velocidade angular e (b) as velocidades do ponto de contato, do centro e do topo da roda.
- (a) .
- (b) Contato: .
- Centro: .
- Topo: .
Verificação: bateu com a previsão do padrão 0 · v · 2v. O topo indo a 14 m/s significa que ele percorre 50 km/h enquanto o ciclista faz 25 km/h — e é por isso que ele aparece borrado nas fotos. E um ponto na lateral da roda, na mesma altura do eixo? A distância dele ao contato é , então sua velocidade é m/s — mais que o centro, menos que o topo.
Quais os erros mais comuns?
- 01
Medir d a partir do centro da roda
Na fórmula , o d é medido até o PONTO DE CONTATO, que é o centro instantâneo de rotação.
Como evitar: o contato é o pivô instantâneo. Meça a partir dele. - 02
Achar que o topo tem a mesma velocidade do centro
O topo tem o DOBRO, porque translação e rotação se somam ali, em vez de se cancelarem.
Como evitar: some os dois movimentos: . - 03
Usar a condição quando há derrapagem
Pneu girando em falso ou roda travada violam . A relação exige rolamento puro.
Como evitar: confira se há deslizamento. Se há, os dois movimentos são independentes.
FAQ: perguntas sobre o rolamento sem deslizamento
Qual é a condição de rolamento sem deslizamento?
: a velocidade do centro é igual à velocidade angular vezes o raio.
Por que o ponto de contato está parado?
Porque ali a velocidade de rotação aponta para trás com o mesmo módulo da velocidade de translação, e as duas se cancelam. É instantâneo, mas é real.
Por que o topo da roda anda o dobro?
Porque no topo a velocidade de rotação aponta para a frente e se soma à de translação: .
O que é o centro instantâneo de rotação?
É o ponto em torno do qual o corpo gira naquele instante. Num rolamento, ele é justamente o ponto de contato com o solo.
Como calcular a velocidade de um ponto qualquer da roda?
Por , onde d é a distância do ponto até o contato com o chão — não até o centro.
Por que rolar gasta menos energia que arrastar?
Porque no rolamento o contato está instantaneamente parado, e o atrito envolvido é estático. Não há deslizamento e, portanto, quase não há dissipação por atrito cinético.
Por que a lama é arremessada do topo do pneu?
Porque ali a velocidade é o dobro da do veículo, o que dá à lama a maior energia para se desprender.
A condição vale quando o pneu derrapa?
Não. Numa arrancada com pneu girando em falso, ; com roda travada na freada, e o carro ainda se move. O ABS existe para evitar isso.
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Guia de Fórmulas Explicadas
O índice completo: toda fórmula com origem, selo e exemplo.
v = ωr
A relação de que o rolamento é um caso.
Velocidade angular
O ω que aparece na condição.
Força de atrito
O atrito estático que permite rolar.
Fórmulas de Física
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