Qual é a condição de equilíbrio?

Para um ponto material, e depois para um corpo extenso:

Equilíbrio de translação
FR=F=0

A soma vetorial de todas as forças é nula. Na prática: as componentes em x e em y se anulam separadamente.

Corpo extenso · a segunda condição
F=0eτ=0

Resultante nula impede a translação; torque resultante nulo impede a rotação. Corpo extenso precisa das duas.

Atualizado em ago/2026. Quem te mostra isso é o Universo Narrado, com mais de 1 milhão de inscritos no YouTube. Esta fórmula leva o selo Definição: convencionamos que o símbolo significa isso — a pergunta certa é "o que isso me permite escrever?" Esta é uma das equações já classificadas nos volumes publicados do Guia de Fórmulas Explicadas.

O que significa cada símbolo?

O vetor nulo é mais forte do que parece — ele exige que CADA componente se anule:

SímboloO que éUnidade / observação
FRforça resultantenewton (N)
τsoma dos torquesN·m
Fx,Fysomas por componente, ambas nulasnewton (N)

De onde vem a fórmula?

A pergunta é: o que essa condição define? O estado em que nada muda no movimento. Selo Definição — chamamos de equilíbrio a situação de resultante nula, porque é ela que caracteriza a ausência de aceleração.

E a Segunda Lei explica por quê. Se FR=ma e a resultante é zero, então a aceleração é zero. Aceleração zero significa velocidade constante — que pode perfeitamente ser uma velocidade não nula.

Daí a distinção que a prova cobra. Equilíbrio estático é velocidade constante e igual a zero: o corpo está parado. Equilíbrio dinâmico é velocidade constante e diferente de zero: o corpo se move em linha reta, sem acelerar. Um paraquedista na velocidade terminal, um carro no cruise control e um avião em voo de cruzeiro estão todos em equilíbrio dinâmico.

Na prática · uma equação por eixo
Fx=0eFy=0

A condição vetorial vira duas equações escalares. É assim que se resolve qualquer problema de equilíbrio no plano.

O método é sempre o mesmo, e vale decorar o roteiro em vez de fórmulas: 1. Isole o corpo e desenhe todas as forças que agem sobre ele — o diagrama de corpo livre. 2. Escolha eixos convenientes (numa rampa, alinhados com ela). 3. Decomponha as forças inclinadas. 4. Escreva Fx=0 e Fy=0. 5. Se o corpo for extenso, acrescente τ=0, escolhendo o eixo que elimina mais incógnitas. Você pode estar pensando: “por que corpo extenso precisa da segunda condição?” Porque duas forças iguais e opostas aplicadas em pontos diferentes têm resultante zero e, ainda assim, fazem o corpo girar — é o que acontece quando você gira um volante com as duas mãos. Resultante nula não impede rotação; só o torque nulo impede. E há um detalhe físico bonito: cabos quase horizontais desenvolvem tensões enormes. É por isso que varal, rede elétrica e ponte pênsil sempre têm uma barriga visível — tem que ter.

Dinâmica: Leis de Newton e forças

Quando usar (e quando não)?

Use em corpos parados, sistemas de cabos e roldanas, blocos em planos, estruturas e qualquer situação de velocidade constante — inclusive em movimento.

Também vale para paraquedista na velocidade terminal, veículo em velocidade de cruzeiro e barco em velocidade estável: todos com resultante nula.

Equilíbrio NÃO significa repouso. Velocidade constante e não nula também é equilíbrio — o dinâmico. E resultante nula não impede rotação: corpo extenso precisa também de torque resultante nulo.

Exemplo resolvido

Antes de calcular, prevê: quanto mais horizontais os cabos, maior a tração neles — porque sobra pouca componente vertical para sustentar o peso. A 30° a tração deve ser da ordem do próprio peso; a 10°, muito maior:

🪖 IntermediárioO semáforo pendurado em dois cabos

Um semáforo de 200 N está suspenso por dois cabos simétricos que fazem 30° com a horizontal. Qual a tração em cada cabo? E se o ângulo fosse 10°?

  1. Cada cabo contribui com Tsenθ na vertical. Por simetria, as horizontais se cancelam.
  2. Fy=02Tsen30°=200.
  3. 2T0,5=200T=200 N.
  4. Com 10°: 2T0,174=200T576 N.
A 30°: T=200 N em cada cabo · a 10°: T576 N

Verificação: bateu com a previsão: baixar o ângulo de 30° para 10° quase triplicou a tração (2,9×), com o mesmo semáforo. E se os cabos fossem perfeitamente horizontais? sen0=0, e a equação exigiria tração infinita — fisicamente impossível. É por isso que todo cabo esticado tem uma barriga: sem ela, nenhuma tração sustentaria a carga.

Quais os erros mais comuns?

  1. 01

    Confundir equilíbrio com repouso

    Velocidade constante e não nula também é equilíbrio. Um avião em voo de cruzeiro tem resultante nula.

    Como evitar: pergunte se a velocidade MUDA. Se não muda, há equilíbrio, esteja o corpo parado ou não.
  2. 02

    Usar só a resultante em corpo extenso

    Duas forças opostas aplicadas em pontos diferentes têm resultante nula e mesmo assim giram o corpo. Falta a condição de torque.

    Como evitar: se o problema tem barra, viga ou escada, escreva também τ=0.
  3. 03

    Somar forças sem decompor

    Forças inclinadas precisam ser separadas em componentes antes de somar. Somar módulos direto ignora as direções.

    Como evitar: decomponha tudo em x e y, e monte uma equação para cada eixo.

FAQ: perguntas sobre o equilíbrio de forças

Qual é a condição de equilíbrio?

Resultante nula: F=0. Na prática, isso vira duas equações — Fx=0 e Fy=0.

Equilíbrio significa que o corpo está parado?

Não necessariamente. Velocidade constante e não nula também é equilíbrio, chamado dinâmico. Um avião em voo de cruzeiro é o exemplo típico.

Qual a diferença entre equilíbrio estático e dinâmico?

No estático a velocidade é constante e igual a zero; no dinâmico ela é constante e diferente de zero. Nos dois casos a resultante é nula.

Por que corpo extenso precisa de duas condições?

Porque resultante nula impede apenas a translação. Duas forças opostas em pontos diferentes podem girar o corpo, e só a condição de torque nulo impede isso.

Como resolver um problema de equilíbrio?

Isolando o corpo, desenhando todas as forças, escolhendo eixos convenientes, decompondo as inclinadas e escrevendo uma equação de soma nula por eixo.

Por que cabos quase horizontais arrebentam?

Porque a componente vertical disponível fica minúscula, exigindo trações enormes. No limite horizontal, a tração necessária tenderia ao infinito.

Por que varais e redes elétricas têm barriga?

Justamente por isso: sem uma inclinação mínima, nenhuma tração sustentaria o peso do cabo. A barriga é uma exigência física, não descuido.

Qual a relação com a Segunda Lei de Newton?

Direta: se FR=ma e a resultante é nula, então a aceleração é nula — ou seja, velocidade constante.

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