Quais são as fórmulas do lançamento oblíquo?
Para um corpo lançado com velocidade v₀ formando um ângulo θ com a horizontal:
O primeiro passo, sempre. A componente horizontal permanece constante; a vertical é que sofre a gravidade.
Uma parábola. O primeiro termo é a linha de mira reta; o segundo é o quanto a gravidade puxa o corpo abaixo dela.
A altura sai de Torricelli na vertical; o tempo de voo é o dobro do tempo de subida, por simetria.
Atualizado em ago/2026. Quem te mostra isso é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube. Esta fórmula leva o selo Demonstrável: foi provada a partir do que já estava estabelecido — a pergunta certa é "como chegamos aqui?" Esta é uma das equações já classificadas nos volumes publicados do Guia de Fórmulas Explicadas.
O que significa cada símbolo?
Repara que só o eixo y tem aceleração — o x é sempre movimento uniforme:
| Símbolo | O que é | Unidade / observação |
|---|---|---|
| módulo da velocidade de lançamento | m/s | |
| ângulo de lançamento com a horizontal | grau ou rad | |
| altura máxima atingida | metro (m) | |
| tempo total no ar | segundo (s) |
De onde vem a fórmula?
A pergunta é: de onde vem a equação da trajetória? Da mesma jogada do lançamento horizontal — eliminar o tempo — só que agora com as duas componentes iniciais não nulas.
Escreva os dois eixos separadamente, isole o tempo na equação horizontal e substitua na vertical:
A leitura da fórmula final é interessante. O termo é a linha reta de mira — onde o corpo estaria se a gravidade não existisse. O segundo termo, negativo e proporcional a , é exatamente o quanto ele cai abaixo dessa linha. Todo lançamento é uma reta menos uma queda.
Horizontal sem aceleração, vertical com −g. Como sempre, o tempo é o único elo.
Substituindo na equação de y e simplificando. O resultado é uma parábola de concavidade para baixo.
Da simetria da parábola saem dois fatos que economizam muito tempo em prova: o tempo de subida é igual ao de descida, e a velocidade de chegada tem o mesmo módulo da de lançamento — só que com a componente vertical invertida. E aqui está o roteiro de três passos que resolve qualquer questão do assunto: 1. Decomponha em e . 2. Resolva o eixo vertical — é lá que estão altura máxima e tempo de voo. 3. Leve o tempo obtido para o eixo horizontal e ache o alcance. Você pode estar pensando: “por que sempre começar pela vertical?” Porque é ela que determina quanto tempo o corpo fica no ar. A horizontal não tem aceleração e não impõe limite algum — ela só registra o quanto o corpo andou no tempo que a vertical concedeu. Um detalhe físico que vale notar: no ponto mais alto a velocidade não é zero. A componente vertical zera, mas a horizontal continua intacta. O corpo está no topo movendo-se horizontalmente a .
Cinemática: a trilha completa do movimentoQuando usar (e quando não)?
Use em chutes, arremessos, jatos d'água, saltos e balística. É um dos temas mais cobrados de cinemática no ENEM e nos vestibulares.
Se o lançamento e a chegada estiverem em alturas diferentes — de um penhasco, por exemplo —, a simetria se quebra e é preciso resolver a equação do segundo grau completa em t.
No ponto mais alto a velocidade NÃO é zero — só a componente vertical zera. A horizontal continua valendo o tempo inteiro.
Exemplo resolvido
Antes de calcular, prevê: com v₀ = 20 e θ = 30°, a componente vertical é 10 m/s. Subir e voltar com 10 m/s leva 2 segundos ao todo, e a altura máxima deve ser modesta — algo em torno de 5 metros:
Uma bola é chutada a 20 m/s formando 30° com o solo. Calcule (a) as componentes da velocidade, (b) a altura máxima e (c) o tempo total de voo. (g = 10 m/s²)
- (a) .
- .
- (b) .
- (c) .
Verificação: bateu com a previsão nos três itens. Confere pela trajetória: no topo, m, e substituindo na equação da parábola dá exatamente m ✓. E qual a velocidade no ponto mais alto? Não é zero: são os 17,3 m/s horizontais, que nunca mudaram. E se o ângulo fosse 60°? As componentes se invertem — —, a altura sobe para 15 m e o voo dura 3,46 s.
Quais os erros mais comuns?
- 01
Achar que a velocidade é zero no ponto mais alto
Só a componente vertical zera. A horizontal permanece durante todo o voo.
Como evitar: pergunte o que a gravidade faz na horizontal. Nada — então essa componente nunca muda. - 02
Usar v₀ inteiro nas equações verticais
Só entra no eixo y. Usar o módulo total superestima altura e tempo.
Como evitar: decompor é o passo 1 do roteiro, e não é opcional. - 03
Aplicar a simetria quando as alturas diferem
Tempo de subida igual ao de descida só vale se o corpo voltar à altura de lançamento. De um penhasco, não vale.
Como evitar: confira se a chegada está no mesmo nível da partida. Se não estiver, resolva a equação completa em t.
FAQ: perguntas sobre o lançamento oblíquo
Qual é a equação da trajetória no lançamento oblíquo?
. O primeiro termo é a linha de mira reta e o segundo é a queda causada pela gravidade.
Como calcular a altura máxima?
. Ela sai de aplicar Torricelli no eixo vertical, com velocidade final nula nesse eixo.
Qual é o tempo total de voo?
, o dobro do tempo de subida — desde que a chegada esteja na mesma altura da partida.
A velocidade é zero no ponto mais alto?
Não. Apenas a componente vertical zera; a horizontal continua valendo durante todo o voo.
Qual é o roteiro para resolver esses problemas?
Decompor a velocidade inicial, resolver o eixo vertical para achar tempo e altura, e levar o tempo para o eixo horizontal para achar o alcance.
Por que começar pelo eixo vertical?
Porque é ele que determina quanto tempo o corpo fica no ar. A horizontal não tem aceleração e apenas registra o avanço nesse tempo.
O tempo de subida é igual ao de descida?
É, quando lançamento e chegada estão na mesma altura. A parábola é simétrica em relação ao ponto mais alto.
E se o lançamento for de um penhasco?
A simetria se quebra, porque a chegada fica abaixo da partida. É preciso resolver a equação do segundo grau completa para o tempo.
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