Qual é a fórmula da probabilidade condicional?

A probabilidade de A dado que B ocorreu, e o caso especial em que a informação não muda nada:

Probabilidade condicional
P(AB)=P(AB)P(B),P(B)0

A probabilidade de A dentro do novo universo, que agora é só B. Divide-se pela probabilidade de B porque ele virou o novo total.

Eventos independentes
P(AB)=P(A)P(B)P(AB)=P(A)

Se saber que B ocorreu não muda a chance de A, os eventos são independentes — e só nesse caso as probabilidades se multiplicam diretamente.

Atualizado em ago/2026. Quem te mostra isso é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube. Esta fórmula leva o selo Demonstrável: foi provada a partir do que já estava estabelecido — a pergunta certa é "como chegamos aqui?" Esta é uma das equações já classificadas nos volumes publicados do Guia de Fórmulas Explicadas.

O que significa cada símbolo?

A barra vertical se lê "dado que" — e a ordem importa muito:

SímboloO que éUnidade / observação
P(AB)probabilidade de A dado que B ocorreuentre 0 e 1
P(AB)probabilidade de A e B ocorrerementre 0 e 1
P(B)probabilidade de B (o novo universo)deve ser diferente de zero

De onde vem a fórmula?

A pergunta é: por que dividir por P(B)? Porque, ao saber que B ocorreu, o espaço amostral encolheu. Tudo que estava fora de B deixou de ser possível — e o que era “o todo” agora é apenas B.

Volte ao dado. Sem informação, P(6)=1/6. Agora eu digo: “o resultado foi par”. O universo deixou de ter 6 resultados e passou a ter 3 — {2, 4, 6}. O 6 continua sendo um caso favorável, mas agora entre três: P(6par)=1/3.

A fórmula é essa contagem escrita de forma geral: os casos favoráveis são os que estão em A e em B; o novo total é B.

Dedução · renormalizando no novo universo
P(AB)=n(AB)n(B)=n(AB)/n(Ω)n(B)/n(Ω)=P(AB)P(B)

Dividir numerador e denominador pelo total original converte contagens em probabilidades. A fórmula é a razão de sempre, no universo reduzido.

A independência ganha um significado preciso a partir daí: dois eventos são independentes quando saber sobre um não muda nada sobre o outro, ou seja, P(AB)=P(A). Substituindo na fórmula, isso equivale a P(AB)=P(A)P(B) — que é o teste que se usa na prática. Você pode estar pensando: “independente é o mesmo que mutuamente exclusivo?” Não — são quase opostos. Eventos exclusivos não podem ocorrer juntos, então P(AB)=0; se ambos têm probabilidade não nula, saber que um ocorreu garante que o outro NÃO ocorreu. Isso é dependência máxima, não independência. Confundir os dois é o erro conceitual mais grave do assunto. Selo Demonstrável.

Probabilidade e análise combinatória

Quando usar (e quando não)?

Use sempre que o enunciado der uma informação parcial — “sabendo que…”, “dado que…”, “entre os que…”. Essas expressões sinalizam que o espaço amostral foi reduzido.

E use o teste P(AB)=P(A)P(B) antes de multiplicar probabilidades: multiplicar direto só é válido para eventos independentes.

Independente ≠ mutuamente exclusivo. Exclusivos têm interseção nula e são fortemente DEPENDENTES: se um ocorre, o outro está descartado. E cuidado com a ordem: P(AB) geralmente é diferente de P(BA).

Exemplo resolvido

Antes de calcular, prevê: saber que o resultado é par elimina metade dos casos. Como o 6 é par, ele sobrevive à filtragem — então a probabilidade dele deve AUMENTAR, não diminuir:

🪖 IntermediárioO dado e a informação parcial

Um dado honesto é lançado. (a) Qual a probabilidade de sair 6, sabendo que o resultado foi par? (b) Os eventos “sair 6” e “sair par” são independentes?

  1. (a) P(par)=3/6=1/2. E P(6par)=P(6)=1/6, pois 6 já é par.
  2. P(6par)=1/61/2=13.
  3. (b) Teste: P(6)P(par)=1612=112.
  4. Mas P(6par)=16112dependentes.
(a) 1/3 · (b) NÃO são independentes

Verificação: bateu com a previsão: a probabilidade subiu de 1/6 para 1/3, exatamente o dobro, porque o universo caiu pela metade e o 6 sobreviveu. E (b) confirma pela intuição — saber que é par claramente informa algo sobre ser 6. E se o evento fosse “sair 5”? P(5par)=0: a informação eliminou completamente a possibilidade. Informação pode aumentar, diminuir ou zerar uma probabilidade.

Quais os erros mais comuns?

  1. 01

    Confundir independente com mutuamente exclusivo

    São quase opostos. Exclusivos têm P(AB)=0 e são fortemente dependentes: se um ocorre, o outro é impossível.

    Como evitar: independência é sobre informação (P(AB)=P(A)); exclusividade é sobre coexistência (não podem ocorrer juntos).
  2. 02

    Inverter a ordem do condicionamento

    P(AB) e P(BA) são geralmente diferentes. A chance de estar doente dado teste positivo não é a chance de teste positivo dado que está doente.

    Como evitar: identifique o que já é CERTO (vai depois da barra) e o que se quer saber (vai antes).
  3. 03

    Multiplicar probabilidades sem checar independência

    P(AB)=P(A)P(B) só vale se forem independentes. Em sorteios sem reposição, quase nunca são.

    Como evitar: use P(AB)=P(B)P(AB), que vale sempre. A multiplicação simples é o caso particular.

FAQ: perguntas sobre a probabilidade condicional

Qual é a fórmula da probabilidade condicional?

P(AB)=P(AB)P(B), com P(B)0. É a probabilidade de A dentro do universo reduzido a B.

Por que se divide por P(B)?

Porque saber que B ocorreu faz do próprio B o novo espaço amostral. Dividir por P(B) renormaliza a conta para esse universo menor.

Quando dois eventos são independentes?

Quando saber sobre um não muda a probabilidade do outro: P(AB)=P(A), o que equivale a P(AB)=P(A)P(B).

Independente é o mesmo que mutuamente exclusivo?

Não, são quase opostos. Eventos exclusivos não podem ocorrer juntos, então saber que um ocorreu garante que o outro não ocorreu — dependência máxima.

P(A|B) é igual a P(B|A)?

Em geral não. As duas só coincidem quando P(A)=P(B). Confundi-las é a origem de muitos erros de interpretação, inclusive em testes médicos.

Quando posso multiplicar probabilidades?

Diretamente, só com eventos independentes. No caso geral vale P(AB)=P(B)P(AB), que funciona sempre.

Sorteios sem reposição são independentes?

Não. Retirar uma bola muda o conteúdo da urna e, portanto, as probabilidades seguintes. Com reposição, sim, os eventos ficam independentes.

Como identificar probabilidade condicional no enunciado?

Pelas expressões “sabendo que”, “dado que”, “entre os que” e “se ocorreu”. Todas sinalizam que o espaço amostral foi reduzido.

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